‘Estamos blindados’

Lomba: crise, Brasileirão, boa fase, intervenção, Cristóvão e torcida

Goleiro tricolor comemora volta por cima após os vexames contra o Vitória no Baianão. E ele promete mais

Lomba: "intervenção não influencia porque estamos blindados"

 

 

 


São Paulo 1×1 Bahia. Aos 39 minutos do segundo tempo, o empate estava até de bom tamanho para o Esquadrão. Depois do escanteio cobrado por Jadson, o zagueiro Lúcio cabeceou no cantinho e o inspirado Marcelo Lomba pulou pra salvar. Defesa incrível. Dois minutos depois, Fahel marcaria o gol do triunfo azul, vermelho e branco em pleno Morumbi.

“Aquela defesa foi importante demais, pois Luís Fabiano tinha acabado de ser expulso. Fico feliz de ter feito a minha parte”, disse o camisa 1 por telefone, de São Paulo, onde já se prepara para enfrentar a Ponte Preta, sábado, às 21h.

Um dos principais líderes da equipe, o paredão sente-se à vontade para falar sobre o momento atual do Bahia no Brasileiro. A crise política, segundo ele, não tem interferido no cotidiano nem no desempenho dos atletas em campo.

“É a segunda vez que passo por isso (intervenção) no Bahia. No ano passado influenciou, mas dessa vez estamos blindados. Viajamos cedo para São Paulo e Anderson Barros disse que tudo iria seguir normal”, explicou o goleiro, para depois concluir. “Nosso time queria se recuperar da derrota para o Corinthians. Os jogadores sempre vão dar o melhor para defender o clube”.

Em paz: Lomba afirma que a crise política do clube não afeta o time em campo

 

Animado com a terceira posição no campeonato (com um jogo a mais), Lomba projeta um futuro interessante para o tricolor na Série A. Ele acredita que o elenco ainda precisa de reforços, mas, ao mesmo tempo, não descarta permanecer entre os primeiros com esse grupo. “O Brasileirão é muito difícil, só que podemos permanecer na briga entre os oito. O objetivo é fazer um campeonato digno, aproveitando cada vitória e cada ponto”.

Goleiro revelou que primeira intervenção abalou, mas ambiente é mais tranquilo agora

 

O motivo de tanta confiança atende pelo nome de Cristóvão Borges. A chegada do treinador no Fazendão deu um astral diferenciado para a equipe e, além disso, mudou a forma de pensar dos jogadores. Para Lomba, o fato de não jogar só para se defender faz o Bahia entrar em campo com chances boas de sair vitorioso.

“Hoje em dia a gente joga, marca forte, na frente. A melhor palavra para definir isso é agressividade. Nosso time não fica só olhando… Quanto menos espaço o adversário tiver, mais chances vamos ter de finalizar no gol”. Com Joel Santana, a cautela sobressaía.

Pior fase

No Bahia desde maio de 2011, Lomba conquistou o carinho da torcida após se destacar nos Brasileirões de 2011 e 2012. Nessa temporada, contudo, é apontado como um dos responsáveis dos vexames contra o Vitória no estadual – goleadas por 5×1 e 7×3.

“Pagamos caro por apresentar um futebol abaixo do esperado. Foi a pior fase da minha carreira. Nunca havia perdido um jogo dessa maneira”, conta. A chance de se redimir será dia 21, na Fonte Nova. “Vamos enfrentar o Vitória novamente. Pode ser a comprovação de que evoluímos e estamos fortalecidos”.

As críticas, nesse período, foram pesadas e, para o próprio Lomba, justas. “A torcida tinha motivo, porque ela sempre esperou muito de mim. As falhas não foram individuais, mas não consegui fazer as defesas de antes. Não fiz a diferença como antes”, diz.

Vinculado ao Bahia até dezembro de 2014, Lomba crê que ainda vai reconquistar a confiança do torcedor. Agora, o objetivo principal é ter uma sequência de boas atuações. “Fiquei triste com algumas declarações, mas entendo o torcedor, que é paixão. Tenho uma história muito bonita no Bahia e 90% dos momentos foram de alegria. Nunca deixei de trabalhar e as pessoas reconhecem isso nas ruas. Tiro fotos com muitas crianças. Ainda sinto esse carinho”.

Aeroporto Seja qual for o resultado contra a Ponte, parte dos torcedores promete recepcionar o time no aeroporto, às 11h45 de domingo, para mostrar que a insatisfação é com a diretoria, e não com o time. Lomba não estará no desembarque por um bom motivo. “Vou para o Rio de Janeiro comemorar o aniversário de 2 anos do meu filho, João. É a única chance que tenho para reunir a minha família”.

Por fim, ele pede a confiança da torcida e promete honrar a camisa. “O Bahia é grande e tem uma torcida que já deu várias demonstrações de amor pelo time. Em campo, quero que os jogadores olhem pra trás e confiem em mim”.


Tabela interativa da Série A com atualização online

http://uniaotricolorba.com.br/tabelaseriea.asp


Fonte: Miro Palma – Correio*

Foto: Rafael Martins/Correio*/iBahia.com