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Em recuperação na Série A, Bahia quer chegar longe na Sul-Americana

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"Coração dividido": em recuperação na Série A, Bahia quer chegar longe na Sul-Americana

"E esse chegar longe, é fazer de tudo para fazer um jogo de cada vez para ir na final", afirmou Gilson Kleina

Acreditar no título da Copa Sul-Americana parece algo distante ao olhar a classificação do Bahia na Série A do Campeonato Brasileiro. Porém, o time está em evolução, saiu da zona de rebaixamento e tem feito bons jogos. O técnico Gilson Kleina sabe das dificuldades e limitações do elenco, mas não quer abrir mão de nenhum dos dois torneios.

Ao mesmo tempo em que o time tenta alcançar uma situação confortável no Brasileirão, olha com carinho para o torneio continental. Na entrevista após o triunfo por 2×0 sobre o César Vallejo, o treinador tricolor falou sobre os próximos passos do Esquadrão de Aço:

Mudanças para pegar o Fluminense

"Então, nós administramos alguns jogadores. Acho que a volta deles têm que ser acima da coerência, salvo se na reapresentação a gente perder algum jogador. Acho que perdemos o Rafinha para esse jogo. Analisar de que forma a gente vai enfrentar. O Fluminense que tem um meio-campo muito técnico, que gira muito, é Conca, é Wagner, é Cícero, é Rafael Sóbis, é Fred… E que ao mesmo tempo que nós temos que congestionar a entrada da área, marcar esses jogadores, temos que ter uma postura para atacar essa equipe. A gente sabe que o Cristóvão Borges conhece muito bem, tem muitas informações aqui do Bahia, mas a gente vai fazer nosso campeonato. Vamos lá buscar nosso objetivo. Quero manter o equilíbrio da equipe, quero manter essa confiança aflorada, para que a gente possa trazer pontos importantes para Salvador".

Brasileirão x Sul-Americana

"Sempre falei que a gente não quer abdicar, senão não tem o porque classificar. Para quê classificar se você não vai competir? Eu discordo, a gente sabe que tem uma realidade no Brasileirão, que é a permanência do Bahia na primeira divisão. Isso vamos continuar. Tem dois jogos fora e se a gente não pontuar voltamos a ter que fazer uma pequena gordura. Fizemos uma pequena gordura, é fazer de tudo para que a gente possa ampliar essa gordura. Na sequência dos jogos vai depender muito como a gente vai se portar. Acho que na Sul-Americana a gente foi inteligente de fazer uma vantagem. A gente sabe que lá é outro aspecto, a arbitragem é diferente, o pau canta e deixa correr. Isso aconteceu com o Vuaden, nós e Flamengo aqui. A gente tem que também ter essa leitura, ver a logística".

Estratégia diferente a cada jogo

"A gente tem que ver de que forma a gente vai armar, mas agora o jogo mais importante da nossa vida é com o Fluminense. Então, o que quero desse grupo é que eles tenham o foco. Se a equipe manter a concentração, manter o foco, a gente vai fazer um campeonato mais seguro. Temos um elenco, até a hora que entendemos nossas limitações, a gente vai ser uma equipe competitiva, agressiva e perigosa. A partir do momento que a gente achar que precisamos colocar o piloto automático aí estamos fadados ao fracasso. Isso não é característica da nossa equipe, precisamos sempre ver de que forma vamos marcar e jogar. É aquele jogador que a gente põe e tenta colocar na característica do jogo. Se a gente não deixar entrar vaidade, acredito que o Bahia não só faz um grande campeonato no Brasileiro como a gente quer chegar longe na Sul-Americana. E esse chegar longe, é fazer de tudo para fazer um jogo de cada vez para ir na final".

Frustração por perda de gols? Não, apenas seriedade

"Estou sério porque a gente tem que estar centrado. Ao mesmo tempo que a gente tem uma derrota, não está tudo errado. E quando tem uma vitória, a gente tem que estar com os pés no chão porque a gente sabe o que tem que trabalhar a partir de amanhã. Saio muito feliz. De repente estou sério, mas estou feliz. Queríamos uma vantagem e foi o que pregamos para o grupo. Importante. Primeiro jogo de 180 saímos vitoriosos, mas não podemos achar que vai ser fácil lá. Temos que competir. Isso que estamos querendo. Essa equipe investiu na logística dela, ela veio domingo à noite. Fiquei sabendo que membros da comissão técnica assistiram nosso jogo contra o Flamengo. Treinaram três dias, recuperaram, descansaram, colocaram o time reserva para disputar o Campeonato Peruano, eles estão sendo sensação. Eles foram terceiro, porque lá as equipes de tradição são outras. A gente tem que respeitar como respeitou. Agora, da mesma forma lá. A gente tem que ser competente e administrar a vantagem no momento certo. Agora é o Brasileirão. Por isso que eu falo que a gente já tem que trabalha agora as informações do Fluminense para poder montar a melhor equipe, que a baixa seja só a do Rafinha, que a gente tenha uma equipe competitiva, com muita coragem dentro de Brasília".

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