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‘Bahia não paga a ninguém’: Empresário chama Diretor de mentiroso e clube de caloteiro

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Agente de Rhayner chama diretor de 'mentiroso' e detona Bahia: 'Não paga ninguém'

Rhayner não foi relacionado pelo técnico Gilson Kleina para o confronto com o Sport nesta quarta

Rhayner não foi relacionado pelo técnico Gilson Kleina para o confronto com o Sport nesta quarta

Agente de Rhayner, pivô da confusão que agitou ainda mais os bastidores do Bahia nesta terça-feira, Eduardo Uram disparou contra o clube, especialmente o seu diretor de futebol Rodrigo Pastana, acusado por ele de "mentir" no episódio que resultou no afastamento do atacante do clube. Ao ser perguntado pela reportagem sobre o assunto, Pastana desabafou mais cedo sugerindo que o empresário "sumiu" e que "quer saber apenas de dinheiro".

Procurado pelo ESPN, Uram disparou contra a diretoria tricolor.

"No caso do Bahia, se alguém está querendo saber de dinheiro, está no lugar errado, não pagam a ninguém. Quando (você) faz negócio com o Bahia, faz por tudo menos dinheiro. É um clube que não paga. Nunca vi um real para a minha empresa. Mesmo tendo feito coisas boas por ele. Marcelo Lomba, Cícero, Daniel Alves, só coisa boa. Definitivamente, para quem quer saber de dinheiro, não é o lugar ideal", afirma.

Rhayner foi afastado do time tricolor nesta terça-feira, após se dirigir a Pastana pedindo para treinar com o grupo no estádio de Pituaçu, em Salvador. Diante da negativa, os dois discutiram, o clima esquentou e ele resolveu partir para cima do executivo com um pedaço de madeira que se encontrava ao seu lado.

Os funcionários presentes ao CT do Fazendão tiveram de intervir para que ambos não chegassem às vias de fato.

Depois de afastar o atleta, o Bahia estuda agora demiti-lo por justa causa, possibilidade analisada por Eduardo Uram como impossível.

"O motivo da briga não foi empresário, não foi salário, foi o desentendimento entre o jogador com o próprio Pastana, que justificou não permitir sua ida para a sessão de treino por uma decisão do treinador (Gilson Kleina). Ele mentiu, a decisão, na verdade, foi dele, confere? A gente confrontou as coisas que ele falou com a verdade e ele estava mentindo. A origem da história toda foi essa", diz.

"Em nenhum momento, estive ausente, estou aqui participando ativamente do processo – inclusive, no ponto áureo da conversa, tive um contato com ele, onde as coisas que ele fala são completamente incoerentes e não condizem com a verdade do que está acontecendo. Falei com ele até o ponto que entendi que falava com ninguém", prossegue.

O empresário nega qualquer conflito com o diretor de futebol tricolor.

"Sempre tive uma relação cordial. Para você entender, a aquisição do Rhayner (pelo Bahia) foi feito com o pai dele, o pai do Pastana", conclui.

A relação do cartola do Bahia com o atacante de 24 anos, ex-Fluminense e Náutico, existe desde a época em que trabalharam juntos no Barueri, quando o jogador ainda atuava pelo juvenil e tinha 17 anos. Em contato com a reportagem, o próprio Rodrigo Pastana comentou que o comportamento atleta era assim desde aquela passagem.

"Ele sempre foi esse jogador. Não houve qualquer mudança de comportamento (antes ou depois da Copa do Mundo). Conheço o Rhayner desde o juvenil do Barueri, tinha 17 anos e sempre apresentou problemas disciplinares", comentou.

Rhayner não foi sequer relacionado para a partida contra o Sport nesta quarta-feira, às 21h (de Brasília), na Fonte Nova.

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