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Copa do Mundo de Basquete: Brasil bate França e estreia com triunfo

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Brasil supera início ruim e estreia com vitória sobre a França no Mundial

Com grande atuação de Marcelinho Huertas no último quarto, forte defesa e domínio dos rebotes, time de Rubén Magnano bate atual campeão europeu por 65 a 63

Como previsto, foi uma estreia nervosa. Os primeiros cinco minutos no Palacio Municipal de Deportes de Granada não foram nada animadores. Chutes que não entravam, garrafão de ataque interditado, lance livre na casa dos 50%. Mas no fim dos 40 minutos, o Brasil superou tudo isso para vencer a França por 65 a 63 (28 a 26), na estreia na Copa do Mundo da Espanha, com grandes exibições de Raulzinho, Marcelinho Huertas – autor de 11 pontos no quarto decisivo – e Marquinhos.

O armador do Barcelona foi o cestinha do jogo com 16 pontos e cinco assistências. Marquinhos, com 10, e Leandrinho e Varejão, com oito, também contribuíram ofensivamente. Na defesa, o pivô dos Cavs e Nenê foram os donos dos rebotes com nove e oito, respectivamente. Boris Diaw, com 15 pontos, e Nicolas Batum, com 13, foram os melhores anotadores da França.

– A primeira partida sempre tem muita ansiedade. No começo, a equipe ficou um pouco fora do normal, mas controlamos no segundo tempo. Poderíamos ter conquistado a vitória antes se tivéssemos acertado mais lances livres. Mas foi bom vencer os atuais campeões europeus para dar um pouco mais de moral para a gente – disse Huertas, referindo-se aos 58,3% de acertos.

Marcelinho Huertas jogo basquete Brasil x França Copa do Mundo (Foto: FIBA)

Marcelinho Huertas brilhou no último quarto e ajudou o Brasil a vencer a França na estreia da Copa do Mundo

COMEÇO DIFÍCIL

Sem conseguir achar espaço no garrafão francês, a equipe brasileira precipitou seus três primeiros ataques, só marcando uma vez com Splitter, em um dos dois lances livres que arremessou. Alex, em cima de Batum, e Nenê, em Diaw, tentavam segurar a dupla, mas sem êxito. A França abriu 12 a 3 nos primeiros cinco minutos, obrigando Rubén Magnano a pedir tempo. O Brasil melhorou defensivamente, principalmente com a ida de Diaw para o banco e a entrada de Leandrinho, que não desgrudava de Batum. Mas o ataque não funcionava nem dentro nem fora. No fim, vantagem de sete para os europeus (18 a 11).

Leandrinho tenta a infiltração na defesa francesa 

Mais consistente na defesa, o Brasil freou o ataque francês, que não teve Batum em quase todo o segundo quarto, poupado, e equilibrou o jogo. A intensidade atrás era tão grande que os franceses só pontuaram oito vezes no período, que teve vitória da equipe verde e amarela por 17 a 8. Uma bola de três de Leandrinho deixou o time dois pontos atrás (18 a 16) ainda no início. Mesmo instável na frente, a virada veio com um chute de Raulzinho, autor de quatro pontos seguidos. A torcida dos Bleus se calou, e a espanhola decretou apoio aos sul-americanos, que poderiam ter ido para o vestiário com uma vantagem maior, caso não tivesse desperdiçado oportunidades no fim (28 a 26). Batum foi o cestinha da metade inicial com sete pontos, e Leandrinho, logo atrás, com seis.

Magnano voltou do intervalo com Raulzinho como titular. O menino, de 22 anos e em seu segundo Mundial, mostrou desenvoltura de gente grande e comandou o quinteto brasileiro com muita velocidade e precisão nos passes, fazendo o ataque fluir, principalmente com Splitter. A França focava seu jogo na dupla Batum/Diaw, de volta à quadra. O ala dos Blazers, mesmo muito marcado por Alex, era o que mais incomodava. Restando pouco mais de dois minutos para o fim, Splitter deixou o jogo e foi atendido pelos médicos da seleção na altura da panturrilha. Nenê entrou em seu lugar para marcar seus cinco primeiros pontos na partida e ajudar na vitória parcial do Brasil por 46 a 41.

HUERTAS COMANDA VITÓRIA NO FIM

Raulzinho tenta dominar a bola em jogada confusa

Os últimos dez minutos foram nervosos. Atrás no placar, a França praticamente só jogou com suas duas estrelas. Diaw chegou ao seu 13º ponto com os cinco seguidos que meteu. O Brasil respondeu com duas bolas de três – Marcelinho Huertas e Marquinhos. Até a metade do quarto, a diferença no placar se mantinha na casa dos cinco pontos. Depois de oito minutos fora (somando terceiro e quarto quartos), Splitter retornou dando sinais que só sentiu fadiga muscular. 

O confronto mantinha-se equilibrado, e os brasileiros ganharam um jogador a mais, definitivamente. A cada ataque da França, vaias. Mas Diaw não estava nem aí para isso e continuava a infernizar. Só que do outro lado, Huertas também cresceu e passou a anotar pontos –  foram 11 nos últimos 10 minutos. Marquinhos também manteve o nível do companheiro. Sem opção, os franceses começaram a fazer faltas e se aproximaram do marcador com alguns erros de fundamento do time de Magnano.

Restando um segundo para o fim, Diot meteu uma cesta de três e trouxe a diferença de quatro para um ponto (64 a 63). Na saída de bola, Marquinhos recebeu falta e foi para a linha de lances livres. O ala converteu um e errou outro, mas o rebote de Diaw não foi o suficiente para um novo ataque da França: 65 a 63 e vitória brasileira garantida

Escalações e pontuação:

França: Thomas Huertel (8), Nicolas Batum (13), Mickael Gelabale (9), Boris Diaw (15) e Joffrey Lauvergne (3). Entraram: Antoine Diot (7), Edwin Jackson (0), Evan Fournier (0), Charles Kahudi (0), Rudy Gobert (6) e Florent Pietrus (2).

Tec: Vicent Collet.

Brasil: Marcelinho Huertas (16), Alex (6), Marquinhos (10), Nenê (5) e Tiago Splitter (6). Entraram: Raulzinho (6), Larry Taylor (0), Marcelinho (0), Leandrinho (8), Guilherme Giovannoni (0), Rafael Hettsheimeir (0)e Anderson Varejão (8).

Tec: Rubén Magnano

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