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Enderson Moreira admite favoritismo do Palmeiras, mas diz que a classificação é possível

Após empate em 0 a 0 no jogo de ida, Bahia precisa de um triunfo fora de casa para chegar às semifinais da Copa do Brasil

Enderson Moreira concede entrevista coletiva (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)
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Na manhã desta quarta-feira (15), o técnico Enderson Moreira concedeu entrevista coletiva no Fazendão. O comandante do Bahia falou sobre a partida decisiva desta quinta-feira (16), às 19h15, contra o Palmeiras, no Pacaembu, jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Após empate em 0 a 0 no jogo de ida, o Tricolor precisa de um triunfo para avançar às semifinais da competição.

Enderson Moreira admite que, mesmo com oito jogos de invencibilidade, o Bahia não é o favorito para a partida desta quinta. Segundo o treinador, o Palmeiras tem um cenário mais favorável na partida, por jogar em casa e ter maior capacidade financeira. Porém, isso não significa que o Tricolor não pode aprontar uma surpresa:

Acho que, de certa forma, é claro que há um favoritismo para eles, em termos de tudo aquilo que eles têm em capacidade de investimento, o que tem construído nos últimos anos. No confronto, no primeiro jogo principalmente, a gente deixou bem claro que é bem possível buscar essa classificação. Mas acho que tem um certo favoritismo. Mas nossa equipe está muito preparada para esse confronto

Enderson Moreira não pôde poupar jogadores no final de semana, na partida contra o América-MG, já que o Bahia ainda busca se afastar da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Com isso, o Tricolor só teve três dias de preparação para a partida desta quinta. O treinador se queixou do pouco tempo para treinar a equipe:

Aproveitamos esse período mais para recuperar os atletas. Não dá tempo para muita coisa. Principalmente recuperar os atletas, que é o principal desafio. É um momento extremamente importante, é uma decisão, um jogo que tem que ser jogado com muita competitividade, entrega, dedicação e com muita inteligência também. É o que a gente espera que a equipe possa fazer.

O meia Zé Rafael precisou de atenção especial nesta semana, após se queixar de desgaste na partida contra o América-MG e precisar ser substituído. Poupado das atividades nos últimos dias, o meia só treinou com bola nesta quarta-feira.

Enderson Moreira falou sobre a situação de Zé Rafael, que é o recordista de jogos pelo Bahia na temporada. Das 49 partidas do Tricolor no ano, o meia esteve em 46:

A gente está com preocupação não só com ele, mas com outros atletas também. Ontem ele ainda estava em um processo de recuperação física. É um jogador extremamente importante, dispensa ficar falando sobre isso. Todo mundo consegue enxergar a qualidade. Espero que ele possa estar bem preparado, bem descansado para nos ajudar nessa batalha amanhã

Mesmo preocupado com a parte física dos atletas, Enderson Moreira não deve mudar o time titular para a partida contra o Palmeiras. O time deverá ser quase o mesmo que alinhou na partida contra o América-MG:

A gente não vai ter grandes modificações. Talvez uma ou duas dúvidas, mais no aspecto tático. Mas não vai mudar não. É mais ou menos isso aí. Não vou cravar a equipe porque ainda tenho um treinamento, ainda vou verificar algumas situações, ver o comportamento do Zé Rafael, ver se algum outro atleta apresentou alguma dificuldade

Confira o que Enderson Moreira falou em entrevista coletiva

Tempo de trabalho
– Aproveitamos esse período mais para recuperar os atletas. Não dá tempo para muita coisa. Principalmente recuperar os atletas, que é o principal desafio. É um momento extremamente importante, é uma decisão, um jogo que tem que ser jogado com muita competitividade, entrega, dedicação e com muita inteligência também. É o que a gente espera que a equipe possa fazer.

Postura no jogo
– Somos humildes sempre, até quando a gente ataca por saber que do outro lado tem um adversário capaz que pode tirar proveito de qualquer situação. Não tem relação com humildade, tem relação com o que você tem de proposta. A gente não pode buscar os resultados apenas se defendendo. Nossa equipe joga pra frente, buscando o resultado, agora com um pouco mais de posse de bola, controlando o jogo. Pode acontecer de o adversário nos encurralar, acontece, mas não é nossa ideia. Nossa ideia é que possa ser uma equipe ofensiva, que possa buscar o resultado. O empate não nos garante nada. A gente precisa jogar para vencer a partida. Acho que se aproxima muito da classificação se a gente mantiver a postura que tivemos nesse período quando jogou fora de casa.

Árbitro de vídeo
– Acho que o árbitro de vídeo vai minimizar a questão dos erros, da interpretação também. A jogada é muito rápida. É muito bacana poder contar, em jogos tão decisivos, com essa possibilidade, de uma chance de poder ter o mínimo de erro. O que podemos trabalhar é para que essas decisões possam ser tomadas em um período de tempo mais curto.

– A preocupação que a gente tem com o árbitro de vídeo é que a gente possa não parar as jogadas, principalmente com questão de impedimento, porque há uma recomendação para os árbitros para que possam deixar o lance acontecer até o final. Se tiver alguma dúvida, que seja avaliada. É muito importante que a gente possa não parar nessas situações. O fato de o auxiliar levantar a bandeira não quer dizer que a jogada está paralisada. Tem que esperar o apito do árbitro. Com relação a simulações, acho que precisa fazer uma campanha no Brasil, porque o que mais prejudica a arbitragem, no futebol brasileiro, são as simulações. A gente precisa conscientizar mais os atletas. Claro que tem lances que não depende deles. O desequilíbrio faz parte do jogo. Pode não ser faltoso, mas pode impedir o atleta de não continuar na jogada. Que os jogadores possam, acima de tudo, jogar futebol da melhor forma possível.

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