Carpegiani acredita que vaga na Libertadores foi perdida contra a Chapecoense

Paulo César Carpegiani concede entrevista coletiva (Foto: Marcelo Malaquias / Divulgação / EC Bahia)

O técnico Paulo Cézar Carpegiani concedeu entrevista coletiva após o empate do Bahia por 1 a 1 contra o São Paulo, neste domingo (3). O Tricolor baiano ainda tinha chances de classificação para a Libertadores, mas o empate frustrou as pretensões da equipe. Porém, o treinador acredita que esse resultado não significou muita coisa, pois o Bahia já tinha perdido as chances de classificação ao perder em casa para a Chapecoense por 1 a 0 na última rodada, na Arena Fonte Nova.

Nós perdemos a classificação em casa, contra a Chapecoense. Hoje, mesmo que tivéssemos ganhado, não íamos alcançar a pontuação. Perdemos a nossa classificação para a Libertadores em casa. Hoje nós, junto com o São Paulo, fizemos um bom jogo. Criamos oportunidades. O São Paulo também. Mas acabou fazendo a diferença aquela atrasada de bola, eles acabaram fazendo o gol, e aí modificou a situação do jogo. Não tem muito a lamentar; é lamber a ferida. Hoje foi um resultado normal, empatar com o São Paulo no Morumbi

Confira o que Carpegiani falou na entrevista coletiva

Foi recuo?
– De onde eu estava, não sei se houve [o recuo]. Mas ele [o árbitro] estava bem colocado. Se ele marcou… Foi uma falha nossa, que ali fez a diferença na partida. Estávamos muito melhores. Após aquele lance, o time sentiu. O São Paulo cresceu. Nós tivemos a felicidade de empatar. O resultado foi merecido. Pelas chances que tivemos, mais claras, algumas… O que eu posso lamentar não é em si o resultado.

O rendimento caiu?
– Nós tivemos uma queda muito grande de rendimento, mas as coisas que acontecem no clube muitas vezes não saem. Quando perdemos p jogo contra o Sport, nós tivemos… Não naquele momento, mas em algum momento, uma queda de rendimento. Jogamos mal contra o Sport. Depois, no outro domingo, tivemos jogadores fundamentais, decisivos, que jogavam muito bem e voltaram a campo na quinta ou sexta para fazer somente um posicionamento parado, porque havia necessidade disso.

Desgaste
– No início, chiei muito com a preparação física, porque havia necessidade disso. O Edigar, Renê Júnior… Tivemos um cuidado especial, Allione… Com os principais jogadores, para não haver desgaste e para que eles pudessem jogar, pela importância deles. E nisso deu uma caída. Coincidentemente, nesses jogos, quando começamos a jogar quarta e domingo… Ali foi a base, contra o Sport. E mesmo depois, quando jogamos domingo a domingo, tivemos um cuidado especial. Jogadores importantíssimos, que deveriam jogar, mas que deveriam ter um tempo maior para recuperação. Não foi possível, e essa queda foi fatal para não conseguir a Libertadores. Foi o que aconteceu. Jogada de domingo em domingo, quinta ou sexta voltavam esses quatro ou cinco jogadores, titulares, com quem tivemos um cuidado para que pudessem jogar. Em compensação, na preparação, saiu um prejuízo na parte coletiva da equipe.

Vai ficar em 2018?
– Não queria entrar nessa parte agora. Se tem eleição… Quero deixar à vontade. Não gostaria de entrar em detalhes. Estou tranquilo. Acho que o Bahia, logo que chegamos… Se tivesse pensado, não tinha nem assumido, porque tinha jogos muito difíceis. Fizemos uma campanha boa, a preparação acabou prejudicando. Nunca falei em rebaixamento com vocês [jornalistas]. Falei em jogo após jogo. E depois começamos, na medida em que… Lá, contra o Avaí, quatro ou cinco rodadas atrás, começamos a pensar e mirar coisas a mais. Mas vieram os inconvenientes, e acabaram pesando.

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