‘Maldição gringa’

Por fim da 'maldição gringa', Angulo diz que espera confiança de Cristóvão

Últimos estrangeiros que vestiram a camisa do Bahia não tiveram sorte. Colombiano recém-chegado espera mudar a história recente

Angulo diz que receptividade no Bahia foi positiva

juan angulo, lateral do bahia (Foto: Eric Luis Carvalho)

As defesas de Butice e os gols de Sanfilippo. Tempos de Bahia campeão. O torcedor tricolor tem motivos para lembrar com carinho dos estrangeiros que passaram pela vida do clube. Ao menos, os do passado, porque a história recente do Bahia joga contra os "gringos".

Nos últimos dois anos, quatro estrangeiros vestiram a camisa do Bahia e nenhum deles deu certo. Quinto estrangeiro desde 2011, Angulo será o terceiro colombiano. Antes dele, o experiente Tressor Moreno chegou a atuar como titular em algumas partidas na temporada de 2011, mas não rendeu o esperado e deixou o clube antes mesmo do término no Campeonato Brasileiro daquele ano. Sorte pior teve o também compratritota de Angulo Julio Mosquera, que deixou o Bahia sem ter atuado sequer uma partida pelo time profissional.

No primeiro contato com a imprensa baiana, o novo lateral tricolor se lembrou de um dos compatriotas e disse que espera ganhar a confiança de Cristóvão para poder atuar.

– O Moreno é um jogador muito talentoso. Sei que passou por aqui. Espero ter a confiança do técnico para poder jogar o maior tempo possível – disse.

Além da dupla colombiana, outros "gringos" não conseguiram mostrar o seu futebol no Bahia. Em 2012, o boliviano Gutierrez chegou ao Tricolor e logo assumiu a titularidade da lateral esquerda, mas por pouco tempo. O defensor não se adaptou ao futebol baiano e ainda teve que lidar com seguidas contusões.

Rosales foi a 'bola da vez' no início da temporada

rosales bahia (Foto: Jayme Brandão/Divulgação/Esporte Clube Bahia)

No começo de 2013, o argentino Paulo Rosales foi a bola da vez. Com passe refinado e boa visão de jogo, o jogador ganhou chances com o então técnico Jorginho. No entanto, a pouca velocidade e a dificuldade em ajudar na marcação jogaram contra o argentino que chegou ao Bahia lembrando dos compatriotas Butice e Sanfilipo, gringos de maior sucesso na história do Tricolor.

Para quebrar a maldição, Angulo se apresentou como um jogador de força na marcação, mas que sabe chegar forte ao ataque e balançar as redes.

– Sou um jogador que primeiro marca. Sei defender bem e, quando tenho a bola, gosto de sair e arrematar também. Gosto de fazer gols – disse.

Por fim, Angulo comemorou a receptividade dos companheiros, e mostrou entrosamento com Obina, que conheceu na China.

– Os jogadores me receberam muito bem. Tive oportunidade de enfrentar Obina na China, então já o conhecia – finalizou.


Tabela interativa da Série A com atualização online

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Fonte: Eric Luis Carvalho – GLOBOESPORTE.COM

Foto: Eric Luis Carvalho e Jayme Brandão/Divulgação/Esporte Clube Bahia