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’59 é nosso, 88 também’: Laterais do Bahia celebram boa fase

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Com números de títulos, laterais do Bahia celebram boa fase

Railan e Guilherme exibem os números que usam nos jogos

No triunfo ou na derrota, ouve-se com frequência um grito na torcida do Bahia: "59 é nosso, 88 também…" O cântico, que exalta as glórias do passado, ganhou dois representantes em campo nos últimos jogos. Os laterais Railan e Guilherme Santos são baianos e vivem grande fase desde que passaram a vestir os números dos títulos brasileiros do Tricolor.

O lateral-direito não esconde que escolheu o número como homenagem. "Primeiro quis ficar com o 36, que é a idade da minha mãe, mas Léo Gago estava com ele. Aí vi que o 59 tava livre e lembrei do título. Como sou Bahia, me identifiquei na hora. Ainda bem que aconteceu isso", lembra Railan. Já Guilherme revela que escolheu o 88 por conta do seu ano de nascimento. "Há muito tempo queria jogar com ele, mas aqui no Bahia deu mais vontade por causa do título. Juntei as duas coisas e deu certo", conta.

Apesar da explicação, o canhoto sabe que o torcedor vai sempre ligar o 88 à segunda estrela. "É mesmo, né? [risos]. Mas fico feliz que achem isso. Para mim, que sou baiano, é importante", diz. Ele sabe que usar o número, sagrado para os torcedores, é uma responsabilidade a mais. "Fiquei até preocupado se daria certo, se não seria pesado demais pra mim… Mas é meu nascimento e tenho o privilégio de ter nascido nesse ano importante para o Bahia".

Já Railan revela que teve até uma 'premonição' quando viu a camisa do companheiro. "Rapaz, quando vi Guilherme com o número eu disse: 'Você é 88, eu sou 59. Somos campeões brasileiros. Quem sabe não podemos ser a dupla de laterais titular [risos]?'", lembrou. A previsão, quem diria, deu certo: os dois foram titulares em cinco dos sete últimos jogos.

Nascido em Araci, no nordeste do estado, Railan nunca escondeu a alegria de defender seu clube do coração. Já Guilherme Santos, natural de Jequié, não assume ser torcedor, mas revela ter também um motivo especial para defender o time. "Na minha juventude, me apeguei ao Vasco, porque fiz minha base lá. Mas sempre tive aquela coisa pelo Bahia, tanto que falava para meu empresário: 'Se tiver na mesa uma proposta do Vitória e outra do Bahia, você me leve pro Bahia, viu [risos]?", brinca o jogador. "Sempre quis honrar minha mãe, que é louca pelo Bahia, e também ter a alegria de representar o maior time do estado em que nasci", disse.

Curiosamente, cada um teve destaque num triunfo sobre um time do Rio de Janeiro. Guilherme foi fundamental na virada sobre o Botafogo, por 3 a 2, e Railan participou dos dois gols no triunfo sobre o Flamengo, na Fonte, no último domingo.

Carioca é também o próximo adversário, o Fluminense, sábado, 4, em Brasília. Na partida, Railan quer mostrar que, contra o Rio, quem manda é a Bahia. "Temos uma equipe capaz de jogar de igual para igual contra qualquer um. Vamos mostrar para eles nosso poder e que quem manda nessa rivalidade somos nós, baianos".

O lateral-esquerdo Guilherme não entra em campo por conta de dores no joelho esquerdo.

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