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Jackson admite possibilidade de jogar com a equipe sub-23 para ganhar ritmo de jogo

Jogador, que não atua desde maio de 2017, voltou a treinar nesta terça-feira (17)

Jackson concede entrevista coletiva (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)
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Nesta terça-feira (17), o zagueiro Jackson voltou a treinar com bola após ter passado por uma cirurgia no joelho. Há quase um ano sem atuar em uma partida oficial, o jogador realizou uma atividade de transição e comemorou bastante nas redes sociais. O defensor falou sobre a volta aos treinos ao Programa do Esquadrão, programa de rádio oficial do clube:

Fico até emocionado em falar. Acabei postando o vídeo na rede social. Momento único para mim, por tudo que passei, vai se fazer agora um ano sem poder jogar. Sofri muito com várias coisas, dores, a dúvida se havia como voltar ou não, esse momento para mim fica marcado. A minha família toda, meus amigos mais próximos, sabem o que passei, o que venho passando para poder voltar a jogar futebol, fazer o que mais amo. Momento único na minha vida. Parecia uma criança no campo, brincando com a bola. Espero que seja o início da recuperação, que daqui para frente possa ser de muita alegria, poder voltar a jogar, fazer o que mais amo, se Deus quiser ajudar meus companheiros dentro de campo e, quem sabe, ser coroado com um título no fim da temporada. Esse é o objetivo

Antes de voltar a atuar com regularidade pela equipe principal, Jackson vai precisar readquirir o ritmo de jogo. Com isso, o zagueiro, de 27 anos, se colocou à disposição para atuar pela equipe sub-23 que disputa o Campeonato Brasileiro de Aspirante. O torneio permite a inscrição de três jogadores acima dos 23 anos.

É uma possibilidade. Já conversei com o presidente. Quero participar do Sub-23. Vai ser importantíssimo para mim para pegar ritmo de jogo novamente. Ritmo de jogo é diferente de ritmo de treino, isso vai ser fundamental. E espero poder ajudá-los também

Em 2017, Jackson precisou passar por duas cirurgias no mesmo joelho, além de ter sofrido uma hérnia de disco. O defensor atuou em apenas oito partidas no ano, sendo a última contra o Vitória, em maio, pela final do Campeonato Baiano.

Jackson sofreu a primeira lesão em abril do ano passado. O jogador não conseguiu se recuperar de um trauma no joelho com tratamentos conservadores e precisou passar por uma videoartroscopia. Quando estava próximo de retornar aos treinos, em agosto, o defensor foi diagnosticado com uma hérnia de disco. E, em outubro, o Bahia recomendou Jackson a procurar um especialista para tratar de um problema conhecido como “joelho valgo”, que é um desalinhamento dos membros inferiores, em que os joelhos são forçados para a área interna das pernas.

O defensor acabou indo para São Paulo, onde se consultou com o médico Rene Abdalla e a acabou sendo submetido a uma nova cirurgia:

Depois da segunda cirurgia mexeu em tudo. Mexeu no eixo do corpo. Fiquei três meses sem colocar o pé no chão. Tive que reaprender a andar, reaprender a correr. É todo um processo, uma coisa de cada vez, estou iniciando a corrida agora, tem uma semana e pouquinho, ainda sinto algumas dores, mas é dor de readaptação. Espero que daqui para frente possa ser dia após dia melhor que o início. O pessoal da fisioterapia está me ajudando muito. Tem um longo período sem atuar. Espero voltar o mais rápido possível.

Sonhando em voltar a jogar uma partida oficial, Jackson comemora até as dores musculares após as primeiras atividades físicas mais pesadas após passar por um longo período inativo:

Até brinco om o pessoal da fisioterapia que essa dor muscular vem fruto do trabalho, e fico feliz com essas dores. É uma dor que há muito tempo estava sentindo falta. Faz parte do processo. Muito bom poder sentir essa dor. Ela vai amenizando conforme os treinos, com ritmo. Daqui pra frente é só alegria.

 

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