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Pelé soltou o verbo: Bom Senso FC, Diego Costa, Felipão, Neymar e Seleção

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Pelé soltou o verbo: Bom Senso FC, Diego Costa, Felipão, Neymar e Seleção


Pelé elogia Bom Senso F.C., mas duvida de sucesso do grupo de atletas

Luciano Huck, Bruno Senna, Pelé e Oscar durante evento em São Paulo (© Antônio Strini/ESPN.com.br)

Luciano Huck, Bruno Senna, Pelé e Oscar durante evento em São Paulo

"Não vai ter repercussão nenhuma. Não vai mudar nada". Essa é a previsão nada otimista do ex-jogador Pelé sobre o Bom Senso F.C., movimento de atletas formado neste ano. A despeito de ter elogiado o coletivo, o tricampeão mundial duvidou do sucesso.

"Sobre essa polêmica, nós já entramos várias vezes. Geralmente escolhem o campeonato e o calendário, mas nunca se consulta atleta nenhum. Infelizmente, vai ficar só nisso", disse Pelé.

O Bom Senso F.C. surgiu para unir reclamações comuns a vários jogadores de futebol. Inicialmente, o grupo publicou um manifesto com 75 assinaturas e pediu uma reunião com a CBF.

Menos de uma semana depois, o coletivo realizou a primeira reunião presencial e já ultrapassava 300 assinaturas. O evento serviu para os atletas basearem proposições em cinco tópicos: calendário, férias, pré-temporada, fair play financeiro e participação de jogadores em conselhos técnicos de entidades esportivas.

Depois disso, os jogadores conseguiram duas reuniões com a CBF e uma série de entidades estaduais anunciaram mudanças nos regulamentos dos campeonatos regionais.

"Reivindicar você pode, mas acredito que não vai dar nada", opinou Pelé sobre o movimento dos atletas.

Segundo o ex-jogador, o principal motivo para ele não acreditar no sucesso da iniciativa é o perfil dos atletas: "Se os atletas realmente se unirem, pode ser que alguma coisa aconteça. Mas, infelizmente, nossa profissão nunca foi uma coisa muito unida no Brasil. Nunca fizemos isso. Acredito que seria difícil agora, em cima de uma Copa do Mundo, isso ter repercussão".

Pelé elogia Neymar por ser completo e defende transferência do jogador

A seleção brasileira pode ser uma das maiores beneficiadas pela transferência do atacante Neymar, que trocou o Santos pelo Barcelona no meio deste ano. Pelo menos essa é a expectativa do ex-jogador Pelé, que elogiou nesta segunda-feira o atual craque da seleção brasileira.

"Se ele [Neymar] vai virar ídolo no Barcelona ou não é uma questão que ainda não dá para dizer, mas eu já falava que o Neymar é um dos jogadores mais completos hoje. Ele não tem a experiência do Messi ou do Cristiano Ronaldo, mas é um dos grandes jogadores do Brasil. Agora, com oito meses de Europa e Barcelona, vai ser bom para o Brasil porque ele estará mais experiente na Copa do Mundo", projetou Pelé.

Em evento realizado em São Paulo, Pelé foi questionado sobre qual jogador ganhará no fim do ano o título de melhor do mundo. Ele voltou a enaltecer o potencial de Neymar, mas colocou o brasileiro abaixo de outros concorrentes.

"É meio difícil dizer. Há vários bons jogadores, mas a escolha deve ficar entre o Messi e o Cristiano Ronaldo. Acho que o Neymar pode ser um jogador melhor do mundo, mas, pelo que a gente entende, há jogadores que estão há quatro ou cinco anos na frente. Messi é um deles", analisou o maior jogador de todos os tempos.

Pelé também defendeu o ex-sã-paulino Lucas Moura, alijado da convocação da seleção brasileira para os amistosos contra Honduras e Chile: "Ele é um jogador que, se estiver dentro de um esquema de equipe, pode ser útil".

O ex-jogador também minimizou a importância da queda de rendimento do meia-atacante do Paris Saint-Germain. "Ele teve uma mudança de comportamento e na maneira de atuar porque pegou uma equipe que era diferente do que ele vivia aqui. Mas isso é normal, e esses altos e baixos fazem parte do futebol", finalizou Pelé.

