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O poeta tricolor

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O poeta tricolor

Pamplona escreve um texto novo a cada triunfo

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Juiz do Trabalho Titular da 1ª Vara de Salvador, o professor Rodolfo Pamplona Filho é mais um fiel torcedor azul, vermelho e branco na multidão. Mas tem uma peculiaridade: doutor e mestre em Direito, ele começou a ser conhecido como o “Poeta Tricolor”.

A cada triunfo do Bahia no Brasileiro, Pamplona escreve um poema novo. Começou no jogo contra o Figueirense, em Feira de Santana, e coincidiu com a melhor sequência do Esquadrão no campeonato.

“Encontrei com a delegação em uma viagem e prometi a Lomba, Titi e Douglas Pires que, a cada triunfo do nosso time, eu faria um novo poema com as emoções que senti no jogo. Tomara que eu realmente possa compor muito”, diz o jurista. Confira o quarteto:

**

O Desabrochar do Irmão mais novo

 

Não é fácil ser o filho caçula…

Não é fácil ser o Benjamim

em um mundo cheio de firulas,

expectativas e sonhos sem fim!

 

Toda estrela de uma constelação

não pode ficar à sombra do irmão!

Todo astro pode iluminar o breu,

como um sol de um sistema só seu!

 

Assim, ensina a todo o universo

a importância de seu próprio verso

para compor a beleza da canção,

 

no lindo movimento de desabrochar,

para, a todos, mostrar e privilegiar

com o talento de sua explosão.

Salvador, 28 de setembro de 2014, dia do aniversário de minha mãe, para Emanuel Biancucchi.

 

**

 

O momento da Reação

 

Quando ninguém parece acreditar…

Quando outros sucumbiriam à pressão…

Quando tudo soa como a conspirar…

É o momento da Reação!

 

Quando se ouvirem fortes vaias…

Quando se chocar pela tensão…

Quando sentires que torcem que caias…

É o momento da Reação!

 

Somente reage quem tem a gana

de enfrentar o desafio com altivez!

Somente constrói sua própria fama

quem sabe que chegou sua vez!

 

E chegou o momento de reagir!

BBMP!

Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2014, para William Barbio e todo o esquadrão

 

**

 

Quando o Brado é ouvido!

 

Não é fácil lutar…

contra as trombetas

daqueles que torcem contra!

 

Não é fácil lutar…

com o adversário,

o estádio e até o árbitro!

 

Não é fácil lutar…

com pênalti mal marcado

e gol legal anulado!

 

Mas a luta não é opção!

É determinação do coração,

que enseja a reação!

 

Mas a gana não é virtude!

É premissa de quem honra

o manto sagrado que ostenta!

 

Então, aprendam os detratores,

que, até soar o apito final,

o combate ainda é frontal,

 

o intento se persegue,

o objetivo não se esquece,

a esperança prevalece:

 

Aprendam que não se canta vitória

antes da derradeira hora,

como ensina a nossa história!

 

E, por isso tudo…

 

Sim, é fácil…

cantar até perder a voz

Brilhar com a força de mil sóis!

 

Sim, é fácil…

sorrir por, da degola, escapar

chorar para nunca mais voltar

 

Sim, é fácil…

emocionar com o triunfo de garra

aplaudir quem vence na marra!

 

Só uma coisa

realmente não é fácil…

é deixar de acreditar…

é deixar de vibrar…

é deixar de te amar…

pois isso nunca acontecerá…

Dublin, madrugada de 18 de setembro de 2014, ao saber do triunfo do Baêa, dedicado a todos para quem lutam até o final, em especial Máxi e Branquinho…

 

**

 

Rompendo o silêncio

 

E dou-lhe uma!

É preciso resistir!

E saber que,

por mais que as nuvens

cubram o horizonte,

as estrelas continuam lá!

 

E dou-lhe duas!

É preciso repetir!

E mostrar que

um raio pode acertar

o mesmo alvo

seguidamente!

 

E dou-lhe três!

É preciso insistir!

E romper qualquer barreira

que os amantes do atraso

tenham tentado impor

como uma maldição.

 

E dou-lhe uma…

duas… três…

E que o triunfo inspire

para que o vencedor respire

e retome o caminho de glória,

em que se construiu a sua história.

No aeroporto de Guarulhos, 14 de setembro de 2014, para K9 e Maxi.

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