Torcidabahia
Uma grande torcida, merece um grande site

Após um ano, ‘Era Schmidt’ repete erros das antigas gestões no futebol

0

No futebol, após um ano, 'Era Schmidt' repete erros das antigas gestões

No futebol, após um ano, 'Era Schmidt' repete erros das antigas gestões

Um ano se passou. No dia 9 de setembro de 2013, em um grande evento realizado na Arena Fonte Nova, o ex-secretário de Relações Internacionais do Governo do Estado, Fernando Schmidt, pela segunda vez, era empossado presidente do Esporte Clube Bahia.

Após 64 dias de intervenção, determinada pela Justiça, o então homem de confiança do governador Jaques Wagner, tricampeão baiano na primeira gestão à frente do clube, assumiu o esquadrão com a missão de livrar o time do rebaixamento. Quando se trata dos assuntos internos às quatro linhas, o objetivo foi alcançado naquele momento.

Entre altos e baixos, a nova gestão tricolor teve apenas três meses para impedir uma nova queda do clube à segunda divisão, além do curto período para realizar contratações em meio ao caos administrativo encontrado. Não foi à toa que, até o fim do Brasileirão de 2013, apesar dos nomes citados no dia do triunfo nas eleições (Michel, Léo Gago e Lucca), apenas o meia Wangler, emprestado pelo Grêmio, foi a única contratação da 'Era Schmidt'.

Com a permanência do time na elite, a partir do mês de dezembro, o presidente Fernando Schmidt juntamente com seus diretores teriam, ali, a missão de orgarnizar o departamento de futebol e montar o elenco de acordo com a nova filosofia de trabalho, além da composição da comissão técnica, já que Cristóvão Borges optou por não permanecer em protesto a demissão do então diretor Anderson Barros.

O Bahia anunciou o ex-jogador William Machado como diretor de futebol e o ex-comandante do Coritiba, Marquinhos Santos, como o seu treinador para temporada 2014. No discurso, os dois juntamente com o clube, falaram em nova filosofia, diferenciada maneira de trabalhar, mas não foi o que aconteceu. Os erros, no futebol, foram semelhantes aos da antiga gestão.

Em oito meses, de janeiro a setembro, o Bahia teve três diretores de futebol, dois treinadores e anunciou a contratações de 27 jogadores (mais de dois times). Atletas, inclusive, que sequer vestiram a camisa tricolor. Um exemplo foi o atacante Jonathans Reis, do zagueiro Serjão, e do atacante Sebastian Pinto que, mesmo anunciado, nunca vestiu a camisa do clube.

Ao mesmo tempo, alegando muitas dificuldades no mercado, demorou mais de um semestre para contratação de um centroavante, que só aconteceu no decorrer da Copa do Mundo. Negociou Anderson Talisca, maior venda da história do clube, mas não contratou peça para repor o sistema de criação, já que o argentino Leandro Romagnoli não ficou. O argentino, que seria o tão sonhado camisa 10, alegou problemas pessoais e não quis ficar. O clube, seguro no contrato, atendeu ao pedido e recebeu cerca de R$ 700 mil.

A sequência de erros no departamento de futebol refletiram em campo. Não foi à toa que, ainda que campeão baiano, o Bahia amargou um fracasso na Copa do Nordeste, foi eliminado na Copa do Brasil e atualmente está na zona do rebaixamento, sem depender exclusivamente dele para sair desta situação na próxima rodada.

Comentários