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Esquema de manipulação de resultados pode ser maior, diz delegada da Polícia Civil

Delegada Margarete Barreto, titular do Drade-SP, e delegada Kelly de Andrade, da Polícia Civil de São Paulo (Foto: Leonardo Lourenço)
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Polícia Civil de São Paulo prendeu sete pessoas nesta quarta, acusadas de fraudar partidas de futebol para favorecer apostadores

De acordo com a delegada Kelly de Andrade, da Polícia Civil de São Paulo, as sete prisões realizadas nesta quarta-feira em operação contra uma quadrilha que manipula resultados no futebol fazem parte apenas da primeira fase da investigação, que pode ser maior.

Nesta quarta-feira, policiais paulistas cumpriram sete mandados de prisão temporária em Bauru, Sorocaba, São José do Rio Preto (todas no interior do estado), São Paulo, Maracaúnas (CE) e Rio de Janeiro. Outros três acusados, dois no Rio e um no Rio Grande do Norte, não foram encontrados.

Eles integram uma quadrilha que alicia atletas, técnicos e dirigentes para fraudar resultados esportivos em favorecimento a apostadores – a investigação apurou que o dinheiro vem da Ásia, de países como China, Malásia e Indonésia.

Um dos presos é o goleiro Carlos Lins, de 33 anos, que atuou no América de Rio Preto no ano passado. Ele negou as acusações.

– Estamos numa primeira fase, que foi à rua para que pudéssemos deter os indivíduos, ouvi-los e para conseguir mais provas para saber a extensão da atuação da quadrilha – afirma a delegada.

– A investigação continua e nada impede que ela cresça – completou.

O inquérito foi instaurado após pedido do Ministério Público de São Paulo em outubro do ano passado.

Uma das partidas suspeitas é a vitória do Rio Preto sobre o Barueri, por 4 a 0, em fevereiro deste ano (clique aqui e veja o vídeo daquele jogo).

A delegada, entretanto, não informou quantos outros jogos estariam sob o investigação, já que o inquérito ainda está em segredo de Justiça.

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