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Guto Ferreira vê crescimento do Bahia após substituições e destaca amadurecimento

"A força total vai ser em cima dos jogos do Bahia", disse Guto Ferreira (Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia)
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Apesar dos três pontos conquistados na tarde deste domingo, no triunfo por 2 a 1 sobre o Juazeirense, o técnico Guto Ferreira não saiu muito satisfeito do estádio de Pituaçu. O treinador destacou o ponto positivo de o time ter vencido a partida, mas reconheceu que a exibição da equipe não foi das melhores (assista aos melhores momentos do jogo no vídeo acima).

Em sua entrevista coletiva depois do jogo, Guto se mostrou mais preocupado do que insatisfeito. Ele lembrou que os atletas recém promovidos estão em processo de adaptação ao time profissional e que, por esse motivo, o Bahia terá dificuldades em algumas partidas. Ainda assim, a oportunidade continuará sendo dada.

– Consciente de que não foi um grande jogo, consciente de erros. Mas são justamente esses erros que vão fazer os jogadores amadurecerem a ponto de amanhã ou depois poderem estar dentro de campo jogando pelo Bahia. Ou não, se a gente fizer a leitura de que eles não são jogadores que o Bahia precisa. Não só eles, como os outros que estão jogando. Temos um ano bastante difícil, um ano com muito jogos. Além disso, é cobrado que se coloque jogadores da base. No final, tivemos seis jogadores da base dentro de campo. Com um detalhe: Marco Antônio, Juninho e Kaynan ainda com idade júnior. O trabalho está sendo feito – disse o treinador.

Kaynan, inclusive, foi um atleta citado nominalmente pelo treinador durante a coletiva. Guto destacou o potencial do jogador, mas ponderou que ele não esteve bem na partida deste domingo.

– A gente teve dificuldades. O sistema que a gente joga precisa de dois extremos. Não vou por a culpa no menino (Kaynan). O menino ainda está num processo, e a gente tem que colocar para se firmar. Mas ele não esteve bem. Isso já passou em outros momentos com Juninho, que hoje se firma a cada dia como lateral-esquerdo dentro do plantel profissional, passa por Becão, passa por Éder, passa por Jean, que hoje já está em um outro patamar, passa por Marco Antônio, por Mário. Dentro do processo, se eles não jogarem esse perfil de jogo, vão jogar qual? É esse tipo de jogo que vai amadurecer eles. Jogaram contra equipes teoricamente em um nível mais baixo, mas agora têm que jogar contra equipe teoricamente mais alto. Juazeirense, por exemplo, está jogando a Copa do Nordeste – destacou o treinador.

Com o triunfo, o Bahia segue na terceira colocação do Baiano, agora com dez pontos conquistados. A equipe de Guto Ferreira volta a campo na quarta-feira, quando enfrenta o Flu de Feira, no estádio Joia da Princesa, também pelo Campeonato Baiano.

Confira abaixo outros temas abordados por Guto Ferreira na coletiva

Cuidado com os garotos

– A gente tem que oferecer a condição a Kaynan para entrar e mostrar resultado. Mas a gente tinha noção de que a coisa poderia acontecer de uma maneira negativa. Saiu, vai esperar um pouquinho, depois vai entrar de novo porque é um jogador em potencial. É assim que você vai lançando os meninos, você não vai queimar os meninos. Não é porque não foi tão bem, que vai perder as oportunidades e que não serve. Vai amadurecendo até chegar ao estádio de estar pronto.

Indecisão no ataque

– Até criamos chances. Criamos situações, mas situações onde a equipe chegou um pouco dispersa, não se definia o melhor passe. Nossa equipe começou a ficar indecisa, indecisa, indecisa. O Juazeirense começou a se afastar e obrigar que a gente tentasse entrar contra uma marcação mais forte. Nas vezes que entramos, houve a decisão na finalização, até que achamos o gol no final. Voltou para o segundo tempo, um lance que quero olhar na televisão porque a gente não entende. A gente preciosa entender o que é pênalti, o que não é pênalti, porque cada um apita de um jeito. Eles fizeram o gol e aí começa pressão, começa a tensão porque eles querem mostrar serviço. Mas as trocas deram efeito. Marco Antônio entrou bem, Mário entrou bem, Zé Rafael deu mais qualidade. No final, o mais importante é o triunfo. Três pontos, vamos a dez e vamos subindo na tabela.

Aos poucos

– Algumas situações de um rendimento não tão alto, embora aqueles que estão jogando regularmente, coisa de Éder, Becão e Juninho, uma partida espetacular. Juninho a cada dia crescendo mais e mais. Não estamos colocando a culpa do mau desempenho nessa situação (jovens no time), mas é uma equipe que está se firmando. Tudo é um processo de trabalho, um processo que está conseguindo resultado. Se a gente achasse que não ia dar parte conseguir resultado com essa equipe, fatalmente a gente iria colocar uma equipe mais encorpada. A cada desafio você tem que medir que tipo de desafio é esse.

Fonte: Ge.com

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