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Guto Ferreira sugere que Vitória forçou fim do jogo e diz: Bahia sempre honra até o final

Clássico terminou aos 34 do segundo tempo, quando Vitória teria forçado a expulsão do seu quinto jogador

Guto Ferreira em campo pelo Bahia (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)
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Neste domingo (18), o primeiro Ba-Vi do ano terminou antes do previsto. O Vitória teria forçado a expulsão do zagueiro Bruno Bispo para ficar abaixo do número mínimo de jogadores em campo, forçando o final do jogo, que estava empatado em 1 a 1. O treinador do Bahia, Guto Ferreira, concedeu entrevista coletiva após a partida e criticou a postura do rival, relembrando outros Ba-Vis em que o Bahia ficou em inferioridade numérica:

Foi um triunfo do Bahia, mas que não tem aquele gostinho [de triunfo], porque não foi possível terminar como deveria terminar. Não cabe a nós julgar e tomar decisões por eles. Em outras partidas, tivemos essa dificuldade e sempre honramos e seguimos fortes até o final. Em dois Ba-Vis, saímos inferiorizados, com derrotas, mas, mesmo estando inferior no número de jogadores, jogamos até o fim, buscando a vitória

O Bahia deverá ser declarado vencedor da partida por 3 a 0, de acordo com o regulamento geral das competições, que diz: “Após o início da partida, se uma das equipes ficar reduzida a menos de sete (7) atletas, dando causa a essa situação, tal equipe perderá os pontos em disputa”.

A partida contou com uma confusão generalizada, iniciada após a comemoração do gol de empate do Bahia, marcado por Vinícius. O meia comemorou dançando em frente à torcida do rival e os jogadores rubro-negros foram cobrar satisfações. Na confusão, Vinícius foi agredido e alguns jogadores do Bahia também agrediram adversários. Foram expulsos, após a confusão, quatro jogadores do Bahia e três do Vitória.

Na entrevista, Guto Ferreira desaprovou a comemoração de Vinícius, mas lembrou que, no gol do Vitória, os jogadores dançaram na comemoração. Para o treinador, “um erro não justifica o outro”.

Eu acho que um erro não justifica o outro. Ele pode ter se passado, mas caberia a arbitragem, vocês da imprensa fazer análise, e não satisfação da maneira que foi, até porque ele não ofendeu nenhum jogador. Ele comemorou, como eles comemoraram com dancinha quando fizeram o gol. Não podemos mais comemorar. Existe alguém no campo para tomar atitudes cabíveis. Eles que se desequilibraram; nos desequilibramos depois. Quem se prejudicou mais? Incialmente nós, que tivemos mais jogadores expulsos, dois no banco. Dentro do campo, eles se prejudicaram mais. Na sequência, foram eles, Uillian Correia segurou Zé. Depois disso, não cabe mais a mim avaliar

Guto Ferreira disse ter visto pontos positivos e negativos na atuação do Bahia no clássico:

Nosso time começou bem. Depois, em alguns lances, a equipe acabou se desequilibrando. Quando você perde a concentração, é prejuízo. Tomamos o gol. No intervalo, chamamos atenção, e o grupo voltou bem, tanto que conseguimos logo o gol. O importante foi, num clássico, numa situação de inferioridade, foi voltar com força e buscar reverter o resultado

Confira o que Guto Ferreira falou em entrevista coletiva

Julgar o rival?

Lutamos até o fim em respeito a nossos torcedores. Julgar? Tomar decisões? É muito difícil. Não cabe a mim.

Marcação alta

Quem acompanhou o dia a dia, inclusive teve comentários em matérias dizendo que trabalhamos marcação alta, aperto, e conseguimos lances importantes. A medida que você vai ganhando confiança, você consegue crescer. O Bahia está retomando, não na velocidade que a gente queria, e a gente espera chegar muito forte no momento certo.

 

Inédito

Na minha carreira, é inédito acabar dessa maneira. Volto a falar: não estou aqui para julgar ninguém.

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