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Alvo do Bahia para 2014, atacante fala da vida na China

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Entrevista: alvo da dupla Ba-Vi para 2014, atacante vive boa fase na China

No bate-papo, o atacante de 26 anos falou sobre a experiência na Ásia e a possibilidade de vestir a camisa de Bahia ou Vitória

Nascido em Camaçari e criado em Dias D'Ávila, o atacante Anselmo Ramon está feliz na China. Com 13 gols marcados, ele é o dono da camisa 9 do Hangzhou Greentown, atual 11º colocado na liga chinesa. Vinculado ao Cruzeiro, o jogador baiano foi procurado por Bahia e Vitória no final do ano passado, mas preferiu buscar novos ares e se transferiu para o atual clube, onde tem contrato para ficar até o final da temporada.

No último final de semana, Anselmo fez dois gols na vitória do seu time sobre o Jiangsu Sainty, por 3×1, e conta que teve uma motivação extra. "A maior parte da temporada fiquei sozinho, mas minha mulher e minha filha chegaram há uma semana e já foram assistir ao último jogo. Foram pé quente", brincou em entrevista ao iBahia Esportes. No bate-papo, o atacante de 26 anos revelado no Fazendão falou sobre a experiência na Ásia e a possibilidade de vestir a camisa de Bahia ou Vitória.

Como está sendo a experiência no futebol chinês?

"Está sendo uma experiência muito boa e bem produtiva. É um futebol diferente do Brasil, mas graças a Deus estou bem adaptado ao futebol chinês e espero continuar fazendo os gols e ajudando a minha equipe para que possamos terminar bem essa temporada".

Você já teve uma experiência na Ásia, mas no Japão. Está sendo muito diferente jogar na China?

"Está sendo totalmente diferente, até porque no Japão fui muito novo e era minha primeira experiência fora do Brasil. E hoje já sou um jogador mais experiente e consegui me adaptar muito rápido ao futebol chinês".

Anselmo Ramon já fez 13 gols no futebol chinês

O futebol chinês tem feito investimentos altos. Como está o nível do campeonato nacional?

"O futebol chinês já vem fazendo investimentos altos há um bom tempo e aqui já passaram jogadores consagrados no futebol mundial como Drogba e Anelka. O campeonato está bem nivelado e bem competitivo, com grandes jogadores. Posso dizer que a cada ano que passa o futebol chinês vai crescendo e não vai parar por aqui, porque eles pensam em melhorar sempre e fazer grandes contratações".

Hoje no Brasil fala-se muito em carência de centroavantes e muitos times estão jogando sem uma referência na frente. Você concorda que hoje existem menos bons centroavantes?

"Olha, acho que isso vai de cada treinador, porque tem treinador que não abre mão de um homem de área na equipe dele e tem outros que gostam de jogar com dois velocistas. Acho que tem sim jogadores de área com muita qualidade, mas sabemos que jogadores como estávamos acostumados ver, como Ronaldo e Romário, hoje no Brasil não tem. Não podemos esquecer que esses jogadores foram craques".

Você faz esse papel de homem de referência na área, mas também se movimenta. Como você prefere jogar?

"A forma que eu gosto de jogar é como homem de referência, mas sempre movimentando para dar opções para os meias e volantes, que hoje em dia estão chegando bastante na frente e fazendo muitos gols. E com todos os treinadores que trabalhei no Brasil joguei dessa forma".

Antes da temporada começar, seu nome chegou a ser especulado tanto no Bahia como no Vitória. Houve alguma negociação?

"Realmente, houve o interesse de ambas as partes. São grandes clubes no futebol brasileiro e times de massa que tenho um respeito muito grande, mas a proposta do Hangzhou foi uma proposta boa e resolvi aceitar esse desafio. Sabia também que não seria fácil sair de um futebol onde já estava adaptado para o futebol chinês, completamente diferente, mas com muito trabalho consegui me adaptar bem e agora estou colhendo os frutos e estou muito feliz aqui na China. Mas não descarto a possibilidade de no futuro atuar em uma dessas equipes".

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