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Guto Ferreira justifica derrota do Bahia com a falta de “ritmo de jogo”

Tricolor perdeu em casa para o Botafogo-PB, na estreia pela Copa do Nordeste

Guto Ferreira em campo pelo Bahia (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)
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Na sua reestreia como técnico do Bahia, Guto Ferreira viu a equipe ser derrotada em casa para o Botafogo-PB, na noite desta quinta-feira (18), pela Copa do Nordeste. O gol da equipe paraibana foi marcado por Allan Dias, após falha do zagueiro Tiago.

Após a partida, Guto Ferreira concedeu entrevista coletiva e falou sobre a curta pré-temporada do clube. Para o treinador, o Botafogo-PB estava acima do Bahia em termos de condicionamento físico.

Não gosto de ficar colocando desculpas. Em qualquer momento, ninguém quer saber de desculpas, quer saber de resolver problemas. Estou aqui para isso. A verdade que a equipe do Botafogo-PB terminou a Série C, folgou novembro e começou a trabalhar em dezembro. Quando começamos a trabalhar, eles tinham feitos três amistosos. Ficou evidente no início do jogo a velocidade, intensidade. Tivemos manutenção do nível de força, mas a parte de soltura das ações, eles estavam mais rápidos no início. A gente ainda carece de entrar no ritmo de jogo. Tivemos cinco estreias. Elton foi a sexta. Temos muito que melhorar, estou consciente disso. Mas tivemos coisas importantes, boas, e talvez situações que não foram melhores devido ao erro inicial que tivemos e tomamos o gol. Tirou tranquilidade. Quando o jogador não se sente bem, o nível de confiança não vai lá em cima. Criamos situações. O goleiro foi feliz em algumas delas. Em termos de ataque, eles tiveram duas chances maiores. O gol e uma bola na trave no fim do jogo, quando já tínhamos ido para o tudo ou nada. Basicamente foi isso

Guto Ferreira promoveu a estreia de seis atletas com a camisa do Bahia: Douglas, João Pedro, Léo, Nilton, Élber e Elton, que entrou no segundo tempo. O treinador avaliou a atuação, especialmente dos dois laterais:

Em relação à nossa equipe, é uma mudança drástica que teve. Os dois laterais são apoiadores, temos que buscar o equilíbrio dos volantes. Teve uma mudança no meio, a saída do Renê e a entrada do Nilton. O Elton trabalhou comigo, está mais acostumado. O Nilton está no processo de entender como pensamos o jogo. Os laterais são acostumados a se soltarem, precisamos do equilíbrio. Muitas vezes eles se adiantavam e tiravam a linha de passe do zagueiro, que tentava por dentro, era interceptado e tomávamos o contra-ataque. Segundo tempo corrigimos isso. No segundo equilibramos e empurramos eles para trás. No primeiro tempo nós erramos, e eles tiveram força de saída de contra-ataque. No segundo, não. Eles nem saíam mais. Mas as bolas não entravam do jeito que tinham que entrar. Coloquei o Elton, houve um acréscimo, também o Vinícius, que tem o chute de fora e quase fez o gol em lance desse. O ataque não precisava tanto, já tinha tomado o campo do Botafogo-PB. A busca de jogadores de bom passe para infiltração, mas nem assim conseguimos. Colocamos o Hernane por avaliar que Élber estava desgastado

Confira o que Guto Ferreira falou em entrevista coletiva

Troca de Élber por Hernane
– Tinha perdido o ímpeto, trabalhou bastante. A gente tentou com dois centroavantes por dentro, mas não surtiu o efeito que a gente queria.

Repetir a equipe
– Não. Até porque a primeira coisa básica é a recuperação da parte física, estar totalmente solto. À medida que estão bem, podemos trabalhar mais situações para organizar da melhor maneira possível a equipe, que tem seis jogadores que transitam de um lado para outro e quatro novos, em posição estratégia de arrumação e desarrumação. Temos que trabalhar, repetir, até entrosar. O quanto antes.

Análise da partida
– Acho que quebramos a linha adversária várias vezes. Não fizemos o gol, mas houveram três ou quatro jogadas de linha de fundo. Quebramos a linha, mas faltou um algo mais para a finalização. Encaixar mais o corpo. À medida que está melhor fisicamente, se consegue iniciar e terminar a jogada. A equipe buscou um repertório de jogadas maior que tinha no ano passado sob meu comando em campeonatos desse tipo. Fizemos muitas infiltrações, coisa que não acontecia de maneira rotineira. No Brasileiro, a gente jogava na transição. São situações de jogo. Hoje, com o crescimento da parte física e mais tempo para entrosar, de trabalhar movimentos táticos, a equipe vai crescer e chegar onde a gente quer. Ainda existem peças que estão em fase de treinamento. O time está em formação. A medida que se avaliar necessidades, vai se trabalhar para buscar.

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