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Entre ‘achismos’ e preconceitos

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Entre ‘achismos’ e preconceitos

Como podemos censurar aquela gaúcha que estupidamente chamou o goleiro Aranha de macaco, se vivemos diariamente entre certezas recheadas de ‘achismos’ e preconceitos arraigados em nossas posturas?

Como podemos emitir juízo de valor sobre o que as outras pessoas pensam, se sempre partimos de nossos pressupostos individuais e tendemos a não permitir que elas tenham sua própria opinião?

Neste momento, me permito como todos fazem, a questionar com veemência a matéria José Mourinho e Jorge Jesus brigam por causa de.. Talisca publicada pelo site Trivela, e repercutida em inteiro teor no site torcidabahia.com.

Obviamente que: como torcedor do Bahia, Baiano e Nordestino, sinto-me deveras afetado pelo texto. É diminutivo, é irônico… Chega a ser raivoso.

Poder-se-ia alegar que a tratativa aposta àquelas linhas esteja tratando exclusivamente de futebol. Porém, as metáforas tipificam seu teor. Veja algumas:

“O que certamente não passou pela cabeça de Talisca é que ele seria pivô de uma briga entre dois importantes técnicos do cenário mundial. Um deles, conhecido por Special One e de ego maior que a cidade de Feira de Santana…”

“O que fica da briga entre dois técnicos portugueses de ponta, com um insólito motivo, é que, mesmo sem querer, eles criaram um bom retrato do futebol lusitano: aquele que é pródigo em fazer muito barulho por nada.” (Grifos Nossos).

Ou seja: O autor do texto desconsidera qualquer qualidade do jogador, e ainda, se arvorando a conhecer mais de futebol que os profissionais citados na matéria, especialmente a José Mourinho, a quem faz questão de chamar de “O Especial”, cita “outros motivos” para o debate midiático, valendo-se sempre de deminutivos para a condição do atleta.

Como disse antes, me permitirei, neste momento, a exarar meus ‘achismos’ e preconceitos. Talvez o ego de Mourinho não seja maior que a cidade de São Paulo. Mas, com certeza, ele não se permitiria enganar, como foi o PSG quando pagou uma fortuna pelo dublê de jogador e “farsante” chamado Lucas. Fabricado pela imprensa sudestina Aquele que não se firma em lugar nenhum. Uma eterna promessa. Desprezado até pelo treinador do time massacrado na Copa 2014 com um acachapante 7 x 1.

Se você ouvir alguém falar: “Baleia baleia baleia…”, pode ser uma pessoa assustada por estar vendo baleias, como também pode ser um atentado de uma baleia que atirou contra outra. Tudo depende da intenção… A de todos, é sempre a “melhor”. Valha-me Deus!

Acho que o troco está dado, e no mesmo tom. 

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