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Com números sofríveis, dupla BaxVice mede forças

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Nivelados por baixo: com números sofríveis, dupla Ba-Vi mede forças

Vitória tem a pior defesa, Bahia o 3º pior ataque; Leão é o 2º que menos finaliza, Tricolor o que mais faz faltas: os números da dupla Ba-Vi, que duela neste domingo

Passes errados, cruzamentos tortos, finalizações para longe do alvo. Erros grosseiros da defesa, faltas em excesso, festival de cartões. Assistir a alguns jogos da dupla Ba-Vi no Campeonato Brasileiro tem sido tarefa das mais ingratas. Atuações sofríveis, abaixo da média, capazes de deixar no chinelo roteiros dos mais consagrados filmes de horror. Prova irrefutável disso são os números, os quais rubro-negros e tricolores ostentam, sem qualquer orgulho, alguns dos piores da competição. Como consequência do fraco desempenho, a luta desesperada para não voltar à Série B. Nivelados por baixo, Vitória e Bahia se enfrentam neste domingo, às 16h (horário de Brasília), na Arena Fonte Nova, com o fantasma do rebaixamento batendo à porta.

É bem verdade que o momento de Bahia e Vitória no Campeonato Brasileiro não é dos piores. Os triunfos sobre Botafogo e Fluminense, respectivamente, são alento de um futuro melhor; o combustível que os clubes precisavam para entrar no clássico mais motivados – se é que é preciso de motivação extra para disputar um Ba-Vi. No entanto, um triunfo do Leão e dois consecutivos do Tricolor não apagam todo o sofrimento causado aos torcedores ao longo das 22 rodadas do Brasileirão.

ba-vi; bahia e vitória; dinei, titi e lucas fonseca (Foto: Arena Fonte Nova/Divulgação)

Titi, Dinei e Lucas Fonseca devem ser personagens do Ba-Vi deste domingo

Nada poderia ser mais emblemático do que os cinco triunfos de Bahia e Vitória no Brasileiro. Cinco triunfos. Em 22 rodadas. Ao lado de Coritiba e Criciúma, são as duas equipes que menos venceram na competição. Das cinco vitórias que cada um tem, apenas três foram jogando dentro dos seus domínios, o que os deixam empatados na condição de segundos piores mandantes do campeonato. E o Rubro-Negro, com 11 reveses, é o segundo time que mais perdeu, atrás de Botafogo e Palmeiras, empatados. No total, o aproveitamento do Tricolor, 16º colocado na Série A, é de 34,85%, enquanto o Leão, na lanterna, tem 31,82%. 

Um tem problema para marcar gols, o outro para evitá-los. A demora do Bahia para contratar um atacante de área, especialista em mandar a bola para a rede, teve um preço: o time tem o terceiro pior ataque da competição, ao lado de Palmeiras e Grêmio, com apenas 18 gols marcados. Do outro lado, as trapalhadas protagonizadas pela defesa do Vitória desde o início da temporada davam indícios de que este era o setor mais problemático da equipe. A diretoria demorou para contratar, Ney Franco, Jorginho e novamente Ney Franco demoraram para acertar na dupla de zaga, e o resultado está aí: o Rubro-Negro tem a pior defesa da competição, com 30 gols sofridos, mesmo número de Palmeiras e Figueirense.

Não apenas na tabela de classificação Vitória e Bahia brigam na parte de baixo. Quando o assunto é finalizações, os dois representantes do estado na Série A também fazem feio. O Tricolor, com 225 chutes a gol ao longo da competição, média de 10,23 por jogo, é o quinto time que menos arrisca, sendo que o maior finalizador é Anderson Talisca, jogador que foi negociado junto ao Benfica, de Portugal, durante a Copa do Mundo – Talisca finalizou 41 vezes antes de ir para a Europa. A situação do Rubro-Negro é ainda pior: o time da Toca do Leão, com 210 finalizações, média de 9,55 por partida, só tentou acertar o gol adversário mais vezes do que o Goiás.

A eficácia defensiva do Bahia tem um preço. Para impedir que os adversários cheguem até o gol de Marcelo Lomba, os dois zagueiros e três volantes de Gilson Kleina se utilizam da força. A consequência é o número excessivo de faltas e cartões: o Tricolor é o sexto time mais faltoso da Série A, com 387 infrações cometidas, média de 17,59 por jogo. Ao longo das 22 rodadas, os jogadores do Esquadrão levaram 64 cartões amarelos, o que coloca o clube na liderança do quesito. Cartões vermelhos foram cinco; apenas o Botafogo está na frente.

O caminho da dupla Ba-Vi no Brasileirão não é feito só de espinhos. Os times também ostentam alguns números positivos. Poucos, é bem verdade, mas que valem ser destacados. O Leão, por exemplo, é o terceiro menos faltoso do campeonato, com 330 infrações, média de 15 por jogo. O saldo de cartões amarelos também positivo: são 43, o sexto menos imprudente no quesito. No Bahia, o ponto forte é a “cozinha”. O time tem a quinta melhor defesa da Série A, com apenas 21 gols sofridos, ao lado de Cruzeiro e Coritiba. Outro número interessante: o Tricolor é a equipe que mais recebe faltas no torneio: 458, média de 20,82 por jogo.

 

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