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As contratações da dupla BaxVice: Barca cheia e poucos heróis

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Barca cheia e poucos heróis: GE.com analisa as contratações da dupla Ba-Vi

Nesta temporada, Bahia e Vitória contrataram mais por quantidade do que qualidade. No total, 49 atletas chegaram: Rubro-Negro trouxe 23, enquanto Tricolor contratou 26

Quarenta e nove. Foi o esse o número de vezes em que se anunciou uma contratação de Bahia e Vitória na temporada 2014. Em uma temporada de apostas no mercado internacional, o espanhol virou segundo idioma na Bahia com a chegada de alguns gringos. Outros tantos desconhecidos e alguns medalhões também desembarcaram para vestir azul, vermelho e branco ou vermelho e preto.

apresentação Maxi e Emanuel Biancucchi Bahia (Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação)

Apresentado ao lado do irmão Emanuel, Maxi (D) chegou como grande nome do Bahia para a temporada

A temporada foi de gente que chegou como candidato a herói, brilhou, mas logo se tornou presença constante no departamento médico, caso de Lincoln, pelo Bahia. Teve também gente que sequer chegou, como o chileno Sebá, anunciado pelo Tricolor, e até gente que preferiu fazer de Salvador um local de férias.

O ano começou com o mercado da bola baiano agitado. Depois de uma arrastada negociação que ganhou status de novela, Escudero renovou contrato com o Vitória, mas uma inesperada virada de casaca apimentou o começo de temporada. O argentino Maxi Biancucchi, um dos principais nomes do Rubro-Negro na temporada de 2013, trocou o Leão pelo Tricolor e foi apresentado com status de principal contratação da temporada no Fazendão.

Richarlyson, Luis Aguiar, Marcos Junior, Adriano, Romário, Guillermo Beltran, Kadu e Marcinho; Vitória (Foto: Divulgação/EC Vitória)

Pacotão de reforços do Rubro-Negro foi apresentado durante o meio da temporada

Depois de um início movimentado, o final do período de contratações, este 3 de outubro, deixa o torcedor com a sensação de que a safra 2014 teve poucos heróis e uma enorme barca de jogadores que pouco ou quase nada ajudaram. A análise leva em conta rendimento dos atletas até o começo do segundo turno do Campeonato Brasileiro.

Header Ba-Vi decisivos (Foto: GloboEsporte.com)

BAHIA: dos 26 contratados nesta temporada, apenas dois tiveram status de decisivo. Ainda assim, um deles atuou apenas em parte da temporada, por questões médicas. Já o outro chegou ao clube em julho.

Kieza é um dos decisivos do Bahia

– Lincoln: experiente, o meia chegou ao Bahia em março. Sob desconfiança da torcida, mas garantido como homem de confiança do então treinador Marquinhos Santos, Lincoln cresceu nos Ba-Vi's e foi decisivo na conquista do título estadual no primeiro semestre com assistências e gols importantes. No entanto, machucou-se antes da parada para a Copa do Mundo e segue fora do time. Apesar disso, a importância no primeiro semestre dá a ele status de decisivo.

– Kieza: demorou, mas o atacante mostrou seu poder de decisão. Kieza chegou ao clube no meio da temporada com a responsabilidade de ser o esperado centroavante. Pouco depois da sua chegada, gols contra Palmeiras e Corinthians. No começo do segundo turno, o jogador mostrou seu poder de decisão e marcou gols importantes para o clube. É o artilheiro do Tricolor no Campeonato Brasileiro com cinco gols.

VITÓRIA: dos 23 contratos, apenas um colocou em prática o seu poder de decisão. Ainda assim, deixou o clube no meio de setembro.

– Caio: atacante veloz, Caio chegou ao Vitória em abril. A fase do clube não era das melhores, mas, ainda assim, o jogador foi um dos poucos reforços para o ataque que chegou e balançou as redes. Autor de cinco gols, na conta do atacante estão triunfos importantes, como os conquistados diante do Grêmio e Criciúma. No entanto, o reforço que mais se deu bem nas bandas do Barradão em 2014 já deixou o clube, negociado com o futebol árabe.

Header Ba-Vi quem ajudou (Foto: GloboEsporte.com)

BAHIA: no elenco atual do Tricolor, ao menos seis jogadores tiverem papel de coadjuvantes. Se não chegaram a ser decisivos, também não decepcionaram.

Uelliton foi eleito melhor volante do estadual

– Diego Macedo: o lateral chegou ao Bahia e logo vestiu a camisa de titular. Ajudou o clube na reta final da conquista do estadual. Após lesão, perdeu espaço, chegou a ser afastado por indisciplina ao se irritar com a reserva durante um treino do treinador interino Charles. Mas sua "suspensão" durou pouco tempo. O jogador voltou ao grupo e tem ajudado atuando como meia.

– Uelliton: chegou ao Bahia no início da temporada, sob desconfiança da torcida devido ao seu histórico no Vitória, mas fez um excelente Campeonato Baiano e ganhou o torcedor tricolor. Sofre com a questão física e perdeu espaço no time durante um período. No entanto, após uma nova fase de recuperação, Uelliton voltou o ser o jogador do começo da temporada, com excelente saída de bola e belos passes.

– Rhayner: decisivo no primeiro semestre, com uma boa média de gols, o atacante caiu de produção no segundo semestre. Ainda assim, sempre teve o respaldo dos treinadores devido à sua dedicação e sacrifício. Já no mês de setembro, caiu de rendimento, perdeu espaço no grupo e está prestes a deixar o Bahia, após uma briga com o diretor de futebol Rodrigo Pastana.

