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Enderson Moreira lamenta derrota, valoriza classificação e admite momento ruim de Zé Rafael

Bahia foi derrotado por 2 a 0 pelo Vasco, mas conseguiu classificação às quartas de final da Copa do Brasil

Enderson Moreira concede entrevista coletiva (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)
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Nesta segunda-feira (16), o Bahia perdeu por 2 a 0 para o Vasco, em São Januário, mas se classificou às quartas de final da Copa do Brasil. Enderson Moreira, técnico do Tricolor, concedeu entrevista coletiva após a partida e lamentou a derrota. Elogiando a equipe do Vasco, o treinador ressaltou o bom comportamento defensivo do Bahia e valorizou a classificação às quartas:

Claro que a gente não fica feliz com o resultado. A gente quer sempre mais, a gente deseja isso. Quero passar isso para o nosso torcedor. A gente sabe que precisa continuar trabalhando. Daqui a pouco as coisas começam a acontecer de maneira natural. Na Copa do Nordeste, sofremos isso, um adversário que valorizou cada segundo. Hoje foi um adversário que se preparou 30 dias para essa partida. Nossa equipe teve um aspecto bom defensivo. Foram dois gols de bola parada. A gente tem um desejo claro de ter atuações melhores e fazer com que nosso torcedor tenha cada vez mais orgulho. Mas o mais importante hoje era a classificação. Sou de uma época que o Grêmio ganha de cinco do Palmeiras e perdia de cinco em São Paulo. A diferença era no 5 a 1 ou no 5 a 0. Copa do Brasil é isso, jogo de 180 minutos, e a gente saiu vencedor nesse confronto

Enderson Moreira fez mudanças no time titular nesta partida, colocando Vinícius e Mena nos lugares de Régis e Élber. Explicando as mudanças, o treinador disse que elas eram naturais:

Questão mais de a gente poder… Vinícius é um jogador que tem capacidade boa de retenção de bola. Expectativa era que a gente pudesse controlar mais o jogo. Acho que não conseguiu, talvez mais para o final do primeiro temo. São opções em cima daquilo que a gente visualiza. Régis entrou muito bem. Tem que pensar sempre nas possibilidades, ver as mudanças que são necessárias.

Enderson Moreira também admitiu que o meia Zé Rafael, que teve atuação apagada nesta segunda-feira, não vive um bom momento. Porém, o treinador mostrou confiança na retomada do bom desempenho do camisa 10:

Ele está, de alguma forma, vivendo um momento ruim. Isso é uma coisa que a gente tem que entender, faz parte do futebol. As coisas não estão acontecendo do jeito que estavam acontecendo. Ele sabe disso, ele reconhece isso. É um menino que sabe muito bem do potencial que tem, de sua capacidade. Precisamos agora passar um pouco de confiança para ele, para que ele possa voltar a ser o Zé Rafael que é. É o momento, é a fase. Com uma boa atuação, as coisas voltam a acontecer um pouco melhor.

O Bahia volta a campo nesta quinta-feira (19), às 19h30, quando enfrenta a Chapecoense, na Arena Condá, pelo Campeonato Brasileiro.

Confira o que Enderson Moreira falou em entrevista coletiva

Início de trabalho no Bahia
– Muita coisa para melhorar. Tenho falado constantemente com os atletas. A gente está vivendo um momento de transição. Tenho que aceitar aquilo que já estava de alguma forma. A gente precisa encontrar um caminho para que eles possam render o máximo. Não há nenhum tipo de tranquilidade. Está todo mundo buscando mais. São jogos sempre decisivos, importantes.

Riscos sofridos contra o Vasco
– Nossa intenção era de que não tivesse risco nenhum. Tivemos dois lances extremamente importantes: um impedimento do Edigar, que não foi, e um lance que o Edigar sai na frente e…. Isso poderia ter transformado a partida muito mais tranquila. Faz parte. Uma equipe que se preparou muito nesse momento. A gente queria que não tivesse risco algum. O mais importante é o Bahia nas quartas de final. Vamos pensar já na Chapecoense, que é um confronto extremamente difícil.

Desgaste físico e chegada de reforços
– As dificuldades, o começo, principalmente. Tivemos um momento de algumas lesões. Peguei uma equipe que estava no topo em termos de desgaste. Desgaste emocional, ganhar jogo no último lance, derrotas que machucam muito. A gente está, de alguma forma, cuidando um pouco dessas feridas para que eles possam gradativamente reconquistar a confiança, o jogo. Jogadores com nível de desgaste enorme. As outras equipes tiveram muito tempo para se preparar, descansar. A gente estava sempre nessa rotina de competição. A direção está de olho nas possibilidades. Tudo tem que ser medido em termos financeiros, são movimentos de muita inteligência e de muita oportunidade. Está todo mundo envolvido. Estou olhando equipe e algumas possibilidades. A gente está se dividindo para que o Bahia possa ser a equipe que a gente sabe que ela pode entregar para o torcedor. A gente conversa muito internamente. Não quero criar nenhum tipo de expectativa. Mas a gente está ligado que precisa ter uma equipe mais competitiva.

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