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Admitindo que faltou algo mais ao Bahia, Guto Ferreira diz que árbitro foi caseiro

Tricolor foi derrotado por 2 a 0 pelo Sport, em Recife, pelo Campeonato Brasileiro

Guto Ferreira concede entrevista coletiva (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)

Neste domingo (6), o Bahia foi derrotado por 2 a 0 pelo Sport, em Recife, pelo Campeonato Brasileiro. Em entrevista após a partida, o técnico Guto Ferreira falou sobre o desempenho da equipe. Para o treinador, o time deixou a desejar e a arbitragem caseira também prejudicou a equipe. Segundo ele, o árbitro Grazianni Maciel Rocha não marcou um pênalti para o Bahia e exagerou nos cartões ao Tricolor.

A gente vem tendo dificuldade, e isso mexe comigo. Temos um gol em quatro jogos. Muito pouco. Falando do jogo, acho que tivemos uns 30 minutos muito bons. Houve um pênalti claro em Élber, que poderia ter mudado a partida. Depois fomos cedendo espaços, e a expulsão de Ítalo foi um pouco forte. Eles não tomaram cartões amarelos em faltas muito parecidas como essas. O juiz foi caseiro. Paciência. Jogar Campeonato Brasileiro é isso, e nossa equipe precisa melhorar. A situação dos dez minutos finais do primeiro tempo, tomamos o gol, aí no início do segundo tempo tomamos outro gol e atrapalhou muito. Não faltou luta, mas faltou um algo mais, alguma coisa que o Bahia tem que achar o que é para fazer partidas melhores e somar pontos fora de casa

Guto Ferreira também falou sobre a entrada do atacante Ítalo, que estreava pela equipe. O jogador entrou aos 16 do segundo tempo e foi expulso apenas 11 minutos depois:

Por causa da individualidade. O Sport baixou as duas linhas, e eu precisava de alguém que tivesse drible. Ele tinha mais o um contra um. Até o Régis mesmo que entrou para flutuar ali nas duas linhas de quatro deles. Até criamos situações, mas não tão claras de gol. A expulsão dele foi muito rápida, se não me engano, ficou em campo por uns poucos minutos

Ao ser perguntado se o Bahia precisava de reforços, Guto Ferreira disse que a diretoria sabe das necessidades da equipe. Mesmo assim, ele ressaltou que as falhas da equipe precisam ser corrigidas, antes mesmo da chegada de reforços:

Acho que isso a direção sabe. A gente vem conversando sempre. O grupo do Bahia não é pronto. Agora a gente tem que colocar também que estamos com algumas faltas na estrutura da equipe, que são significativas. A gente tem que tocar bola para frente, amadurecendo o grupo e buscando os resultados.

Confira o que Guto Ferreira falou em entrevista coletiva

Vasco pela Copa do Brasil
– Temos que superar tudo isso, sair dessa fase de alguma maneira. Na quarta-feira, temos o Vasco, e quando as coisas estão difíceis, o apoio é fundamental. Nessas horas, as críticas não ajudam muito. Os problemas do Bahia vão ser resolvidos por pessoas que estão dentro do campo.

Júnior Brumado
– O Brumado é um jogador mais pesado. A gente precisava trabalhar com um jogador rápido, para poder fechar com duas linhas de quatro e poder ter alguma saída. Os últimos seis ou sete minutos, é simplesmente já pensando na partida seguinte, descansar o Edigar e colocar o Brumado ali para tentar uma retenção de bola, desafogar a defesa, alguma coisa assim.

“Vácuo” em Claudinei Oliveira
– Eu saí olhando para o chão. Cabeça longe. E a única coisa que ouvi é que uma pessoa estava me falando. Eu estava longe, fora de mim, puto. Eu também tenho direito de ter esses momentos. Quando me sinto assim, até procuro evitar falar com as pessoas, senão acabo falando coisas que não devo. Mas nada contra o Claudinei. É um cara de excelente caráter, profissional. Eu simplesmente passei, porque estava longe, com a cabeça remoendo outras situações. E peço desculpas a ele, que veio para conversar comigo. Um momento que qualquer um tem, e eu prefiro, nesses momentos, fugir de mim.

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