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Polícia prende atleta apontado como elo de apostadores asiáticos no Brasil

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Márcio Souza, que atuou na Indonésia por oito anos, ligava quadrilha a intermediários que aliciavam atletas para fraudar resultados no país

Márcio Souza (Foto: reprodução)
Márcio Souza (Foto: reprodução)

Elo entre os apostadores asiáticos e os responsáveis por aliciar jogadores e técnicos no Brasil para fraudar resultados no futebol, o atacante Márcio Souza, de 36 anos, foi preso nesta quarta-feira em Belford Roxo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Márcio é um dos oito acusados de manipularem partidas de futebol que foram detidos pela Polícia Civil de São Paulo, que comandou a investigação.

O caso está sob segredo de Justiça, mas a participação e a prisão do jogador foram confirmadas à reportagem por uma pessoa envolvida nas apurações.

Segundo a investigação, Márcio Souza atuou na Indonésia por oito anos, onde teria tido contato com quadrilhas de apostadores. No Brasil, servia como ponte com intermediários responsáveis por convencer atletas e treinadores a combinar resultados. Ele jogou no país por Entrerriense (2004), Mesquita (2008) e Nova Iguaçu (2009). Nesses clubes, ele era conhecido como “Márcio Orelha”.

Além de Márcio, outras sete pessoas foram presas temporariamente em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. Dois acusados não foram encontrados, um no Rio, outro no Rio Grande do Norte.

A operação Game Over, encabeçada pelo Drade (Delegacia de Repressão aos Crimes de Intolerância Esportiva) é a primeira fase de uma investigação de pelo menos nove meses que identificou a presença de uma quadrilha responsável por fraudar resultados no Brasil a mando de apostadores da Indonésia, China e Malásia.

Outro atleta detido foi o goleiro Carlos Luna, que no ano passado defendeu o América de São José do Rio Preto. Ele atuava como aliciador, segundo a polícia.

A quadrilha atuava principalmente nas segunda e terceira divisões de São Paulo, além de torneios do Nordeste. A delegada Kelly de Andrade disse que as prisões dessa quarta fazem parte de uma fase inicial da investigação e admitiu que o esquema pode ser ainda maior.

Fonte: Ge.com

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