– Guilherme Santos: o lateral chegou ao clube no primeiro semestre e logo ganhou a posição de titular, mas sofreu com lesões musculares. Apesar da boa fase do garoto Pará, teve atuações decisivas ao logo da temporada e ajudou o Bahia em partidas importantes, como diante do Botafogo, quando deu duas assistências no triunfo por 3 a 2.

Emanuel chegou no clube como "o irmão de Maxi"

– Emanuel: o argentino chegou ao clube no começo do ano como o "irmão de Maxi Biancucchi", mas fez o atacante se transformar no "irmão de Emanuel". Com poucas chances no começo da temporada, Emanuel passou a ser requisitado depois da contusão do meia Lincoln e ajudou como pôde. Entre atuações razoáveis e boas, Emanuel não comprometeu e foi importante em diversas oportunidades.

VITÓRIA: dos 23 contratados, ao menos seis ajudaram bastante, mesmo sem serem decisivos. Regulares, estes jogadores ajudam o Vitória e passaram longe de prejudicar o time.

Richarlyson se tornou um dos destaques do Vitória

– Gatito: o goleiro paraguaio chegou ao Vitória no meio da temporada para ser sombra de Wilson, mas, com a lesão do titular, assumiu o posto e tem ajudado com boas atuações. Frio, mas comunicativo com sua defesa, já garantiu pontos importantes com defesas fundamentais para resultados positivos.

– Richarlyson: capitão do time, o volante chegou durante a parada para a Copa do Mundo, ganhou uma vaga e tem se tornado um dos principais líderes da equipe. Experiente, o volante tem ajudado o clube em meio a uma situação ruim no Campeonato Brasileiro. Com atuações seguras, como no clássico Ba-Vi do segundo turno da Série A, vencido pelo Vitória. Dono do meio-campo, o volante também tem ajudado com gols.

– Marcinho: após anos fora do Brasil, o meia voltou ao país com a missão de ser o principal homem de armação no meio-campo do Vitória. Também integrou o pacote de reforços que chegaram durante a Copa. Após um início inconstante, o jogador assumiu a titularidade e tem ajudado com gols e assistências.

– Luiz Gustavo: polivalente, o jogador retornou ao Vitória no começo de 2014 e, após um momento na reserva, voltou a ser utilizado a partir da volta de Ney Franco. Após tantos testes na defesa, mostrou-se uma opção mais confiável tanto na frente da zaga quanto na defesa.

Kadu retornou ao clube, após boa temporada em 2013

– Kadu: em situação semelhante à de Luiz Gustavo, o zagueiro retornou ao Vitória em julho e com status de titular. Apesar de ainda distante da forma de 2013, Kadu trouxe mais segurança à defesa rubro-negra em comparação às inúmeras formações testadas no primeiro semestre.

– Roger Carvalho: pouco utilizado no São Paulo, o zagueiro chegou à Toca do Leão e logo ganhou a confiança dos treinadores. Tornou-se titular em um setor complicado do time. Ao lado de Kadu, formou a dupla de defesa mais segura entre inúmeras que passaram pelo time principal neste ano.

Header Ba-Vi pouco ajudaram (Foto: GloboEsporte.com)

BAHIA: Roniery, Léo Gago, Rafinha, Maxi, Henrique, Wilson Pittoni e Branquinho.

VITÓRIA: Adriano, Marcos Junior, Vinícius, Guillermo Beltrán, Luis Aguiar.

Header Ba-Vi a passeio (Foto: GloboEsporte.com)

BAHIA: Rafael Galhardo, Wiliam Barbio, Marcos Aurélio, Alessandro, Anderson Conceição, Adailton, Diego Felipe, Hugo, Marcão, Jonathan Reis e Serjão. Os dois últimos sequer vestiram a camisa do clube e não chegaram nem a figurar entre os relacionados.

*Nem chegou:

– Sebá: anunciado oficialmente no dia 24 de janeiro, o chileno Sebastián Pinto, o Sebá, sequer colocou os pés em Salvador. Após um imbróglio envolvendo o jogador e seu clube na Turquia, o Bursaspor, o atacante não foi liberado. A equipe turca pediu o pagamento de R$ 400 mil por parte do Bahia. Sem acordo, o Tricolor desistiu do negócio e seguiu até a metade da temporada sem um camisa 9.

Romagnoli desembarca em Salvador antes de definir seu retorno à Argentina

*Negócio desfeito

– Romagnoli: o meia argentino não chegou a ser anunciado oficialmente como jogador do Bahia, mas assinou um pré-contrato com o clube no início da temporada. No entanto, com o avanço do San Lorenzo na Taça Libertadores da América, a situação com o Tricolor baiano foi se complicando. Em meio à novela, Romagnoli deu declarações de que gostaria de permanecer em solo argentino. A conquista da Libertadores dificultou ainda mais as coisas. Após quase seis meses de novela, o jogador desembarcou em Salvador para uma conversa definitiva com a diretoria tricolor. Quatro dias depois, o meia e o clube chegaram a um acordo: o argentino voltou para seu país e encerrou as conversas com o Bahia de uma vez por todas.

VITÓRIA: Dão, Edno, Romário, Josa, Alemão, Léo Costa, Lucas Zen, Souza, Hugo, Jonathan Ferrari, Rodrigo Defendi.

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