Defesa entra com petição por eventuais prejuízos

Defesa entra com petição por eventuais prejuízos ao Bahia

Advogados de MGF alegam que demandas de parceiros não estão sendo cumpridas durante a intervenção

Os advogados que defendem o presidente destituído Marcelo Guimarães Filho, retirado do clube por decisão judicial no último dia 9, devem ingressar com um pedido de celeridade junto à desembargadora Lisbete Maria Almeida para que a decisão da magistrada seja apreciada em menor tempo possível.

A ação é baseada em possíveis prejuízos financeiros que o Bahia possa vir a ter no período da intervenção. "Estamos levantando junto aos patrocinadores e as empresas parceiras quais são as demandas que não estão sendo cumpridas durante a intervenção. Vamos levar isso para a desembargadora entender que o clube não pode ficar sem comando durante este período", explicou Marcelo Turbay, advogado sócio de Antonio Carlos Castro, o Kakay (que defende Marcelo Filho com honorários pagos pelo Bahia).

A desembargadora Lisbete Maria recebeu na última sexta o pedido de agravo de instrumento. Mas, antes de dar parecer sobre o recurso, a magistrada optou por ouvir as duas partes em prazo de 10 dias corridos.

"Eles estão pedindo celeridade, mas a desembargadora já deu a atenção devida. O pedido de agravo entrou no dia 8 e, no dia 9, a desembargadora já tinha uma posição. Só que não era exatamente a que eles queriam. Ela optou por ouvir as duas partes, o que no direito é chamado de contraditório", pontuou Pedro Barrachisio, advogado do ex-conselheiro Jorge Maia, que ingressou com o pedido em favor da intervenção.

O Contraponto

Juiz determina medidas para ajudar intervenção no Bahia

O juiz da 28ª Vara Cível, Paulo Albiani, proferiu despacho com quatro medidas de suporte ao advogado Carlos Rátis no processo de intervenção no Bahia. A decisão foi publicada nesta segunda-feira, 15, no Diário da Justiça.

Há quase uma semana a diretoria executiva e o Conselho do clube foram destituídos em decisão unânime dos desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia.

No despacho, Albiani determina "auditoria rigorosa no clube". Solicita também "fiscalização dos representantes do Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal".

O interventor Carlos Rátis havia se queixado que os funcionários do Financeiro e do RH do Bahia não estão trabalhando. "Não aparece ninguém aqui", criticou. Segundo ele, o seu trabalho tem sido dificultado pelo clube.

A decisão de Albiani vai de encontro a essa constatação e autoriza "a expedição de mandado de intimação a qualquer funcionário" que esteja "criando embaraço".  O despacho abre a possibilidade para que sejam "adotadas providências judiciais enérgicas".

Albiani solicita ao Ministério Público da Bahia que "adote as providências reputadas necessárias, a fim de promover a persecução criminal".

Veja os despachos do juiz Paulo Albiani:

"Determino que seja realizada auditoria rigorosa no Esporte Clube Bahia, mediante empresa de credibilidade, em caráter de extrema urgência"

"Durante a realização da auditoria, esta deverá ficar afeta a fiscalização dos representantes do Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e OAB"

"Expeça-se ofício ao Ministério Público do Estado da Bahia, para que adote as providências reputadas necessárias, a fim de promover a persecução criminal, em relação a subtração do terminal de informática"

"Fica autorizada a expedição de mandado de intimação a qualquer funcionário recalcitrante do Esporte Clube Bahia, que esteja criando embaraço no escopo de fazer respeitar as determinações do interventor judicial"


Tabela interativa da Série A com atualização online


Fonte: André Uzêda – A Tarde (Atualização UTB)

Foto: Eduardo Martins | Ag. A Tarde e Marco Aurélio Martins | Ag. A Tarde