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Guto Ferreira sugere variações no esquema por falta de opção de velocidade

Guto Ferreira fala sobre opções táticas para o Tricolor (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia/Divulgação)
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A diretoria do Bahia ainda busca um atacante de velocidade para atuar pelos lados do campo. É uma carência do elenco montado pelo clube, que, hoje, conta apenas com Edigar Junio e Mário para a posição

O Tricolor estreia oficialmente na temporada na próxima quinta-feira, dia 26, contra o Fortaleza, pela Copa do Nordeste.

Se está difícil garimpar no mercado jogadores disponíveis com essas características, o Bahia encontrou soluções alternativas. A contratação de Allione, por exemplo, é uma delas. O argentino, contratado por empréstimo junto ao Palmeiras, é um meia que joga aberto pelas pontas. Ele se sente à vontade jogando pelo lado direito. Zé Rafael é outro que pode fazer a função.

Com jogadores mais versáteis, o técnico Guto Ferreira tem a possibilidade de variar a formação tricolor. Diferente do ano passado, quando encontrou um elenco montado para jogar no 4-2-3-1, ele pode, em 2017, alternar para o 4-4-2, por exemplo. É o que ele explicou em entrevista coletiva concedida na última sexta-feira.

– No ano passado, o modelo que encontramos e a maneira de jogar sem alterar muito, foi essa maneira. Nós tivemos que usar Victor [Rangel] na beirada, não tínhamos um meia que jogasse pelo lado. Jogávamos com dois atacantes. Régis é mais meia-atacante do que organizador. Na reta final, ficamos com os dois volantes e quatro homens de frente. A gente tinha noção disso. Dentro do que o mercado possibilitou, foi a melhor maneira que encontramos e conseguimos o objetivo. Tivemos a força do Wesley, que vinha atrás marcar, mas faltava algo na frente. Victor da mesma forma. Porque não é característica. Eles são jogadores mais ofensivos do que defensivos. Para esse ano, chegaram jogadores que jogam pelo lado, dá para jogar no 4-4-2, com dois meias organizadores, dois atacantes na frente. Ou um meia no centro, um organizador pelo lado e um agressivo pelo outro. Vai depender do que vai encontrar de encaixe melhor – explicou.

Guto se debruça um pouco mais sobre as possibilidades de formação da equipe e também sobre as características de alguns atletas.

– A tendência é uma equipe com mais organização, que vai conseguir ter mais posse de bola, que eles [os jogadores] mantenham o poder ofensivo, e ter uma equipe mais qualificada no último terço do campo. Armero, por exemplo, tem certa qualidade de organização. Os volantes que chegaram não só marcam como têm capacidade de jogo. Os meias organizam por fora e por dentro. Está faltando homens de arranque. Zé Rafael é forte e tem velocidade, mas não é jogador de sprint. O Edigar é um jogador, como eu posso colocar… Na Ponte [Preta], eu tinha um jogador que era o Jonathan Cafu, que faltava algumas coisas, mas era um jogador que tinha o contra-ataque muito forte e incomodava o adversário com sua velocidade. O rival [Vitória] tinha isso em Marinho. Você passa a ter quesitos interessantes. Uma equipe que não tem esse perfil tem que trazer o máximo de jogadores possível desse jeito, para que você consiga romper as linhas – avaliou.

Nos dois primeiros desafios da temporada, os jogos contra o Wolfsburg, da Alemanha, e Estudiantes, da Argentina, montou a linha ofensiva com Régis, Zé Rafael, Edigar Junio e Hernane Brocador.

Fonte: Ge.com

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