Jorginho reclama de árbitro, mas admite má atuação do Bahia contra o Palmeiras

Jorginho diz que precisa de mais tempo para trabalhar a equipe (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)

A tônica das entrevistas do Bahia após a derrota para o Palmeiras foi a queixa à arbitragem. Os jogadores e o vice-presidente Pedro Henriques culparam o pênalti marcado no primeiro tempo pela derrota Tricolor. O técnico Jorginho também reclamou do árbitro Rodolpho Toski Marques. Mas foi além.

Na visão do treinador, o Bahia foi atrapalhado pelas decisões do árbitro, mas não fez um bom jogo. Para o treinador, o time sentiu os desfalques que teve, como o de Allione.

– Realmente não tivemos uma atuação como esperávamos. Sabíamos das dificuldades que íamos enfrentar contra o Palmeiras. Quero lembrar que tive alguns desfalques que são importantes. Tenho que colocar, na realidade, a questão do árbitro. Apesar do 4 a 2, ele foi decisivo. Uma equipe como o Palmeiras, com a qualidade que tem, sair na frente, é difícil. Lamento o resultado ruim em casa, a gente esperava uma vitória, pelo menos um empate aqui. Não foi possível. Sabemos que é difícil. Não tem moleza. Mas tendo esses jogadores de volta para o próximo jogo, a gente vai ter uma atuação melhor. Criamos bastante, tivemos oportunidades, conseguimos marcar. A equipe não pode abaixar a guarda – avaliou.

Com a derrota, o Bahia caiu para a 12ª colocação da Série A, com 10 pontos conquistados. O Tricolor volta a campo na quinta-feira para enfrentar o Corinthians, em São Paulo.

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Jorginho

Violência

– Antes de falar sobre o jogo, gostaria de expressar minha indignação com a cena que eu vi de Corinthians e Coritiba. É uma revolta muito grande em ver uma cena como aquela. E essas pessoas continuam fora, não são presas, não são julgadas. Gostaria de trazer um alerta em relação à vida. A gente está lidando com vidas.

Armero na reserva

– Não tenho que falar sobre uma situação como essa. Armero fez uma viagem longa, a gente conversou bastante. É um jogador que tem todas as condições, assim como o Matheus e assim como o Juninho Capixaba.

Time

– A equipe conseguiu sair jogando, construir o jogo. Infelizmente tomamos um gol que não foi pênalti. Isso nos prejudicou bastante. A equipe conseguiu desenvolver aquilo que a gente imaginava. O último passe é o que está faltando. Está deixando a desejar.

Marcação do Palmeiras

– É uma marcação alta, mas que tem suas falhas. Eles não fazem a pressão ao homem da bola. Eles deixam nossos zagueiros jogar, e a gente flutuou muito bem nas costas dos volantes deles. O que faltou foi a gente ter um pouco mais de paciência.

Treinamentos

– Não tenho tido tempo necessário. Coloquei os jogadores para treinar um pouquinho ontem, coisa que normalmente não faço, mais por necessidade de a gente encaixar a saída de bola, marcação deles. Eu precisei fazer isso.

Decisivo no jogo

– Decisivo pra mim foi a arbitragem. Sei que placar de 4 a 2 dá aquela impressão: foi apenas um gol. Mas um gol contra uma equipe qualificada… Você errar contra esses jogadores, o erro como aconteceu – sei que ele é ser humano, que não foi para nos prejudicar -, mas ele foi decisivo. Rodrigo foi só na bola, nem tocou no Keno. Com certeza foi muito decisivo. Agora, falar do plantel deles é complicado. A gente tomou dois gols da entrada da área, mas a gente estava em busca do resultado, tem que se expor.

Fonte: Globo Esporte

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  • Rodrigo Alves

    O time poderia ser mais prudente, não estava jogando contra qualquer um. Não é porque estamos jogando na Fonte Nova que temos que sair para matar qualquer um. Tem que ter uma certa paciência, rodar bem a bola e achar os espaços, como fizemos no primeiro tempo. Acabamos tomando 3 gols em jogadas provenientes de contra-ataques que poderiam ter sido evitados.