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Brasil vence Desafio Raia Rápida com direito a Recorde; Assista

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Natação: Brasil quebra melhor marca do mundo e vence pela primeira vez o Desafio Raia Rápida

Campeão nos 50m borboleta, Santos contou que sua estratégia foi administrar o ritmo nas duas primeiras eliminatórias para se poupar para a final

Os nadadores brasileiros fizeram sucesso neste fim de semana. Apesar de a prova não fazer parte do programa olímpico, o quarteto brasileiro formado por Guilherme Guido, Nicholas Santos, Felipe França e Matheus Santana chegou em primeiro em 1m37s68, quebrando o recorde australiano de 1m38s23, de 2013.

Com a conquista na última prova do dia, a equipe brasileira, que já havia vencido as finais nos 50m peito, com França (27s21), e 50m borboleta, com Santos (22s97), fechou a competição com 15 pontos. Em segundo lugar no 4x50m medley e com a vitória de Anthony Ervin (21s92) nos 50m livre, os Estados Unidos foram vice do torneio, com 11 pontos.

Os sul-africanos ficaram em terceiro no revezamento e também na competição, com 9 pontos, após a vitória de Gehard Zandberg (25s) no 50m costas. Os australianos ficaram em último, com 1 ponto. No revezamento, a àfrica do Sul fechou os primeiros 50m costa à frente do Brasil.

Coube à Felipe França tomar a ponta no peito e na raça nos 50m seguintes. Nicholas Santos manteve a vantagem no borboleta, mas, a essa altura, os Estados Unidos já vinham logo atrás com Eugene Godsoe. Nos 50m finais, o jovem Matheus Santana, de 18 anos, assumiu a responsabilidade e bateu por sete centésimos o veterano Ervin, de 33, campeão olímpico em Sidney-2000 nos 50 livre.

"Foi incrível. Viemos para pegar o primeiro lugar e conseguimos. No revezamento, já que estávamos bem cansados, fomos mais com o coração" vibrou Santana, que já havia declarado que se assumisse a última passagem em primeiro não deixaria o título escapar. "Dá para me imaginar um pouquinho fechando o revezamento nas Olimpíadas de 2016".

Responsável por assumir a ponta na prova, França também comemorou a vitória nos 50m peito sobre o sul-africano Cameron Van Der Burgh, campeão olímpico dos 100m da modalidade em Londres-2012. "Treino esses tiros, um atrás do outro, a cada 10 ou 12 minutos. Fazer isso ao lado do campeão das últimas Olimpíadas foi um excelente resultado para mim. Creio que ele não estava tão preparado quanto e, graças a Deus, consegui trazer essa vitória para o Brasil" disse França.

Campeão nos 50m borboleta, Santos contou que sua estratégia foi administrar o ritmo nas duas primeiras eliminatórias para se poupar para a final. "Sabia que após a segunda bateria teria um tempinho maior para descansar. Dei uma olhada nos nadadores da àfrica do Sul e da Austrália e sabia que o Eugene seria o adversário mais difícil. Cheguei bem inteiro para a final e atingi meu objetivo que era a melhor marca pessoal esse ano (22s9) e consegui vencer a prova. ê um tempo excelente, pensando que alguns mundiais de longa os campeões vencem com 23s" comparou o nadador brasileiro.

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