Fernandão avisa: quer a artilharia

Tímido, Fernandão fala sobre o bom momento e avisa: quer a artilharia

Atacante já marcou três gols no Brasileirão e vem sendo a esperança tricolor no ataque. E ele quer mais

Fernandão chegou ao Bahia sob desconfiança da torcida

Se o Bahia de hoje se destaca no Brasileirão pela simplicidade dentro do campo, Fernandão pode ser considerado o maior espelho disso. Artilheiro tricolor na temporada com seis gols em nove jogos, o centroavante de 26 anos economiza na hora de falar sobre as suas qualidades. “De vez em quando sai alguma coisa. Até eu me surpreendo”.

Autor de três gols na Série A, Fernandão divide a artilharia da competição com Maxi, do Vitória, William, da Ponte Preta, e Éderson, do Atlético-PR, e nem por isso perde a humildade. Anunciado pela diretoria no dia 19 de abril, o jogador chegou ao Bahia e, logo de cara, enfrentou a desconfiança de torcedores e jornalistas.

Com boas atuações, ganhou respeito, principalmente pelo estilo aguerrido. “É como falei quando cheguei ao Bahia. Não esperem de mim habilidade. Eu vou esperar oportunidade e tentar fazer o gol”, comenta. Fernandão deixa clara a timidez quando o assunto é conceder entrevistas. Caladão, ele até se soltou quinta e, depois de muita insistência, topou aparecer na sala de imprensa.

“Em todos os clubes que passei, nunca gostei de falar. Eu não gosto de falar. Esse é o meu jeito mesmo. Prefiro trabalhar e mostrar em campo. Quem tem que falar pelo grupo é o capitão, que tem que vir aqui e passar tudo”, diz. Os dois gols na vitória de virada de 2×1 sobre o Botafogo foram dedicados a duas pessoas especiais na vida do atacante: a mulher Daiana e a tia Iracema que, segundo ele, passa por uma fase complicada. “Essa foi a maneira que encontrei para mandar uma força”, diz o atleta, pai do pequeno Davi, de 4 anos.

Fernandão curte o bom momento do time antes da partida de sábado, às 18h30, contra o Vasco, em Volta Redonda, estado do Rio. Com o sétimo lugar na tabela, ninguém no Fazendão quer mais reviver os momentos tristes do primeiro semestre. “Sabíamos que pra tirar o Bahia daquela situação só dependia da gente. Tinha que mudar. Todo mundo se cobrou mais. Tem que ter profissionalismo”, dá o recado.

Fonte: Miro Palma – iBahia.com.

Foto: ECB