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‘Fatiamento’: Saem os fundos, entram os clubes de aluguel; Brasileiros não ‘temem’ Fifa

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Saem os fundos, entram os clubes de aluguel: brasileiros não 'temem' Fifa

Medida anunciada pelo suíço Joseph Blatter não preocupa brasileiros

Medida anunciada pelo suíço Joseph Blatter não preocupa brasileiros

O início de uma nova era? O anúncio pela Fifa da proibição da participação de fundos, investidores e empresas nos contratos com os jogadores promete revolucionar o futebol brasileiro. A princípio, a sensação que se tem é de que o cenário não é tão caótico quanto soa, por mais que um estudo recente da KPMG tenha mostrado que 80% dos atletas do país são fatiados entre clubes e outras partes.

O motivo apontado por dirigentes, empresários e especialistas no assunto é a possibilidade de se "burlar" a medida.

Não exatamente com uma "novidade", mas com o tradicional registro de atletas em clubes ligados a agentes que, em seguida, poderiam repassá-los a outras equipes.

"Esse é um dos pontos. Quem faz essas transações está agindo entre aspas de forma legal, não é um terceiro, ele é o próprio time. A Fifa já se manifestou ser contra essas transferências através de pontes, tivemos esses exemplos de punição na Argentina e no Uruguai. Não há nenhuma base estabelecida para essa proibição, pode ser que a Fifa venha a atacar esses clubes, mas depende ainda de como vai ser redigido o regulamento", explica Eduardo Carlezzo, especialista em direito esportivo internacional, ao ESPN.com.br.

Carlezzo se refere aos casos dos argentinos Instituto Atletico Central Cordoba, Independiente, Rosario Central e Racing, todos eles punidos pela Fifa por negócios "com razões que não carregavam natureza esportiva" com o uruguaio Atletica Sud America.

Ligado ao português Jorge Mendes, considerado o maior agente do mundo, o ex-atacante Luizão acredita que a apostas nesses times acabará sendo um dos caminhos no Brasil.

"De um jeito ou de outro, vão encontrar uma forma de se virarem, podem criar um clube", sugere o empresário.

 

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