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Bahia apresenta estudo sobre preço do ingresso

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Preço do ingresso na Fonte cai até 72% em 16 meses; Bahia faz estudo

Mexer no preço, no entanto, não tem sido suficiente para atrair os tricolores

A partida Bahia x Inter, hoje, às 22h, pela Sul-Americana, mantém a quarta redução nos preços dos ingressos desde a abertura da Fonte Nova como Arena, em abril de 2013. Em 16 meses, o valor da entrada já caiu até 72%, caso do setor Leste intermediário, de R$ 180 (inteira) para R$ 50 (inteira).

Mexer no preço não tem sido suficiente para atrair os tricolores. No Brasileiro 2013, o Bahia teve a 6ª melhor média, com 18.449 pagantes. Hoje, é 11º lugar, com 11.654. Queda de 37% nos pagantes.

Em jogos entre clubes, a Fonte Nova só esgotou 100% da carga justamente na abertura, naquele 7 de abril. Nunca mais lotou. Em Bahia 1×5 Vitória, os ingressos custavam entre R$ 90 e R$ 165 (inteira). Hoje, vão de R$ 30 a R$ 140 (inteira). O ingresso mais em conta ficou 66% mais barato.

“Acredito que não é preço o problema. Em 12 dos 19 jogos do Bahia na Arena este ano, o setor mais barato não foi o mais vendido. O problema não está no preço”, opina o diretor comercial da Arena Fonte Nova, Claudio Najar. “O horário, o desempenho do clube e a atual  insatisfação do torcedor têm impacto maior”, diz.

A carga do Super Norte, com inteira a R$ 30 no setor mais barato da Fonte, nunca esgotou. “Se excluir o Lounge, meu assento mais caro é R$ 60. Foi o preço mais caro do Vitória contra o Flamengo e já era cobrado pelo Bahia em Pituaçu. Isso embora eles tenham custo operacional muito mais baixo e a Arena tenha padrão internacional”, ilustra Najar.

O Leste inferior, que começou a R$ 130 (inteira) na inauguração, hoje sai a R$ 40 (inteira), desde que o torcedor opte pela atual promoção de comprar na web e imprimir o voucher: redução de 69%. Sem o desconto promocional, fica por R$ 44 na bilheteria.

O Bahia concluiu em julho levantamento do público em 106 jogos como mandante: pegou Pituaçu de janeiro de 2011 a março de 2013 e, depois, a Fonte Nova. O diretor de negócios Pablo Ramos diz que a meta é interpretar dados e variáveis, como preço, competição e adversário, para entender melhor o comportamento do torcedor. “É inegável que a performance esportiva é forte variável. Queremos ir além”.

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