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Mundial de Baquete Feminino: Espanha não toma conhecimento do Brasil

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Brasil tem lampejo no início, mas não resiste à força da Espanha no Mundial

Após vencer primeiro quarto por 13 a 12, seleção é dominada pela campeã europeia e precisa superar o Japão na próxima terça-feira para não dar adeus na primeira fase

Adrianinha tenta penetrar na defesa espanhola

Após a derrota para a atual vice-campeã mundial República Tcheca, a seleção brasileira enfrentou outra pedreira no "grupo da morte" da Copa do Mundo: a Espanha, campeã europeia e forte candidata ao título na Turquia. Recuperado do nervosismo da estreia, o renovado time verde-amarelo assustou as rivais no início e deu sinais de que poderia cumprir uma missão quase impossível, neste domingo, em Ancara, capital do país. Mas não deu.

Inspiradas, Sancho Lyttle e Nicholls lideraram as espanholas, que atropelaram as brasileiras a partir do segundo quarto, vencendo por 83 a 56 na Arena Ankara, neste domingo. Cestinha da partida, Lyttle anotou um duplo-duplo, com 15 pontos e 13 rebotes.

Pelo Brasil, Érika sobressaiu tanto em pontos (12) quanto nos rebotes (7). Adrianinha foi a melhor nas assistências, com 4. Para sobreviver no campeonato, o time comandado por Luiz Augusto tem a obrigação de vencer o Japão, na próxima terça-feira, às 8h (de Brasília), para avançar em terceiro lugar do Grupo A e cruzar com o segundo do B.

O Brasil surpreendeu as espanholas logo no início. Após boa jogada, Clarissa deu um passe açucarado para Tati abrir o placar. Habilidosa mesmo tendo tocado em uma bola de basquete pela primeira vez aos 18 anos, Sancho Lyttle acertou uma cesta de três pontos e virou: 3 a 2. Após atuação apática na estreia, Érika voltou a apresentar um bom basquete e empatou: 4 a 4. As europeias voltaram a assumir a dianteira e ampliaram com Xargay: 8 a 4. Jogando com muita raça e garra, Erika roubou uma bola no garrafão, girou e fez a cesta, diminuindo. Com três faltas, porém, a pivô do Atlanta Dream precisou ir para o banco. Em grande jogada, Clarissa roubou uma bola, e o Brasil encostou no placar: 9 a 8.

O jogo ficou truncado, com faltas para ambos os lados. A Espanha errava muitos lances livres, com um aproveitamento de 39%, e dava sinais de de nervosismo. Anna Cruz empatou ao converter um lance livre (12 a 12), mas Clarissa respondeu na mesma moeda e virou: 13 a 12, no fim do primeiro quarto.

A Espanha voltou melhor e Sancho liderou as campeãs europeias, que cresceram na partida e encurralaram o Brasil. Naturalizada espanhola, a caribenha de São Vicente e Granadinas fez duas cestas seguidas. Após um rápido contra-ataque, Cruz apareceu livre no garrafão para ampliar: 21 a 15. Lyttle continuou com a mão quente e Gil anotou mais dois para fazer 31 a 17. Nicholls também fazia a sua parte. As brasileiras sentiram a pressão. Do outro lado, as espanholas passeavam em quadra e, com tranquilidade, foram para o intervalo com 15 pontos de vantagem: 41 a 26.

As espanholas ditavam o ritmo, com um total domínio de bola.  Alba Torrens mostrou pontaria calibrada na linha dos três e ampliou: 44 a 26. O Brasil tinha dificuldade para infiltrar e optava pelo perímetro, mas as bolas não caíam. Enquanto isso, a Espanha dava um baile. As brasileiras ensaiaram uma reação após uma cesta de três pontos de Adrianinha, uma das poucas que impunham respeito sobre as adversárias. Mas o esforço para pontuar era imenso e, do outro lado, a Espanha ia ampliando a vantagem: 51 a 34. O chute de Torrens e duas cestas seguidas de dois pontos de Dominguez tornaram o cenário ainda mais dramático para o Brasil, que terminou o terceiro quarto perdendo por uma diferença de 21 pontos: 61 a 40.

Confortáveis no placar, as espanholas transformaram o massacre em tortura no último quarto. Os arremessos certeiros de Alba Torrens e Sancho Lyttle, que também estava um monstro nos rebotes (13 a cinco minutos do fim), abalavam ainda mais a confiança das brasileiras: 73 a 45. Clarissa, Érika e Joice pontuaram no ataque, mas a resposta era sempre imediata. Na linha dos três, Martínez ampliou a vantagem e nem se importou com a falta que recebeu de Joice. Só sorrisos, ela abraçou as companheiras no banco, que ficaram ainda mais alegres ao olharem o placar elástico: 78 a 54, a 2m38s do fim. Soberanas, as campeãs europeias já jogavam em ritmo de treino. Após receber bom passe livre de marcação, Pascua acertou um belo arremesso de três pontos: 83 a 56 e fim de papo.

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