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Candidatos à Presidência não contemplaram o esporte em programas de Governo

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Nenhuma candidatura a Presidência tem esporte no programa de Governo

Nenhum candidato, ou candidata, a Presidência da República trata seriamente da questão do esporte. É como se o assunto não existisse. É uma pena. Isso pode nos fazer imaginar que o Ministério do Esporte, qualquer que seja o governo, continuará sendo objeto de escambo político, sem programa, terceirizado a algum Partido em troca de votos no Congresso. É assim que tem sido. Nenhum dos governos recentes preocupou-se em escolher um Ministro comprometido com o setor, disposto a coordenar uma política de Estado para o esporte nacional, de longo prazo, que trabalhe em conjunto com as Pastas da Educação e da Saúde. Temos visto políticos oportunistas ocupando o cargo de Ministro do Esporte, uns suspeitos, outros caricatos e sem nenhum comprometimento com a nação. É gente preocupada em utilizar o cargo para autopromoção, pensando sempre nas eleições seguintes, adotando “políticas” tacanhas, cujo prazo de validade é o mesmo da duração de seus mandatos.

Um País que tem o esporte como prioridade é uma nação melhor. Em que o esporte é democratizado e inserido na grade escolar com a mesma relevância que as demais disciplinas. Em que a prática da atividade física é estimulada também na vida adulta e na terceira idade. Nunca é demais repetir o dado da Organização Mundial da Saúde de que cada dolar investido no esporte serão três dolares economizados na saúde.

Temos, hoje, no Brasil, muito dinheiro público sendo investido nas entidades do Sistema Desportivo Nacional, mas muito mal administrado e também mal fiscalizado, haja vista as recentes peripécias financeiras descobertas na Confederação Brasileira de Vôlei, largamente financiada com dinheiro do Banco do Brasil.

Os candidatos e as candidatas a Presidente deveriam incluir em seus programas uma plataforma de disseminação do esporte pelo Brasil de forma que as escolas públicas tenham instalações esportivas minimamente aceitáveis, com professores de educação física bem remunerados. Hoje, somente cerca de 12% das escolas públicas têm praças esportivas e, ainda assim, em condições precárias. Nenhum candidato, ou candidata, atenta-se para isso. Eles pensam que “política esportiva” é organizar Copa do Mundo de Futebol e Jogos Olímpicos.

Também acho que o novo governo que assumir a partir do ano que vem, deve fazer uma devassa, uma auditoria completa, em todas as estatais e entidades desportivas que dela recebem dinheiro. E caso achem coisas erradas, tomar as medidas legais cabíveis para responsabilizar os gestores.

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