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Guto Ferreira diz que Bahia fez um ‘baita primeiro tempo’ contra o Santos

Neste sábado (21), o Tricolor venceu o Santos por 1 a 0, na Arena Fonte Nova, pelo Campeonato Brasileiro

Guto Ferreira concede entrevista coletiva (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)
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Neste sábado (21), o Bahia venceu o Santos por 1 a 0, na Arena Fonte Nova, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. O técnico Guto Ferreira concedeu entrevista coletiva após a partida e elogiou o primeiro tempo do Tricolor. Apesar do gol do triunfo ter saído aos 49 minutos do segundo tempo, foi na primeira etapa que o Bahia foi mais dominante. Para o treinador, o Tricolor fez “um baita de um primeiro tempo”:

Primeiro tempo, nós fizemos um baita de um primeiro tempo. O Santos praticamente não jogou no primeiro tempo. O Santos veio com a proposta de jogar no nosso erro. Não demos espaço para eles. O jogo foi passando. No segundo tempo, teve uma queda, que é normal, até pela intensidade que a gente vinha jogando. Os espaços começaram a clarear para o Santos. O Santos joga em transição, mas a nossa defesa trabalhou bem hoje, não permitindo que eles tivessem situações claras de gol. Douglas pegou bolas cruzada. O Bahia teve situações importantes, talvez não tão claras, mas teve competência de fazer o gol, principalmente. Não importa se foi no apagar das luzes. O que vale é enquanto o juiz não apita o final. Isso premiou nossa competência e a mentalidade de acreditar até o fim

Guto Ferreira também elogiou muito o jovem meia Marco Antônio. Após renovar seu contrato até 2021, o jogador foi um dos destaques da equipe na partida. O meia iniciou o jogo aberto pela direita e depois passou a jogar na esquerda. Nas duas situações, ele conseguiu criar boas jogadas. O treinador falou sobre a atuação do meia:

A saída de Marco Antônio é aquilo que a gente fala. Não sei se vocês notaram. Mas, no primeiro tempo, ele foi o melhor em campo, disparado. Ele começou bem o segundo [tempo]. Quando foi substituído, ele foi o segundo que saiu, ele já estava com o passe bloqueado, ele dava o passe, mas a bola não saía. Porque o raciocínio não acompanhava. Isso também é o domínio do corpo, mostra que ele estava cansado. É a experiência de administrar ali. Naquele momento, a gente optou por alguém mais descansado. A entrada de Allione, foi porque ele entrou no lugar de Zé. A troca do Brumado foi para ter referência com Edigar. E a gente não perder poder de ofensividade. O que o Marco Antônio mais deu nessa partida não foi criação, quebra de linha, e, sim, no último terço do campo dele, que foi bastante agressivo, nos ajudou bastante no primeiro tempo e em parte do segundo

Guto Ferreira explicou as inversões de lado entre os meias Marco Antônio e Zé Rafael:

Ele criou também, do outro lado. Uma situação de você não acostumar o marcador com o marcado, o que tem que marcar. Senão, daqui a pouco, ele domina uma, duas vezes… Essas trocas a gente faz sempre. No segundo tempo, voltou o Marco Antônio na mesma situação de lado, e depois inverteram de novo. Ele estava criando pela direita e pela esquerda. E Zé buscando situações na esquerda e na direta. Situações de jogo. Não sou eu que determino. Eles têm a leitura, a busca deles, liberdade de fazer trocas entre eles. Às vezes, eu direciono. Nessa, deixei. Naquele momento, foi mais por eles estarem à vontade. O Zé buscar aqui, Marco ali. Mas acho que as trocas não alteraram a qualidade da equipe nem o jogo do Marco Antônio. Ele conseguiu criar pela esquerda e pela direita

O próximo desafio do Tricolor na competição é no domingo, dia 29, contra o Atlético-PR, novamente na Arena Fonte Nova.

Confira o que Guto Ferreira falou em entrevista coletiva

Readaptação
– O Bahia estava jogando, até aqui, uma competição em que a intensidade desse jogo só tinha no clássico. Mesmo na Copa do Nordeste, que o nível era mais alto. Agora é só porrada. Então o Bahia está em uma fase de adaptação a essa situação. Com certeza, vai haver um crescimento. Como o Marco Antônio que, contra o Inter, não estava bem, mas hoje jogou muito. É a readaptação da equipe à competição. Vai haver um crescimento dos jogadores, tanto da defesa, como do meio e do ataque. A equipe vai encorpar na competição. A gente fala sempre que nunca dissemos que estávamos fechados na questão de contratações. Mas o clube precisa achar a peça certa. Não adianta trazer por trazer. Tem que trazer alguém que agregue. Porque, na situação que a gente está, bem ou mal, estamos resolvendo. Talvez não como gostaríamos, com facilidades, mas isso é crescimento, adaptação à competição. Em nível mais baixo, o time resolvia. E vocês [jornalistas] não diziam que faltava isso ou aquilo. Outra situação é que a imprensa, o tempo todo, diz que Edigar é atacante de mobilidade e agora estão falando de centroavante de referência. Indo contra o que foi pedido até aqui. Precisamos que a equipe encaixe, não importa a característica do jogador. Encaixado com o modelo de trabalho. Essa adaptação, o ritmo da competição de altíssimo nível, muito intenso, forte, vai fazer com que a gente não tenha algumas situações que teve hoje, principalmente no segundo tempo. Que mantenha a intensidade até o fim, e aí vai conseguir circular melhor a bola, buscar espaços melhor, e conseguir os resultados de maneira mais fácil.

Número de finalizações
– O que eles têm que entender é o modelo que o adversário veio. O adversário veio para jogar no nosso erro. Com defesa baixa, jogando no nosso erro. No primeiro tempo, criamos situações de finalizações, porque pressionamos alto. Enquanto fizemos intensidade de manter a pressão alta, nós finalizamos mais no primeiro que no segundo tempo. À medida que vai desgastando, porque o nível e o ritmo são intensos… Nós não estamos com esse ritmo de jogo, porque os jogos até aqui eram de ritmo menor. Ainda estamos em adaptação a esse ritmo. Deus queira que possamos, o quanto antes, assimilar esse ritmo.

Expulsão
– Eu me exaltei numa situação de uma entrada que o Marco Antônio recebeu, e eu reclamei. Nem foi com ele [o árbitro]. Falei que a entrada que o Marco Antônio sofreu foi muito forte. Ele mandou o jogo seguir, o Marco Antônio caído, e os caras puxando o contra-ataque. Na minha concepção, foi falta. Mas quem apita é ele. O quarto árbitro comunicou a ele, e ele me expulsou. Fazia bastante tempo que eu não era expulso. A última vez tinha sido na Série B. Agente erra, eles erram. Paciência.

Inversões entre Zé Rafael e Marco Antônio
– Foi a busca de potencializar, fazer com que adversário não crie o hábito… O poder de marcação, que o cara vai se acostumando com o jogador. Isso foi bom, porque o Marco Antônio teve bom desempenho o jogo todo. O Zé também teve vitórias individuais importantes.

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