Carpegiani lamenta empate, mas elogia atuação: “Um dos melhores jogos”

Paulo Cézar Carpegiani concede entrevista coletiva (Foto: Marcelo Malaquias / Divulgação / EC Bahia)

Em entrevista coletiva após a partida deste domingo (12), o técnico Paulo Cézar Carpegiani declarou estar frustrado com o empate em 2 a 2 contra o Atlético-MG, na Arena Fonte Nova, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, o treinador acredita que essa foi uma das melhores atuações do Bahia desde a sua chegada na equipe.

Independente de qualquer resultado, eu felicitei os jogadores, porque me agrada a maneira como estamos jogando. Me agrada o time tentando impor o ritmo, dentro e fora de casa. Só não gostei até hoje do primeiro tempo do Avaí. Hoje acredito que foi um dos melhores jogos. Saímos atrás, enfrentando uma equipe com um grande treinador, mexeu muito bem. Do meio para frente é uma equipe muito rápida. O segundo gol, o Robinho com toda qualidade. Se dermos dez bolas para ele, matar a bola no alto e colocar no ângulo, talvez faça três ou quatro, pela qualidade que tem. Hoje, o que é difícil no futebol, é você atacar… Fomos uma equipe firme, alternando ataques pelos dois lados. Futebol não é justo ou injusto, mas lamento por não ter conseguido a vitória. Mas felicitei meus jogadores. Estou triste, aborrecido pelo resultado

Carpegiani também falou sobre a grande fase do atacante Edigar Junio, que marcou os dois gols do Bahia neste domingo. Agora o atacante chegou a marca de nove nos últimos oito jogos.

Mérito é todo dele, jogador rádio, que tem porte, sabe aguentar as jogadas, e está sempre presente no momento crucial. Preenchimento de um excelente jogador em excelente fase. Está dando tudo certo para ele. É um belo jogador e me deixa extremamente satisfeito. Ele é o preenchimento final do que a equipe faz. É extremamente competente, ótimo jogador, excelente profissional e merece todo esse sucesso.

O Bahia continua na nona posição do Brasileirão, com 46 pontos. A equipe agora está a quatro pontos do Flamengo, clube que abre o G-7. Carpegiani falou dessa busca por uma vaga na Libertadores.

Estou satisfeito, mas não pelo resultado. Nos sentimos um pouco decepcionados justamente por essa busca. Mas não deu

Confira o que Carpegiani falou na entrevista coletiva:

Resultado ruim, mas bom rendimento
– Quando cheguei, jamais falei em Z-4. Falei que queria pensar jogo após jogo. Se fosse dar uma olhada na tabela, talvez não tivesse vindo. Mas não vou falar, porque eu escolhi o Bahia. Eu vi a possibilidade de formar um bom time na frente. E tinha a velocidade. Tinha dois ou três jogadores com qualidade na frente. Isso me chamou atenção, e por isso que aceitei o convite. Acho que eu não errei. Estou satisfeito com a produção, mas ainda cobro a eles. Eu estou realmente satisfeito. Aborrecido pelo resultado. Z-4 é um peso na cabeça dos jogadores. Desses jogos todos, quantos pontos fizemos? Focamos jogo após jogo. E esse foi o sucesso do time.

Perfeccionismo e evolução
– Disse hoje na minha palestra que sou muito perfeccionista. É um defeito que eu tenho, mas disse a eles que não vou tirar de mim. Vou estar cobrando sempre. Sou o máximo de exigência. “É um defeito que não vou tirar, vocês vão ter que me aguentar”, eu disse a eles. Acho que a equipe está evoluindo. A tendência é produzir cada vez mais. Daqui a pouco, não precisa mais ter ninguém no banco. Eles já sabem o que tem que fazer. Recuperação da posse de bola está excelente. Não precisa estar ali no banco. O time está sabendo o que está fazendo.

Golaço de Robinho
– Pode até ter tido uma desatenção. Mas aquela bola metida… Ele subiu, matou no peito e na caída já… Mérito todo do Robinho. Cara matador, que está em excelente fase. Foi muito mais qualidade, esperteza e a definção do adversário.

Régis, Allione e Vinícius
– Três jogadores com características de ponta de lança, que vêm por trás do centroavante para criar as jogadas. Mas os três têm características que não são iguais. Régis é mais agudo, tem a busca do gol. Allione tem o drible, me deixa na cara do gol, além de ser competitivo. Já Vinícius joga mais de primeira, tem bom toque de bola. São três jogadores com características diferentes. Estou plenamente satisfeito. Hoje eu usei os três. O Allione tem me dado esse comportamento que eu gosto em termos de competitividade.

Último passe
– O que mais cobro é isso deles. O passe final. No meio, a bola por dentro poderia ter saído com mais velocidade. Proporcionamos algumas perdidas de bola. Gosto da simplicidade. Simples, jogar com um toque é muito difícil. Nos treinamentos diariamente, um toque, dois. isso é uma dificuldade que senti. Nós não temos um time perfeito, estamos em evolução, e estou satisfeito. Em alguns momentos, quando temos que dar uma acelerada… Isso também entra naquela parte perfeccionista. Isso é difícil ter no futebol

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