Pela primeira vez

Cristóvão Borges enfrenta o Vasco pela primeira vez após sair do clube

“Enfrentar o Vasco remete a grandes lembranças, momentos marcantes na minha carreira", diz o treinador

Cristóvão Borges é soteropolitano do Nordeste de Amaralina e, mesmo sendo revelado pelo Bahia no final da década de 1970, continua com um pé fincado no Rio. Ex-técnico do Vasco, ele se orgulha da passagem pelo clube em 2011 e 2012 e se prepara para encarar o time pela primeira vez neste sábado (8), às 18h30 (Sportv), em Volta Redonda-RJ.

Quando a bola rolar, o coração certamente estará acelerado, admite o comandante. “Enfrentar o Vasco remete a grandes lembranças, momentos marcantes na minha carreira. Tô muito contente, ansioso, pois vou reencontrar grandes amigos”, diz.

Ele refere-se principalmente a Ricardo Gomes, agora diretor executivo do time carioca. Os dois trabalharam juntos pela primeira vez em 1999, quando Ricardo era técnico do Vitória e Cristóvão foi seu auxiliar. A parceria profissional se repetiu em clubes como Juventude, Guarani, Coritiba, Al-Shabab e seleção brasileira pré-olímpica.

“Ricardo Gomes é o meu amigo além do futebol. Estamos sempre discutindo muitas coisas da vida, família, criação dos filhos… Conversamos sempre e temos uma boa ligação”, conta. 

No Vasco, Cristóvão terminou o Brasileiro de 2011 em segundo lugar e teve um aproveitamento de 60% em 78 partidas, com 41 vitórias, 18 empates e 19 derrotas. Cristóvão pediu demissão do Vasco justamente após uma partida contra o Bahia, no dia 9 de setembro do ano passado. Na ocasião, em São Januário, o Esquadrão massacrou o alvinegro por 4×0. 

“A goleada não foi determinante para a minha saída. Eu fiquei um ano no Vasco, um clube com muitas dificuldades, principalmente na parte econômica. Isso causa um desgaste muito grande. O clube foi obrigado a se desfazer de jogadores importantes, de seleção, que davam equilíbrio à equipe”, explica. “A minha saída ajudaria na sacudida que o clube precisava”.

CONHECIMENTO  

Cristóvão Borges não acredita que terá vantagem por conhecer parte do elenco vascaíno. Segundo ele, o confronto da 5ª rodada ficará marcado pela igualdade entre os times.

De uma coisa a torcida do Bahia pode ter certeza: o time não jogará recuado, apesar dos três volantes. “O que eu quero ver é o meu time jogando da mesma forma em casa ou fora. Se você jogar pra se defender em um campeonato como esse, você não ganha”, diz.

Fonte: Miro Palma – iBahia.com.

Foto: ECB