Em ‘agosto’ ou ‘a gosto’ de Deus?

Prazo para eleição no Bahia deve ser maior do que 30 dias

Carlos Rátis esteve em vários locais para levantar a lista de sócios do clube

O período de 30 dias que o interventor Carlos Rátis havia sinalizado como suficiente para realizar eleições no Bahia, conforme determinado por decisão judicial, dificilmente será respeitado.

Em nova avaliação, após os primeiros dias de trabalho à frente do clube, o advogado nomeado pela justiça disse faltar "uma série de pontos para criar as condições necessárias para a realização do pleito".

Na última quarta-feira, 10, Rátis esteve no Fórum Ruy Barbosa,  juntamente com sua equipe técnica, para receber das mãos do magistrado Paulo Albiani os mandados judiciais autorizando buscar informações do Bahia nas mais diversas entidades que o clube possui vínculo.

De posse dos documentos e acompanhado de um oficial de justiça, o interventor esteve no Cartório de Pessoa Jurídica, no bairro de Nazaré, e na sede da Caixa Econômica Federal, na Baixa dos Sapateiros.

No cartório, obteve uma cópia do estatuto do Bahia, que será utilizado como regimento durante as eleições.

Já no banco estatal, buscou levantar o restante da lista de sócios do clube. Este tem sido o principal entrave para agilizar o cumprimento da função a qual foi designado.

"Ainda não temos a lista completa. E esta é a questão fundamental. Apenas com todos os nomes disponíveis poderemos realizar a Assembleia que vai indicar o Conselho e, a partir daí, escolher o presidente", disse.

À tarde, o interventor foi à sede administrativa do Bahia no Mundo Plaza (Av. Tancredo neves), para tomar pé da situação financeira do clube. Enquanto isso, parte da equipe se reunia com o jurídico no Fazendão.

Assédio – Apesar da mudança de rotina nos últimos dias, Carlos Rátis garante que tem dormido "sem maiores dificuldades". As únicas mudanças que o advogado confirma em seus hábitos são as constantes chamadas no seu aparelho celular e o reforço policial que requisitou.

"As ligações não param. A todo instante falo com jornalistas e com os profissionais do Bahia. Por outro lado, por questão de segurança, requisitamos reforço policial para andar com nossa equipe técnica e evitar qualquer atrito", segredou.

Rátis também contou que sua mulher, torcedora declarada do Bahia, foi a principal incentivadora para que ele assumisse o papel de mediador durante a interventoria da justiça. "Ela me apoiou abertamente, mesmo sabendo de todos os riscos que isto poderia implicar".

Rátis tem 35 anos e nasceu em Montes Claros, interior de Minas Gerais. Filho de um oficial da Marinha, peregrinou por várias cidades brasileiras durante a infância, se estabelecendo em Salvador. Ele se declara torcedor do Atlético Mineiro, mas simpatizante do Bahia.


Tabela interativa da Série A com atualização online

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Fonte: André Uzêda – A TARDE

Foto: Marco Aurélio Martins | Ag. A Tarde