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‘Perdeu de WO’: Bom Senso volta a criticar CBF

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Bom Senso volta a criticar CBF: "Perdeu de WO"

Movimento questionou a viagem de Marin e Del Nero aos EUA, que pode atrapalhar a votação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte

O Bom Senso voltou a criticar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na noite desta segunda-feira, o movimento questionou a viagem dos dirigentes José Maria Marin e Marco Polo del Nero aos Estados Unidos, onde a seleção brasileira disputa seus primeiros amistosos após a Copa do Mundo. A viagem pode atrapalhar a votação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte.

De acordo com o grupo organizado por jogadores, "Marin e Del Nero não poderão participar da reunião que definiria contrapartidas à lei", que ocorre nesta terça-feira, o que pode prejudicar a elaboração da regra que discute o pagamento das dívidas dos clubes brasileiros. As alegações foram feitas em texto intitulado "A escandalosa indiferença da CBF".

Confira na íntegra o texto:

"A escandalosa indiferença da CBF

Em um ano de demonstrações incontestes da incompetência generalizada no futebol brasileiro – de atrasos de salários, de apropriações indébitas, de clubes sem campeonatos para jogar, de racismo, de violência e de vexames históricos -, a CBF parte aos EUA para acompanhar mais um Brazil Tour, deixando à mingua todo o resto.

Em que pese o desespero de muitos clubes pela aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE) – projeto de lei que lhes concederia 25 anos para o pagamento de suas dívidas fiscais -, Marin e Del Nero não poderão participar da reunião que definiria contrapartidas à lei, pois estarão acompanhando a Seleção Brasileira em seu amistoso nos EUA. A bem da verdade, a reunião tem sido procrastinada há quase um mês e, desta vez, deixará de acontecer em função de suas ausências.

É preciso admitir que o mais estarrecedor aqui não é a negligência em si, já sabemos de seu caráter blasé há tempos, mas o seu timing. Há menos de 24 horas de uma possível votação da LRFE, a CBF ignorou por completo o interesse dos clubes e dos atletas no projeto de lei e falhou com promessa firmada publicamente com o Governo Federal.

O combinado era o seguinte: ao perceberem que o Governo Federal não permitiria que a lei passasse sem a imposição de contrapartidas, a CBF – em nome dos clubes – finalmente cedeu e se predispôs a criar o órgão fiscalizador que pleiteamos em nosso modelo de fair play financeiro.

CBF, clubes e Bom Senso FC ficaram de apresentar ao Governo Federal um modelo de contrapartidas que fosse consensual, e com isso – para a salvação dos clubes – a lei poderia seguir à votação mesmo antes das eleições nos dia 02 e 03 de setembro.

O Bom Senso já tinha seu dever de casa feito, nosso modelo de fair play financeiro é público. Caberia apenas a eles nos apresentar uma contraproposta, e depois nos reuniríamos para fechar um modelo de órgão fiscalizador consensual.

Esse órgão fiscalizador é a chave do jogo limpo financeiro que propomos. Sem ele, é impossível garantir que os clubes controlarão o seu déficit, pagarão as suas dívidas fiscais em dia e cumprirão rigorosamente com seus contratos de trabalho. Defendemos um órgão independente, democrático e autônomo, capaz de punir os clubes que não se adequarem a requisitos básicos de gestão orçamentária. Mas a CBF ainda não demonstrou qual é o seu modelo.

Sem haver, portanto, nenhuma resposta da CBF, das duas uma: ou a LRFE é aprovada amanhã, pelas costas do Governo Federal, sem nenhuma contrapartida forte aos clubes; ou a LRFE é empurrada para o momento pós-eleições, deixando muitos clubes em imensas dificuldades para virar o ano.

Pois bem, CBF, a bola estava na marca do pênalti.

E você, com medo de chutar, perdeu de W.O.

Seria isso melhor que o 7 a 1?

Bom Senso Futebol Clube

Por um futebol melhor

para quem joga,

para quem torce,

para quem apita,

para quem transmite,

para quem patrocina.

Por um futebol melhor para todos"

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