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Era Schmidt avança, mas frustra expectativa

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Um ano após eleição, era Schmidt avança, mas frustra expectativa

O 45º título estadual é o único bom resultado esportivo na temporada, que acumula fiascos

O Bahia completa hoje um ano de democracia com portões fechados, contra o Coritiba, às 18h30, na Fonte Nova. Palco da eleição do presidente Fernando Schmidt, votado por 3.300 (67%) dos 4.932 sócios participantes, o estádio não recebe público devido à pena imposta pelo STJD pela superlotação do Joia da Princesa, em Feira de Santana, na derrota por 2×0 para o Santos, em maio, também pelo Brasileiro.

Os 365 dias da atual diretoria, eleita para mandato tampão de 15 meses, têm avanços, mas também expectativas frustradas e promessas pendentes. O 45º título estadual é o único bom resultado esportivo na temporada, que acumula fiasco na Copa do Nordeste, eliminação na 2ª fase da Copa do Brasil e a vice-lanterna do Brasileiro. Na Copa Sul-Americana, o clube está nas oitavas de final após eliminar o Inter.

Schmidt opina que os maus resultados do time influenciam na análise do trabalho que deu sequência ao período de intervenção determinado pela Justiça, depois da destituição do ex-presidente Marcelo Guimarães Filho. “Não tenho a menor dúvida. Um clube de futebol é comandado pelo que acontece dentro das quatro linhas. O campo influencia em tudo ao seu redor”, afirma o presidente, comandante máximo do Bahia também entre 1975 e 1979.

Administrativamente, é possível citar acórdão na esfera trabalhista, as contas auditadas por empresa independente, os salários de funcionários pagos regularmente, melhora no diálogo com a torcida e crescimento do quadro social. Por outro lado, a ausência da certidão negativa de débito inviabiliza patrocínios públicos federais, como o da Caixa, segue pendente a negociação com a OAS por Fazendão e Cidade Tricolor, não há loja oficial e diminuiu a receita com patrocínios.

“O principal ponto positivo foi cumprir o papel de transição para o qual fomos eleitos. Estávamos cercados de uma enorme expectativa reprimida da torcida, mas encontramos um clube em situação complicadíssima em todas as esferas: financeira, patrimonial e institucional”, alega o primeiro presidente eleito diretamente pelos sócios do Esporte Clube Bahia.

Holofotes

Um ano atrás, o vice Valton Pessoa e o assessor especial Sidônio Palmeira eram as duas figuras com maior visibilidade no Bahia. Após desgastes, parecem mais distantes. Nas crises, tem sido o próprio Schmidt, de perfil reservado, o protagonista.

 “É um pouco de coincidência. Sidônio está envolvido com a política partidária e não teria tempo ou condições de dar seguimento, especialmente, no futebol. Valton tinha um papel maior no futebol até a época de Ocimar (Bolicenho, demitido em julho), por delegação minha, mas está de licença”, justifica o presidente.

O Correio, na próxima página, faz um balanço da gestão a partir das promessas de campanha e do plano de gestão da época de Schmidt como candidato. Foram ouvidos também o diretor administrativo e financeiro Reub Celestino, o diretor de negócios Pablo Ramos e o diretor de relações institucionais e de patrimônio Antonio Miranda. O único diretor não ouvido foi Rodrigo Pastana, quarto a ocupar a pasta na gestão e há apenas um mês no Bahia.

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