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Salvador tem o pior desempenho em mobilidade na Copa das Confederações


A capital baiana registrou o pior desempenho em mobilidade urbana entre as seis cidades-sede da Copa das Confederações. O resultado é do relatório preliminar do Observatório da Mobilidade Urbana Copa das Confederações, apresentado nesta quinta-feira (4), em São Paulo, durante o Seminário Nacional NTU 2013 & Transpúblico, evento realizado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

Entre os principais problemas detectados em Salvador estão a falta de organização e a não priorização do transporte público. Dantas destacou que não há projetos de grande porte de mobilidade para a capital baiana.

O diretor técnico da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), André Dantas, afirmou que a operacionalização em rede integrada dos diversos modais e a melhoria da oferta de ônibus são alguns dos desafios para a implantação de um transporte público de qualidade nas cidades-sede da Copa do Mundo 2014.

A coordenadora de mobilidade na Copa das Confederações em Salvador, Grace Gomes, diretora de Mobilidade Urbana e Interurbana da Secopa/Bahia, discordou do relatório da NTU. Grace acrescentou que foram utilizados os melhores veículos e profissionais nas operações. Ela atribuiu possíveis problemas à geografia da cidade e às manifestações no dia dos jogos, mas reconheceu que a indecisão na escolha entre BRT e metrô atrasou os planos de mobilidade.“Não tivemos metrô nem BRT na Copa das Confederações e não acredito que teremos para a Copa do Mundo”.

As outras capitais foram mais bem avaliadas: Brasília e Recife tiveram desempenho "satisfatório", enquanto o Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza alcançaram a classificação de "bom", mas ainda precisam facilitar o transporte dos torcedores aos estádios.

Confira o desempenho das cidades-sedes durante a Copa das Confederações

Jogos avaliados

Brasília – 15/06 – Brasil x Japão

Recife – 19/06 – Itália x Japão

Belo Horizonte – 26/06 – Brasil x Uruguai

Fortaleza – 27/06 – Espanha x Itália

Salvador – 30/06 – Uruguai x Itália

Rio de Janeiro – 30/06 – Brasil x Espanha

Desempenho das cidades

Brasília

Desempenho: satisfatório. Esquema especial permitiu acesso eficiente ao estádio e Fan Fest.

Boas práticas: serviço de ônibus especial com bolsões de estacionamentos; gerenciamento da capacidade do sistema viário; e utilização do potencial do transporte público convencional.

Potencial para melhorias: expansão do serviço executivo; sistema de informação; gestão de obras; e esquema operacional dos especiais.

Riscos para o legado: indefinição e falta de planejamento; mesmo obras de baixa complexidade (ciclovias) não foram concluídas; e instabilidade institucional.

Recife (Pernambuco)

Desempenho: satisfatório. Mudanças no esquema operacional permitiram o atendimento ao público.

Boas práticas: perceptível evolução no esquema operacional e capacidade de adaptação às demandas.

Potencial para melhorias: acessibilidade; planejamento operacional; maior utilização do transporte público por ônibus; e sistema de informação ao usuário.

Risco para o legado: elevada oferta de estacionamento para transporte individual e conscientização da população para utilização do transporte público.

Belo Horizonte (Minas Gerais)

Desempenho: Bom. Transporte público não foi suficiente para atender a demanda.

Boas práticas: potencial de atendimento do serviço especial por ônibus; não incentivo ao uso do transporte individual; e serviço executivo do aeroporto ao estádio.

Potencial para melhorias: gestão de obras; sistema de informação ao usuário; e implantação do sistema Park & Ride.

Risco para o legado: atrasos na entrega dos sistemas BRT.

Fortaleza (Ceará)

Desempenho: Bom. Transporte público foi suficiente para atender a demanda.

Boas práticas: mínima interferência na operação; serviços especiais de ônibus; e utilização do potencial transporte público convencional.

Potencial para melhorias: gestão de obras.

Risco para o legado: atrasos na entrega dos corredores de ônibus.

Salvador (Bahia)

Desempenho: Regular. Falta de organização e de prioridade ao transporte público prejudicaram o desempenho.

Boas práticas: utilização do potencial do transporte público convencional.

Potencial para melhorias: gestão das obras; sistema de informação ao usuário; acessibilidade; e conflito entre os modos de transporte.

Risco para o legado: a inexistência de projetos de grande porte para Salvador implica na adoção de uma grande quantidade de intervenções operacionais e pontuais.

Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)

Desempenho: Bom. Esquema especial permitiu acesso eficiente ao estádio e Fan Fest

Boas práticas: utilização do potencial do transporte público convencional; e investimento na criação de uma rede integrada de transporte metropolitano.

Potencial para melhorias: maior utilização do transporte público por ônibus, permitindo a maior flexibilização do acesso ao evento.

Risco para o legado: dependência do metrô como principal acesso.

Tabela interativa da Série A: http://uniaotricolorba.com.br/tabelaseriea.asp


Fonte e foto: Galáticos Online