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Apesar da derrota, Enderson Moreira diz que Bahia deu poucas chances ao Vasco

Mesmo com um jogador a menos, Tricolor fez um jogo equilibrado, mas acabou perdendo para a equipe carioca

Enderson Moreira concede entrevista coletiva (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)
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Nesta segunda-feira (24), o Bahia perdeu por 2 a 1 para o Vasco, em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro. O técnico Enderson Moreira concedeu entrevista coletiva após a partida e lamentou o resultado, por conta da atuação da equipe tricolor. Após um bom início, quando desperdiçou muitas chances, o Bahia teve o seu goleiro Douglas expulso e viu o Vasco abriu o placar. Mesmo com um a menos, o Tricolor buscou o empate com Gilberto e conseguiu manter este resultado até perto do fim da partida, quando sofreu o segundo gol vascaíno.

Enderson Moreira ressaltou o fato do Vasco ter tido dificuldades para criar mesmo com um jogador a mais. De acordo com o site Footstats, o Bahia finalizou 11 vezes, contra 10 finalizações do clube carioca:

É duro para a gente perder um jogo desse. O Vasco, mesmo com um jogador a mais, não criou situação tão clara. É claro que numa bola ou outra vai ter uma chance, uma falha, uma dificuldade. No segundo tempo, nós tivemos boas chances, bolas que poderiam ter entrado, poderíamos ter feito o segundo gol. A gente lamenta porque foi um jogo, pelo início, a gente merecia um resultado diferente.

Enderson Moreira surpreendeu na escalação na partida desta segunda feira. Nomes como Everson, Paulinho, Nilton e Élber foram titulares. O treinador elogiou os jogadores:

Eu não gosto de usar números, mas no primeiro tempo foram nove finalizações contra uma. A gente teve uma supremacia enorme até a expulsão. Os jogadores que entraram tiveram em um nível muito bem. Eles estão muito adaptados àquilo que a gente tem colocado para a equipe, não é fácil fazer 2/3 do jogo com um jogador a menos. Mesmo assim a gente não deu oportunidades ao Vasco, com a exceção de dois lances que eles poderiam ter feito de maneira diferente. Eu acho que a avaliação é positiva. O time teve uma participação da forma que poderia ser. Fechar os espaços, compactamos bem, quando tivemos oportunidade conseguimos subir bem, forçar o Vasco a errar, mas infelizmente o resultado nos escapou

Enderson Moreira também falou sobre o lance da expulsão do goleiro Douglas. Para o treinador, foi bola dividida. Ele também reclamou da não expulsão de um jogador vascaíno pelo árbitro gaúcho Leandro Vuaden:

É difícil tomar uma decisão. A regra fala em chance iminente de gol. Eu acho que quando ele [Douglas] domina a bola, a bola está controlada, mas quando perde a bola, ele vai para uma dividida. O Vuaden achou que era risco iminente, mas eu achei que era uma bola dividida. É diferente do cara pegar a bola, tentar driblar e sofrer o pênalti. Quando ele deu o toque, eu acho que a bola está em disputa. Não dá para lamentar. O que eu lamento é que hoje tivemos um julgamento de uma expulsão, nem um julgamento, foi uma citação na súmula. O que me deixa chateado foi o Vuaden não ter dado o cartão amarelo para o jogador do Vasco que tinha um cartão e simulou. Por que não pode dar o cartão amarelo que seria o segundo? É uma situação que o jogador coloca a bola na frente, onde há sempre a recomendação que nesses lances de puxar a camisa, que segura o jogador, se dar o cartão amarelo. A gente não entende. O Vuaden é um grande árbitro, muito capaz, mas nesses momentos precisa repensar um pouco. Não é porque está aqui em São Januário que não pode expulsar o jogador.

O Bahia agora está na 15ª posição, com 29 pontos, um ponto acima da zona de rebaixamento. O Tricolor volta a campo no próximo sábado (29), às 21h, quando enfrenta o Flamengo, na Arena Fonte Nova.

Confira o que Enderson Moreira falou em entrevista coletiva

Troca de Élber por Flávio
– A gente estava caminhando para um jogo extremamente desgastante. Nilton já dava sinais de desgaste. A intenção foi colocar um jogador para segurar um pouco o lado. Clayton e Marco Antônio não são jogadores com perfil do Élber, de muita consistência defensiva. A gente tentou para segurar o máximo.

Nilton
– Acho que o Nilton é um jogador que a gente confia muito, tem ótimo jogo aéreo, muito capaz, sabe fazer o jogo, consegue dar intensidade muito boa.

Bolas paradas
– A gente criou hoje. Tem mérito do adversário também. Boas batidas hoje. É continuar treinando, persistindo, que acho que a gente pode, de alguma forma, ter condição boa de uma bola parada decidir o jogo.

Desfalques
– Atrapalhar à medida que você faz 60 jogos em um período teoricamente curto. São praticamente oito meses. Difícil. Quase eu impossível que alguém possa conseguir manter o mesmo nível de atuação, da intensidade do jogo. A gente lamenta. Não quero ficar dando desculpa de desgaste. Quando vim para cá. Já sabia que era.

Anderson volta contra o Flamengo?
– Anderson já retornou aos treinamentos. Ficou em Salvador para dar continuidade a essa preparação. Vamos avaliar. A gente tem que enaltecer quem está tendo a oportunidade.

Mudanças no time
– São escolhas dentro daquilo que a gente imaginava. Vasco tem num lado direito forte. A gente pensou e estava funcionando muitíssimo bem. Infelizmente, com a expulsão, a gente teve que modificar. Ainda assim a gente conseguiu controlar a partida. A gente fica chateado porque nos escapa um resultado que era muito importante pra gente.

Falta de atenção no gol do Vasco?
– Futebol é difícil de você, com um jogador a menos, evitar todos os lances. Sempre escapa um. Eles tiveram um cruzamento que houve mérito do cabeceador, de quem cruzou a bola. É muito difícil, com um jogador a menos, fazer um jogo sem dar uma chance pro adversário.

Bahia se defendeu demais?
– Não concordo com a avaliação. A gente jogou como pode jogar. A gente deu a posse para o Vasco. A gente fechou a linha e falou: “Vem atacar, vem criar”. E as situações [do Vasco] não foram criadas. As melhores chances do Vasco vieram de cruzamento da intermediária. Eles não conseguiram tocar a bola, envolver, fazer triangulação, movimento por dentro. O jogo estava controlado nesse sentido. É claro que vai criando desgaste. Não é fácil. O que nos deixa frustrado é que nossa equipe fez um jogo com boas oportunidades, inteligente, e poderíamos ter saído com um resultado diferente..

Desfalques e sequência de jogos
– Acho que o desfalque teve dos dois lados. A gente estava com muito jogador fora. Não tem uma equipe que jogou mais que o Bahia. O Vasco se preparou a semana toda. Nós tivemos uma decisao na quinta. Não é fácil pegar essa sequência. Nós perdemos dois atletas por causa da sequência. Provavelmente se não tivessem jogado na quinta-feira estariam participando hoje. À medida que o Vasco tentou ter uma equipe ofensiva, a gente sabia que teria condição boa de poder criar situações, de não perder a consistência, de criar situações. A gente fechou bem os lados do campo, que tinham uma dobra de laterais com o Lenon e Pikachu. A gente começou ter uma situação interessante para poder vencer o jogo.

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