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Opinião: Hernane frustra promessa, Bahia joga pouco e só reage com um a menos

Regis cercado por quatro jogadores do Vitória (Foto: Felipe Oliveira)

– A gente sabe que a torcida do Bahia é isso. Sempre vai ter cobrança. Mas, daqui a pouco, vem o Ba-Vi, eu vou meter gol, nós vamos ganhar o jogo, e a torcida esquece tudo isso.

A promessa feita por Hernane no intervalo do jogo contra o Galícia, quando perdeu um pênalti de cavadinha, no dia 19 de março, não foi cumprida. Neste domingo, o Bahia foi batido pelo Vitória por 2 a 1, na Arena Fonte Nova, e perdeu a invencibilidade em casa que durava desde o meio do ano passado. A reação da torcida com a derrota, porém, foi diferente daquela quando o Brocador desperdiçou a penalidade.

Embora o Bahia tenha perdido o Ba-Vi, a luta do time, mesmo com um jogador a menos, foi vista com bons olhos pelos torcedores, que aplaudiram os jogadores ao fim do jogo. A reação deixa bem claro que o Bahia foi derrotado não por falta de vontade ou determinação. Isso não faltou desde os primeiros minutos do jogo. A derrota aconteceu basicamente no primeiro tempo, quando o time ainda tinha 11 jogadores em campo, mas encontrou poucas alternativas para surpreender o Vitória e parar as armas fortes do rival: o contra-ataque e a bola aérea.

O Bahia foi a campo com duas mudanças pontuais: Renê Junior no lugar de Edson, que se machucou antes da partida, e Edigar Junio na vaga de Zé Rafael, neste caso, uma alteração por questão de desempenho. As novidades não fizeram o Bahia mudar o seu modo de jogar, organizado, com marcação alta e buscando ter mais posse de bola. A pressão na marcação funcionou, e o Vitória foi obrigado a fazer a transição direta. Nem os zagueiros rubro-negros tinham tranquilidade para fazer lançamentos. Contudo, ao mesmo tempo em que marcava bem, o Bahia tinha dificuldade para penetrar a área do Vitória. O Tricolor foi previsível em utilizar apenas o lado direito com Eduardo como arma ofensiva e não conseguiu se reinventar para encontrar alternativas para avançar.

Sem muita criatividade na frente, o Bahia viu o Vitória ser cirúrgico nas poucas chances em que encontrou espaço e marcar os seus dois gols. Na primeira delas, contou com Gabriel Xavier aproveitando o espaço deixado nas costas de Eduardo e originar o gol de Cleiton Xavier. No segundo, a defesa tricolor não conseguiu impedir o avanço de Kanu no seu principal fundamento.

No segundo tempo, o Bahia voltou melhor, mas logo perdeu Tiago, expulso nos primeiros minutos. A saída do zagueiro, porém, não fez o time mostrar abatimento. Com transições rápidas, a equipe explorou bem o lado direito de um Vitória que parecia relaxado com o resultado. Quase sempre no setor de Geferson, as investidas tricolores ganharam mais força quando Guto deslocou Edigar Junio para o lado direito. Com isso, ele passou a ter três jogadores atuando de forma conjunta no setor: Eduardo, Régis e o próprio Edigar.

E de tanto insistir, o Bahia conseguiu diminuir o placar em jogada pela direita que terminou em gol contra de Alan Costa. Com o setor direito do Bahia incomodando, Argel Fucks respondeu com as entradas em campo de Paulinho e Jhemerson. Os dois substituíram jogadores de menor mobilidade, como Gabriel Xavier e Cleiton Xavier, e fizeram com que Eduardo tivesse que subir menos para o ataque. Do outro lado, Guto preferiu substituir os seus extremos, manter Hernane e a forma de jogar. Na primeira mudança que fez, logo após expulsão de Tiago, trocou Allione por Lucas Fonseca. Na segunda, tirou Régis para a entrada de Zé Rafael. Na última, substituiu Edigar Junio, um dos melhores em campo, e colocou Gustavo.

Embora o jogo deste domingo tenha mostrado um Bahia determinado e organizado nos 90 minutos, apesar da expulsão, falta ao time conseguir equilibrar as ações ofensivas. Mais uma vez o lado esquerdo com Armero foi pouco produtivo e os jogadores não conseguiram variar jogadas. No ataque, com respaldo inalterável do treinador, Hernane não conseguiu marcar.

Fonte: Globo Esporte

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