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Pelé diverge de Felipão e pede respeito a Diego Costa por escolher Espanha

A decisão do atacante Diego Costa, jogador de futebol nascido no Brasil que preteriu a seleção nacional e preferiu defender a Espanha, ganhou um importante defensor nesta segunda-feira. Em evento realizado em São Paulo, Pelé pediu respeito ao atacante do Atlético de Madri, apoiou a escolha dele e classificou o posicionamento como uma "atitude bonita".

Pelé é até hoje um dos nomes mais reconhecidos na história da seleção brasileira. Ele venceu três edições da Copa do Mundo pela equipe canarinho (1958, 1962 e 1970).

Pelé elogia 'coragem' de Diego Costa, e Oscar diz: 'Brasil nunca deu nada a ele'

"Acho que temos de respeitar a decisão do Diego. Ele tinha uma posição e seguiu isso. Foi uma atitude bonita", declarou o maior jogador de todos os tempos em entrevista coletiva.

O ex-jogador também enalteceu a bravura de Diego Costa: "Eu entendo que ele tenha tido coragem de assumir. Ele tentou explicar que não tinha sido bem recebido há um tempo e tomou a decisão de defender a Espanha. Tenho impressão que a atitude dele foi correta".

Diego Costa já havia sido chamado pela seleção brasileira e participou de amistosos contra Itália e Rússia em março deste ano. Ele voltou a figurar em uma pré-lista do técnico Luiz Felipe Scolari para enfrentar Honduras e Chile, mas preferiu defender a Espanha e acabou retirado da convocação final.

Na época, Scolari criticou a atitude de Diego Costa, adotou um discurso nacionalista e disse que o atacante estava "dando as costas ao sonho de milhões". Nesta segunda-feira, Pelé divergiu dessa linha de pensamento.

"O Diego tem uma carreira na Espanha e fez uma opção. Temos de respeitar isso", disse o ex-jogador.

O ex-jogador de basquete Oscar Schimdt, que esteve no mesmo evento, foi ainda mais incisivo na defesa a Diego Costa: "A verdade é que o Brasil fez pouco por ele, e a Espanha fez muito. Ele tem razão na escolha".

Oscar até usou Diego Costa como mote para criticar os jogadores da seleção brasileira da modalidade dele. "São situações totalmente diferentes. O Brasil nunca fez nada por ele no futebol, e ele preferiu alguém que tenha feito. No basquete, a seleção fez tudo para ter os jogadores, e eles viraram as costas. Eles não quiseram a seleção", finalizou.

Pelé vê defesa como setor mais confiável do Brasil e cutuca atacantes

Antes da Copa das Confederações, Pelé dizia que a seleção brasileira ainda precisava se organizar do meio para frente. Mesmo após os bons resultados do time comandado por Felipão, a opinião do melhor jogador de todos os tempos segue a mesma. Mas, desta vez, ele ainda elogiou o setor defensivo da equipe.

"A grande surpresa do Brasil atual é que ele é mais seguro e confiável do meio para trás. No meu tempo, os atacantes que decidiam", disse o Rei do Futebol, durante um evento da Gillette para homenagear o ex-piloto Ayrton Senna.

Atualmente, o ataque da seleção brasileira é formado por Neymar e Fred. O primeiro é o grande nome do time e o segundo, apesar do destaque na Copa das Confederações, está lesionado e desfalca o Fluminense desde o início de setembro. O camisa 9 de Felipão sequer era chamado por Mano Menezes, antecessor do atual técnico, e segundo Pelé o grande responsável pelo problema.

"A seleção assustou um pouco, mas o Parreira e o Felipão não tem culpa disso. O Mano ficou dois anos e não conseguiu montar uma base. Os melhores jogadores da Europa são os brasileiros e nós não tínhamos essa base", cutucou.

Pelé ainda opinou sobre a escolha do melhor jogador do Mundo, viu Neymar fora da briga e defendeu o meia-atacante Lucas, fora da última lista de Felipão. "Vejo muitos bons jogadores, mas a briga deve ficar entre os dois novamente. O Neymar está mostrando que é um jogador completo, mas que ainda está em crescente, em evolução", falou, antes de comentar sobre Lucas.

 "Teve uma mudança de comportamento e desempenho porque está em uma equipe diferente, mas é um jogador útil".


Fonte: Guilherme Costa – UOL

Foto: Antônio Strini/ESPN

 

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