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E agora: ‘A CPU voltou?’

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Interventor diz que provocação de presidente pode gerar punição

No ano passado, Carlos Rátis não encontrou computador com lista de sócio do Bahia. Ao retornar ao cargo, presidente ironizou: 'A CPU voltou!'

Carlos Rátis considerou as declarações como desrespeitosas

Carlos Rátis, interventor do Bahia, durante entrevista na sala de imprensa do clube (Foto: Raphael Carneiro)

A última intervenção no Bahia, em março do ano passado, ficou marcada por um episódio protagonizado pelo presidente afastado, Marcelo Guimarães Filho, na internet. Após o interventor Carlo Rátis ter procurado e não encontrado os computadores com a lista de sócios do clube, o dirigente comemorou de forma irônica no Twitter após ter retornado ao cargo: “Ôoooo, o tricolor voltou… O tricolor voltou…. Ôoooo a CPU voltou, ôoooo!”.

O caso foi considerado uma afronta pelo judiciário baiano e pode render consequências ainda mais graves para o dirigente. Novamente como interventor do clube, Carlos Rátis afirmou que o juiz responsável pela intervenção, Paulo Albiani, estuda medidas que podem ser tomadas.

– O próprio magistrado já vem pensando em tomar providências no sentido de apurar o que ocorreu. É inaceitável que o Poder Judiciário venha a ser ridicularizado, venha a ser menosprezado e, acima de tudo, houve a pratica de um crime: descumprimento de ordem judicial. Houve a subtração de documentos que seriam indispensáveis à própria realização da intervenção, e isso não vai ser mais admitido. Em verdade, providências vão ser tomadas por aquele episódio. Se isso ocorrer de novo, só vai reafirmar a necessidade de que medidas legais venham a ser tomadas urgentemente – afirmou o advogado, que iniciou nesta terça-feira a tentativa de obter novamente a lista de sócios do clube.

No ano passado, o dirigente ironizou a procura judicial pelos computadores

Presidente do Bahia ironiza Justiça no Twitter (Foto: Reprodução/Twitter)

Rátis voltou ao posto de interventor do Bahia depois do julgamento realizado na manhã desta terça-feira. Mesmo com o afastamento do presidente, especialistas acreditam que a o dia-a-dia do Tricolor não sofrerá alteração. A confirmação disto foi feita pelo próprio advogado, que garantiu não exercer influência no futebol do clube.

Para não depender somente do Bahia na tentativa de ter a lista de sócio, Carlos Rátis e o grupo de apoio decidiram buscar os nomes também na Caixa Econômica Federal, banco que emite as cobranças do clube. Após um dia com reuniões e mandados judiciais, o interventor se reuniu com o diretor de futebol Anderson Barros. No encontro, ouviu a intenção do dirigente de continuar no cargo e recebeu a incumbência de assinar a rescisão do meia Paulo Rosales. No entanto, ele adiou a assinatura e prometeu resolver o caso do argentino até a próxima sexta-feira.


Tabela interativa da Série A com atualização online

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Fonte: Raphael Carneiro – GLOBOESPORTE.COM

Foto: Raphael Carneiro e Reprodução/Twitter

 

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