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Copa do Mundo de Basquete: Brasil bate o Irã após novo vacilo no início

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Brasil bate o Irã após novo vacilo no início, antes de jogão contra Espanha

Depois de sofrer 12 a 3 na primeira metade do primeiro quarto inicial, seleção reage, faz jogadas de efeito, defende com muita intensidade e vence por 79 a 50

Leandrinho pontua para o Brasil na vitória sobre o Irã

Apesar da apatia no início – fato já alertado pelo técnico Rubén Magnano após a estreia contra a França – o Brasil venceu neste domingo o seu segundo jogo na Copa do Mundo de basquete. Enfrentando um Irã muito inferior tecnicamente e que já havia sido batido há oito dias por 40 pontos de diferença, a seleção deixou o adversário fazer 12 a 3 nos primeiros cinco minutos. Mas o susto virou passeio daí em diante. Com uma postura defensiva capaz de atrapalhar qualquer ataque e rápidos na transição, os brasileiros sobraram nos três quartos seguintes e triunfaram por 79 a 50 (40 a 24), no Palácio de Deportes de Granada.

– Eu acho que serviu para dar ritmo para todo mundo. Já tínhamos vencido e sabíamos que a equipe do Irã era mais fraca, então deu para dar condicionamento e ritmo de jogo para todo mundo – disse Alex, cestinha brasileiro com 12 pontos.

Além do ala do Bauru, Leandrinho (11) e Tiago Splitter (10) foram os que mais pontuaram para o Brasil. Marcelinho Huertas se destacou com seis assistências, mesmo número de rebotes de Splitter e Varejão. O cestinha da partida foi o iraniano Jamshidi, com 13 pontos.

O jogo serviu de teste para a equipe canarinho, que nesta segunda-feira tem o duelo mais difícil da Grupo A contra a Espanha, anfitriã do torneio. O duelo será às 17h (Brasília).

Lary Taylor basquete Brasil x Irã Copa do Mundo (Foto: FIBA)

Larry Taylor salta para fazer a bandeja: ala entrou bem na partida

Com Rafael Hettsheimeir na vaga de Nenê, o time brasileiro começou o jogo mal e teve que correr atrás do Irã da mesma maneira como correu contra a França na estreia, quando saiu atrás por 12 a 3 na primeira metade do quarto. Desconcentrado e perdendo bolas bobas na frente, oferecia contra-ataques e se mostrava frágil na marcação. Kamrani e Jamshidi, com 12 pontos na parcial, levantavam a torcida, que era a favor dos asiáticos. Splitter errava lances livres, só acertando dois dos seis que bateu. Com 13 a 5, Magnano pediu tempo e colocou Larry Taylor no lugar de Alex, e Nenê, no de Splitter.

A chacoalhada funcionou, e o Brasil voltou com mais postura defensiva. Larry, com cinco pontos em pouco mais de cinco minutos em quadra, fez o aproveitamento ofensivo crescer. A vantagem de oito foi dizimada, e a virada veio com Alex, que retornou para fazer seis pontos na parcial. Mas uma bola de fora de Jamshidi recolocou o Irã na frente: 18 a 17.

A melhora brasileira no segundo quarto foi o suficiente para que o Brasil tomasse a dianteira rapidamente. Nos minutos iniciais, um contra-ataque puxado por Raulzinho fez até o torcedor que estava contra se levantar e aplaudir. O camisa 5 roubou a bola, avançou e deu passe de costas para Nenê cravar na cara do gigante Haddadi, de 2,18m.

Novamente, o armador brilhava e se entendida muito bem com o pivô, que marcou oito pontos no quarto. Muito intenso na defesa, só permitindo ao adversário pontuar duas vezes em sete minutos e meio, e rápido no contra-ataque, o Brasil fechou o primeiro tempo 16 pontos à frente (40 a 24). Com oito pontos cada, Nenê e Alex eram os cestinhas.

Alex leva o Brasil ao ataque

A boa vantagem permitiu ao Brasil voltar à quadra jogando mais solto e proporcionando lances plásticos, como uma ponte-aérea de Huertas para Varejão e um toco aplicado pelo pivô dos Cavs. Leandrinho era intenso nas duas tabelas, marcando muito e colaborando com nove pontos. A defesa mostrava por que é o setor mais sólido da equipe e não deixava o adversário pensar no que fazer. A diferença que começou em 16 subiu para 25 pontos (61 a 36).

Com a partida definida, o Brasil afrouxou a marcação e viu o Irã chegar em seu garrafão por mais vezes que o habitual. Mesmo assim foi superior ao adversário, fazendo 18 a 14 na parcial. Na metade final, o técnico Rubén Magnano aproveitou para descansar suas estrelas, terminando o embate com cinco jogadores que atuam no NBB (Larry, Marcelinho, Alex, Giovannoni e Hettsheimeir). Para finalizar a boa atuação nos três últimos quartos, Marcelinho Machado puxou o contra-ataque e fez a ponte-aérea com Hettsheimeir, colocando números finais no duelo (79 a 50).

Escalações

Brasil: Marcelinho Huertas (2), Alex (12), Marquinhos (4), Rafael Hettsheimeir (6) e Tiago Splitter (10). Entraram: Raulzinho (2), Larry Taylor (7), Marcelinho (8), Leandrinho (11), Guilherme Giovannoni (5), Anderson Varejão (4) e Nenê (8).

Tec: Rubén Magnano

Irã: Kamrani (11), Yakhchali (6), Jamshidi (13), Sahakian (2) e Haddadi (4). Entraram: Afagh (4), Arghavan (4), Kazemi (2), Kardoust (0), Bahrami (4).

Tec: Mahmed Becirovic

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