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Brasileirão: 5 motivos para explicar o fiasco do Bahia

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5 motivos para explicar fiasco do Bahia no Brasileirão

Veja alguns motivos que podem explicar por que a equipe não consegue se encontrar dentro do Campeonato Brasileiro

Insistência com Marquinhos Santos

Marquinhos Santos chegou ao Bahia em dezembro de 2013 como uma aposta feita pela diretoria do Esquadrão. Por conta do jovem técnico de 34 anos ter passagens pela seleção Brasileira Sub-15 e Sub 17, veio para Salvador com o status de um treinador que tinha o pensamento renovado sobre o que era futebol.

 No começo ele foi bastante contestado, mas quando ganhou alguns BaxVices e conseguir o título baiano, entrou de vez nas graças dos torcedores e confirmou a confiança que a diretoria tinha depositado nele. Começou o Brasileirão 2014 relativamente bem, figurando entre os primeiros colocados nas três primeiras rodadas, mas o 'pirão' começou a desandar.

Depois da vitória contra o Botafogo, a equipe baiana ficou 10 rodadas sem vencer nenhuma partida, até que na derrota contra o Internacional, dentro da Arena Fonte Nova, a diretoria percebeu que não tinha mais condições de Marquinhos continuar no cargo. O tempo da pausa da Copa do Mundo acabou sendo desperdiçado.

Venda de Talisca e ausência de um meia

O tricolor já não contava com grandes jogadores dentro do elenco e com a venda do meia Anderson Talisca, para o Benfica, a situação piorou de vez. Para se ter uma ideia da importância do atleta, ele saiu há pouco mais de dois meses e ainda é o artilheiro do time na temporada 2014, com oito gols.

Vale ressaltar que a função tática dele dentro de campo não era colocar a bola nas redes, e sim armar jogadas para os atacantes. Atualmente, o time tem muita dificuldade em criar jogadas, muito pela carência de um meia armador, que era função d e Talisca. Atualmente, o grupo conta com Lincoln e Emanuel Biancucchi para armar as jogadas. Lembrando que o primeiro está no departamento médico, desfalcando o Bahia.                                                                                    

Erros nas contratações

O clube contratou um caminhão de jogadores e a maioria deles não atende às expectativas da diretoria e da torcida dentro do Campeonato Brasileiro. No começo da temporada 2014, a diretoria tinha o discurso que iria contratar poucos jogadores, mas o que se viu foi completamente o contrário.

Só no começo do ano a equipe baiana contratou 12 jogadores: os zagueiros Anderson Conceição e Serjão, o lateral Galhardo, os meio-campistas Wilson Pittoni, Diego Felipe, Emanuel Biancucchi e Branquinho e os atacantes Rhayner, Rafinha, Hugo, Jonathan Reis e Maxi Biancucchi. Esse último, vindo do seu maior rival, o Vitória, chegou a equipe com o status de craque, ganhando um dos maiores salários entre os jogadores.

Mesmo com todas as contratações, a equipe continuava com dificuldade dentro de campo, até que veio o recesso da Copa do Mundo. Era a chance de ajustar o time para deslanchar na Série A. Entendendo que ainda precisava de mais alguns atletas, a diretoria resolve ir ao mercado mais uma vez e contratou o zagueiro Adaílton, o volante Léo Gago e os atacantes Marcos Aurélio e Kieza, entre outros.

Espera por Romagnoli

A espera pelo argentino foi um dos maiores marcos do clube em 2014. Em uma negociação meio confusa, o atleta desistiu de jogar pelo Tricolor e optou por voltar a atuar no San Lorenzo. Tudo começou quando a diretoria prometeu dar a torcida uma contratação de peso caso chegasse a marca dos 30 mil sócios.

Acordado com Romagnoli, dando-lhe uma quantia para assinar um pré-contrato no início do ano, o jogador teria que cumprir com o que foi exigido pelo Bahia. Um dos pedidos do Esquadrão foi que o atleta chegasse no início de julho, mas isso não aconteceu. Ele estava jogando a Libertadores pelo San Lorenzo, jurando amor ao time argentino, afirmando que só deixaria o clube quando a competição acabasse.

Mas para azar do time baiano, a equipe argentina foi até a final, sagrando-se campeã. Nesse meio tempo, o Bahia estipulava vários prazos para que ele desembarcasse em Salvador. Nenhum deles foi cumprido pelo argentino. O time se desgastou com o meia até o último momento. Ele desembarcou em Salvador e mesmo diante de tudo que ele havia feito o Bahia esperar, a equipe baiana cogitava a possibilidade dele jogar até o final da temporada 2014, o que foi descartado pelo mesmo. Então ele negociou a rescisão do pré-contrato, pagou o que tinha que pagar e assinou novamente com o San Lorenzo. A espera não valeu a pena.

A gestão do futebol

O clube iniciou a temporada 2014 com a gestão do ex-corintiano William Machado no departamento de futebol. Era mais uma aposta do Tricolor em uma pessoa que possuía um pensamento renovado sobre o futebol. Ele foi um dos responsáveis pelas primeiras 12 contratações da equipe, mas seu comando no Esquadrão acabou muito rapidamente. Com apenas três meses de gestão, ele deixou o Bahia alegando problemas pessoais.

Para seu lugar foi chamado Ocimar Bolicenho. O gestor teve uma passagem apagada no clube e bem rápida, a exemplo de William, ficando apenas três meses. Na ocasião, a diretoria informou que a demissão de Ocimar era uma questão estratégica, de reformulação, já que a equipe havia chegado dentro da competição nacional na penúltima colocação. É importante frisar que tanto William quanto Ocimar respondiam diretamente ao vice-presidente Valton Pessoa, que atualmente está afastado do departamento de futebol.

Agora quem está no cargo é o diretor Rodrigo Pastana. Vindo do Figueirense, ele vivia um momento complicado dentro da equipe catarinense. Tinha a desconfiança da torcida por deixar a equipe na última colocação da Série A. No Bahia, ele tem a missão de montar uma equipe para tirar o clube das últimas colocações.

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