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Mais uma tentativa de acabar com o baixo rendimento no ataque

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Alessandro é mais uma tentativa de acabar baixo rendimento

Alessandro sobe escadaria do Fazendão ao lado do filho

Será que vai ser preciso buscar alguém em outro planeta para acabar com a praga do ataque do Bahia? Desta vez o Tricolor foi quase lá.

Alessandro estava jogando num mundo muito distante para a maioria dos brasileiros, o Japão. O atacante não é nenhum Alien – personagem imortalizado no filme do diretor Ridley Scott, de 1979 – mas será o oitavo passageiro da agonia do ataque tricolor.

Essa é agora a quantidade de opções do técnico Gilson Kleina para tentar resolver o abacaxi na Série A. Além de Alessandro, o comandante da nave vermelha, azul e branca tem também Rafinha, Rhayner, Maxi Bianucchi, Henrique, William Barbio, Marcos Aurélio e Kieza como peças para o setor.

Mas o número de candidatos que já passaram pelo posto é muito maior. Marcão e Hugo já jogaram no ataque tricolor esse ano. Além deles, também vestiram o uniforme os garotos da base Zé Roberto, Rafael Gladiador, Jeam e Nadson.

Nenhum deles conseguiu evitar a marca recorde: o Bahia 2014 é o responsável pelo pior ataque da história do clube no Brasileirão. Após mais um jogo em branco, contra o Grêmio, são só 11 gols em 18 jogos, média de 0,61 por partida. A pior era a de 1979: 0,63.

Novo tripulante

O mais novo integrante da trupe tem um retrospecto discutível. Na Segunda Divisão japonesa, onde jogou pelo Kyoto Sanga desde o início do ano, Alessandro fez sete partidas e marcou dois gols. A última vez em que o jogador de 32 anos entrou em campo foi no dia 1º de junho. Antes, só havia jogado no dia 13 de abril. Em 2013, passou o ano inteiro no América-MG. Foram três gols em 16 jogos na Série B – oito como titular.

"No Japão, comecei jogando mais à frente e fiz os gols. Depois o treinador me colocou mais recuado, na função de meia-atacante, e isso me prejudicou", justificou na terça-feira, 2, o jogador, durante sua apresentação.

Sobre estar sem jogar há quase três meses, o veterano acredita que não será um problema. "Quando voltei para o Brasil, fiquei treinando com o pessoal do América-MG. Aqui, fiz todos os testes de fisiologia. Falta ver como foram os testes, mas acredito que não foram tão mal", disse. "Falta conversar com o técnico e ver nessa semana como me sinto", completou.

De qualquer forma, Alessandro não poderá jogar nesta quinta, 4, contra o Internacional, por não ter sido inscrito na Sul-Americana. O jogador vem treinando no Fazendão desde a semana passada, e mira o Coritiba, no domingo, para sua estreia.

Ele confia na relação com Kleina para recuperar seu futebol e o do Bahia. "Trabalhei com ele em 2007 e 2010, as duas vezes no Ipatinga, e tivemos bons resultados", disse. "Ele cobra muito durante a semana e pede que os jogadores dêem o máximo em campo", finalizou.

Rendimento dos atacantes do Esquadrão

Rhayner – Marcou 4 vezes em 26 partidas

Rafinha – Marcou 3 gols em 27 partidas

Maxi Biancucchi – Fez 2 gols em 30 partidas

Henrique – Marcou 1 gol em 15 partidas

William Barbio – Não fez gol em 13 jogos (em 2014)

Marcos Aurélio – Não marcou gol em 4 partidas

Kieza – Marcou 2 vezes em 7 partidas

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