Danilo Rios reencontrou seu bom futebol

Danilo Rios se torna ídolo no Nacional-AM

Meia do Leão da Vila Municipal agradece elogios da torcida, festeja o fim das lesões e celebra a retomada na carreira com a camisa 10 do Naça

Revelado pelo Bahia (BA) e com passagens por grandes clubes do país, chegando até mesmo à seleção brasileira Sub-20, o meia-esquerda do Nacional, Danilo Rios, parece ter reencontrado seu bom futebol no Amazonas. Não bastassem as atuações decisivas do meia, com gols e assistências, os números também mostram a evolução do jogador, de 25 anos, desde a sua chegada ao Leão da Vila Municipal.

O camisa 10, que foi anunciado em janeiro deste ano como novo reforço do Naça, realizou 15 jogos desde que desembarcou em Manaus, e marcou oito gols. Rios só atuou mais vezes pelo Bahia.  Foram 20 jogos. Em contrapartida, o Nacional já é o clube pelo qual balançou mais vezes a rede. O papel relevante do jogador já rende apelidos inusitados. Chamado de Zidanilo pelos companheiros, uma alusão ao francês Zinedine Zidane, e de ‘’Maestro azulino’’, Danilo Rios começou a ser apelidado pela torcida de ‘’Gerson do Nacional’’.

Danilo Rios reencontrou seu bom futebol no Nacional-AM

Danilo Rios meia do Nacional-AM (Foto: Frank Cunha)

–  É um jogador que eu não tive oportunidade de ver, mas pelos vídeos que eu vi e vejo e pelo o que todos dizem foi um craque. Então, fico honrado pelo elogio e agradeço as pessoas pela comparação, mas ainda tenho que fazer muito pelo futebol, pelo menos um pouco de tudo o que o Gerson fez. Fico feliz pelos elogios. O objetivo é trabalhar sempre e manter o bom nível do meu futebol – afirmou.

Questionado se o Nacional foi uma espécie de divisor de águas na carreira e um ‘recomeço’, Rios admite que sim. Para ele, as lesões em anos anteriores dificultaram sua afirmação em outros clubes, mas no Leão da Vila a ‘’continuidade e sequência no trabalho’’ voltaram a aparecer, assim como seu futebol.

Danilo Rios meia do Nacional-AM em treino no CT Barbosa Filho

Danilo Rios meia do Nacional-AM (Foto: Tadeu Matsunaga)

– Tá sendo um recomeço. Eu passei momentos de muita dificuldade na minha carreira, onde tive  algumas lesões que me atrapalharam bastante. Mas o Nacional tem sido um clube que tem me dado continuidade, uma sequência de jogos, e isso é importante para o jogador. Acredito que trabalhei muito para isso no ano passado, me preparei o segundo semestre todo para fazer uma grande temporada neste ano e, graças a Deus, as coisas vêm dando certo. Eu estou muito feliz por esse momento, né? Estou fazendo gols e ajudando a equipe. Eu espero que a gente possa conquistar nosso próximo objetivo, que é o acesso para a Série C, que é aquilo que o clube e a torcida esperam – emendou.

Por fim, o camisa 10 do Nacional acredita que tanto as lesões como a falta de maturidade contribuíram para que não conseguisse se firmar na passagem por outros clubes.

– Acho que foi um pouco de cada, né? Não posso culpar as pessoas por eu não ter dado certo em alguns clubes. Acho que eu também era bem inexperiente, fui vendido muito cedo, não tinha experiência e talvez até mesmo maturidade suficiente. Acho que as pessoas não deram muita importância pelo fato de eu ter vindo do Bahia, que na época estava na Série C, e as pessoas olhavam de uma forma meio duvidosa pra mim. Mas, as lesões quando chegaram, principalmente em 2009 quando eu estava no São Caetano e fiquei muito tempo parado, atrapalharam. Foi só esse ano que eu consegui jogar sem sentir mais nada. Então isso tudo também atrapalhou. Mas, agora estou bem, estou feliz e em forma, e quero lutar por mais objetivos na minha carreira.


Tabela interativa da Série A com atualização online


Fonte: Tadeu Matsunaga – GLOBOESPORTE.COM

Foto: Frank Cunha – Tadeu Matsunaga – GLOBOESPORTE.COM