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Apesar de eliminação, Nilton ressalta entrega do Bahia contra o Atlético-PR

Tricolor venceu o Atlético em Curitiba, mas perdeu nos pênaltis e está eliminado da Copa Sul-Americana

Nilton concede entrevista coletiva (Foto: Divulgação/EC Bahia)

O volante Nilton concedeu entrevista coletiva após a eliminação do Bahia na Copa Sul-Americana. Nesta quarta-feira (31), o Tricolor venceu o Atlético-PR no tempo normal por 1 a 0, mas perdeu nos pênaltis por 4 a 1, na Arena da Baixada, no jogo de volta das quartas de final da competição continental.

Nilton destacou a entrega dos jogadores do Bahia e disse que o grupo merece os parabéns porque todos os jogadores fizeram tudo o que podiam em campo:

Com toda honestidade, não faltou nada. Ficou tudo dentro do campo. Coração, até a última gota de suor, a última gota de sangue. Aqui não formamos colegas de trabalho. Formamos uma família. Essa entrega que houve ali dentro, essa honestidade que estamos tendo um com o outro, não é por acaso. O que o Bahia vem apresentando nesses últimos anos, até chegar neste momento… Porque posso dizer que o Bahia nunca chegou nas quartas [da Sul-Americana]. Fica um gostinho de que poderíamos ter ido um pouco mais. Mas, infelizmente, o futebol é isso. Fizemos três, quatro gols em dois jogos. Foram anulados. Tivemos oportunidades também aqui. O gol também foi anulado. É um trabalho psicológico que a gente tem que ter, que tem que ser feito, absurdo. A gente não pode se abater, se abalar. Sempre tem que estar ali: “Vamos mais, vamos mais”. Até o limite. É o que aconteceu. Por isso digo. Tudo que tinha que colocar numa partida nós colocamos hoje. Só tenho que parabenizar o grupo por essa partida.

Destacando a união do elenco, Nilton também falou sobre a importância da participação da torcida que, no jogo de ida, esteve presente na Arena Fonte Nova. Além disso, o volante relembrou a invencibilidade do Atlético-PR, que não perdia há 12 jogos em casa, e classificou a disputa de pênaltis como “loteria”:

Pelo que estamos apresentando desde o começo da temporada. Uma sequência de jogos absurda. Jogadores se entregando até o limite. No primeiro jogo, não tem nem o que dizer. Tem que parabenizar o espírito de luta que houve… Nossos torcedores, nosso 12º jogador, compareceram, empurraram, incentivaram. E hoje sabíamos da invencibilidade que o Atlético-PR tinha aqui dentro. Viemos no propósito de encurralar eles. Sabíamos do momento em que poderíamos ser surpreendidos. Colocamos, acima de tudo, essa união que a gente tem fora, dentro de campo. Nossa entrega. E conseguimos neutralizar a equipe deles aqui dentro. Conseguimos, no tempo normal, terminar com 1 a 0. Infelizmente, o pênalti eu digo que é uma loteria. E também só erra quem bate. Tem que só parabenizar, enaltecer mesmo o grupo. Pelo que apresentamos, a gente pode sair da competição de cabeça erguida.

Ao Bahia agora, resta apenas o Campeonato Brasileiro nesta temporada. A equipe volta a campo neste domingo (4), às 19h, quando enfrenta a Chapecoense, na Arena Fonte Nova, pela 32ª rodada da competição.

Confira o que Nilton declarou em entrevista coletiva

Por que as jogadas de cabeceio após lateral não funcionaram após o gol?
– Porque eles começaram a marcar mais depois. Paulo André, Wellington… O pessoal até vinha falando: “Poxa, Nilton, para de saltar um pouco. Você está saltando muito”. Eu falava: “Ah, vocês vão ter que aguentar mais”. Mas eles começaram a pegar mais. Eu comecei a ter uma conversa até com o próprio Brumado para poder tentar tirar um pouco, porque estavam vindo dois, até três jogadores para poder marcar e tentar deixar ele um pouco mais livre, para ele poder fazer isso. Mesmo assim, com essa marcação em cima, eu estava conseguindo, estava tendo essas resvaladas. Mas acho que é uma jogada que a gente vem trabalhando, uma coisa bem consciente.

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