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Guto Ferreira lamenta gol cedo e chances perdidas na derrota para o Palmeiras

Tricolor sofreu um gol aos dois minutos e acabou sendo derrotado por 3 a 0 para o Palmeiras

Guto Ferreira concede entrevista coletiva (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)

Na noite deste sábado (19), o Bahia perdeu por 3 a 0 para o Palmeiras, no Allianz Parque, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. O técnico Guto Ferreira concedeu entrevista após a derrota que faz com que o Tricolor ainda não tenha pontuado fora de casa e siga na zona de rebaixamento do Brasileirão.

O Bahia sofreu o seu primeiro gol com dois minutos de jogo. A equipe até tentou reagir e criar chances, mas as oportunidades foram desperdiçadas. Com isso, a equipe paulista marcou mais dois gols ainda no primeiro tempo e matou a partida antes do intervalo. Guto Ferreira lamentou o resultado e o gol sofrido cedo na partida:

Resultado, sempre que você perde, com certeza não foi bom. Tomamos gol muito cedo. Antes de tomar o segundo gol tivemos duas chances e depois mais duas chances. Mas a qualidade, competência do Palmeiras, terminou 3 a 0. Segundo gol foi vacilo nosso, a bola parou. Coisas a melhorar. Segundo tempo equilibramos, fizemos jogo mais postado e ainda sim tivemos chance. Resultado ruim e quarta-feira tem Sul-Americana.

Segundo Guto Ferreira, o Bahia poderia ter explorado uma pressão que a torcida palmeirense iria fazer caso a partida permanecesse empatada, porém, ao sofrer um gol tão cedo, o Tricolor perdeu a oportunidade:

Na realidade, o gol tirou a situação mental de você poder buscar gol que poderia desequilibrar o Palmeiras mentalmente. O Palmeiras foi competente e nós, infelizmente, não fomos.

Para o jogo, Guto Ferreira não teve à disposição o volante Elton, com um corte no pé, e o atacante Edigar Junio, que estava escalado, mas sentiu a coxa durante o aquecimento:

Você tem sempre que acreditar nos jogadores que você tem. À medida que você perde Elton, Edigar, o próprio João [Pedro], são peças importantes, embora Nino venha em ritmo muito bom. O João, na partida que fez, foi muito bem. São situações que você tem que administrar. É bola para frente. Não dá para voltar. É refletir, achar onde nós erramos, onde temos que evoluir, e buscar.

Ainda sem pontuar fora de casa, Guto foi perguntado se teme ser demitido por causa da má sequência:

Nunca temi demissão por nada. Confio no nosso trabalho e vou seguir fazendo, seguir acreditando e buscando que a gente possa, através dos erros, amadurecer e conquistar bons resultados.

O Bahia volta a campo nesta quarta-feira (23), na Arena Fonte Nova, enfrentando o Blooming, pelo jogo de volta da primeira fase da Copa Sul-Americana. O Tricolor perdeu o jogo de ida por 1 a 0.

Confira o que Guto Ferreira falou em entrevista coletiva

Desempenho fora de casa
– Os resultados, principalmente nos jogos dentro de campo. Não fizemos gol contra o Atlético-PR, contra o São Paulo, cedemos o empate. Jogos fora de casa não temos conseguido repetir, e é uma coisa a se melhorar. Mas a equipe teve coragem. E o Palmeiras foi muito competente.

Gol cedo do Palmeiras
– Não vou dizer que quebra tudo, mas gera uma situação que a gente não conseguiu reverter. Uma situação que gerou um desencontro na equipe. A gente buscou, nós criamos duas chances antes de tomar o segundo gol. Criamos chances depois, mas não conseguimos concretizar. Se a gente empata, gera uma tensão e toda parte psicológica se volta contra o Palmeiras, que mesmo saindo na frente acabaria levando o gol. Mas não aconteceu, eles foram se moralizando. Tentamos tranquilizar os meninos, criamos situações e não conseguimos concluir. Agora temos jogo da Sul-Americana e a partida contra o Vasco, que é de suma importância para a gente.

Erros nas finalizações
– Vem passando por isso. Pegar a partida contra o Atlético-PR, contra o Santos, contra o São Paulo, que tínhamos como matar o jogo e tomamos o empate… Hoje aconteceu novamente. Contra o Sport, antes de tomar o gol, tivemos chances. A única partida em que fomos muito abaixo foi contra o Inter. As outras conseguimos criar, mas falta empurrar para dentro.

Declaração de Lucas Fonseca sobre erros individuais do time
– Acho que a medida que não cita nomes, pode dizer que foi dele também. Não está transferindo a responsabilidade. Eles estão se cobrando. O que costumo dizer é que um gol tomado nunca é um único erro. É uma sucessão de erros. A partir da segunda-feira vamos analisar e buscar através de conversa, do que a gente tem espaço para trabalhar, minimizar esses erros.

Reforços
– Isso, volto a falar, não vou transferir responsabilidade. Tudo é colocado para vocês. A gente nunca disse que o grupo está fechado. A direção falou sobre isso, eu falei sobre isso. E não é hora de repassar responsabilidade. A responsabilidade é nossa, de quem está ali dentro [do campo]. Logicamente todo bom jogador é bem-vindo para nos ajudar.

Torcida pode ficar tranquila por que os próximos dois jogos são em casa?
– Não adianta pensar assim. Temos que fazer o que estamos fazendo. De nada adianta se não for assim. Temos que buscar o triunfo, jogar bem e buscar resultado expressivo contra o Blooming. O time do Vasco não é mais aquele que vencemos. É um time de postura diferente, empatou um clássico contra o time que era o líder da competição. Aquele jogo o Bahia foi muito bem e não deixou o Vasco jogar.

Zé Rafael e Élber
– [Zé Rafael] Vem sendo mais agressivo no aspecto ofensivo. Élber também é um jogador… Só se eles fossem o the flash para atacar e retornar. Se tomar gol cedo e trouxer muito para trás, não tem força para chegar na frente.

Ausências de Edigar Junio e Tiago
– A gente perde em velocidade, maturidade e é o homem gol. Brumado é jovem, vem crescendo jogo a jogo. Se perco ele, fico sem o único centroavante para quarta ou para o jogo contra o Vasco. A partir que deu metade do segundo tempo, tirei para evitar qualquer tipo de risco. Tiago fez uma semana que a gente avaliou como estava fisicamente e sabíamos o que enfrentaríamos aqui. Keno vem desequilibrando para o Palmeiras, foi nossa principal preocupação e ele desequilibrou de novo. Tivemos o Everson, que é rápido, mas ele não conseguiu ajudar Nino. Paciência. Não vamos crucificar o menino não. Ele vem jogando bem. Esses tipos de jogo servem para amadurecer, dar lastro para que possa crescer mais e um dia tomar conta da posição. Para Tiago, o jogo contra o Blooming será de intensidade menor para voltar em crescente. Ele ficou, entre idas e vindas, não se firmou dentro da equipe, a parada dele deu mais de dez dias.

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