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O surgimento de Ramires e as grandes mudanças na base do Bahia

Clube passou a investir mais na base e a priorizar jogadores mais técnicos, em detrimento da imposição física

Ramires em jogo do Bahia contra o Sport (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)
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Há pouco mais de um mês, o torcedor do Bahia se surpreendeu com a escalação do menino Ramires no jogo contra o Sport. Hoje, ele é titular da equipe e um dos favoritos da torcida. Com boas atuações, o meia mostrou suas qualidades: driblador, chega bem no ataque e trata bem a bola. Apesar de destro, seu primeiro gol como profissional, contra o Botafogo, foi com o pé esquerdo. Não é alto, tem apenas 1,72m, mas sua mobilidade e visão de jogo compensam a pouca estatura. Ramires é a cara da mudança radical que houve na base do Bahia.

O site Globo Esporte fez uma análise desta completa revolução ocorrida nas divisões de base do Tricolor.

A base tricolor, há pouco tempo, priorizava jogadores fortes, que se impunham fisicamente. Este conceito mudou após a chegada de Marcelo Lima, vindo de trabalhos no São Paulo, Ituano e Atlético-PR. Após a priorização da parte técnica, os resultados começaram a aparecer, especialmente nas categorias menores.

Além de Ramires, o time dos jovens nascidos em 2000 conta com o lateral-direito João Pedro e o meia Dimitri, que podem aparecer em breve nos profissionais. Nos times debaixo, o clube vem investindo mais que o rival Vitória e os resultados têm aparecido.

Recentemente, o clube foi vice-campeão da Copa Brasileirinho Sub-14, disputada em Minas Gerais. Com uma equipe não muito forte fisicamente. o Bahia eliminou o Flamengo nos pênaltis e, só perdeu na final, para o Atlético-MG. O clube já tem destaques nacionais na base, como o lateral-direito Douglas (nascido em 2002) e o volante Luan (nascido em 2003).

Em 2018, Marcelo Lima deixou o Tricolor após ajudar a montar este projeto da base, indo para o Desportivo Brasil. Ele mesmo indicou o seu sucessor, Marcelo Vilhena, ex-Atlético-PR. Nas comissões técnicas, também têm aparecido destaques: Fernando Lima, técnico do sub-14, veio do FSA (projeto de formação administrado pelo ex-jogador Jorge Wagner, em Feira de Santana) e foi, recentemente, convocado para ser o auxiliar do técnico Paulo Victor Gomes na Seleção Brasileira sub-15. Em abril, Rafael Alan, técnico do sub-15, passou pela mesma experiência.

Houve uma revolução da base do Bahia, uma mudança completa em um time que, há pouco tempo, perdia jogadores da base na justiça por falta de pagamento e era superado pelo rival Vitória nos confrontos e na quantidade de jogadores revelados. Após esta mudança de realidade, o futuro do Tricolor é visto com otimismo.

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