Por que não chegamos à Libertadores? Por Erivagno Oliveira

Torcida do Bahia pode adquirir ingressos a partir desta terça (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)

Acabou o Brasileirão, e o Bahia termina com a sua melhor campanha na era dos pontos corridos, com 50 pontos ganhos, após as 38 rodadas, com 13 vitórias, 11 empates, e 14 derrotas, e um saldo de 2 gols positivos, critério para ganhar uma posição do São Paulo.

O time começou o campeonato com um triunfo que nos encheu de orgulho, nos deixou em primeiro lugar na tabela, nos mostrou o cavalinho do Fantástico na frente de todos, encantou o país com os belos gols, belas jogadas de contra ataques, e goleou o Atlético Paranaense por 6×2, com incríveis 4 gols em 7 minutos, nos fazendo relembrar a Alemanha na copa do mundo contra o Brasil.

Depois de uma ótima estreia, o time entrou numa zona mediana, com seguidas derrotas fora de casa, algo que o Bahia, historicamente, não consegue ter bom desempenho. Mas, ganhávamos em casa, a exemplo dos 3×0 contra o Atlético de GO e do grande triunfo sobre o time que vinha a ser o campeão da Copa do Brasil, por 1×0. Fizemos bons jogos seguidos, perdemos para o Grêmio por 1×0 depois de segurar o empate fora até perto do fim do jogo, e nos dava esperança de melhoras no campeonato.

Depois, dois revés seguidos em casa, perdemos por 4×2 para o Palmeiras, e por 1×0 para o Flamengo, mas paradoxalmente aos resultados, jogávamos bem. Voltamos a pôr as nossas barbas de molho quanto ao futuro, já que não ganhávamos fora, e agora começávamos a perder em casa. E como a nossa campanha inteira foi de altos e baixos, vieram nossos primeiros triunfos fora, contra a Ponte Preta, por 3×0 e em seguida, contra o Atlético MG, por 2×0. Ótimo, enfim, ganhávamos fora!

Aí veio o nosso maior revés em todo o campeonato: 17ª rodada, Bahia 1 x 3 Sport. Aquela derrota ficou engasgada. Já tínhamos sido campeões do Nordeste em cima deles. Vinhamos em uma crescente, e o pior, o adversário vinha com 6 desfalques. Eram 3 pontos garantidos, na teoria.

E a campanha de altos e baixos seguia. No alto, voltamos a vencer em casa, contra um grande time que não passava por um bom momento, ganhamos do São Paulo na Fonte por 2×1. E agora no baixo, sofremos em seguida a nossa maior goleada, por 4×1 contra o mesmo Atlético PR que outrora goleamos. No alto, ganhamos do campeão da Libertadores, do campeão da Copa do Brasil e do campeão brasileiro, todas em casa, mostrando nossa força e tradição. No baixo, empatamos em casa com os rebaixados Avaí e Coritiba. Fora, com o rebaixado Atlético de GO. No alto, a recuperação pós Carpegiani, que tirou de vez o time da briga contra o rebaixamento, e nos deu o sonho da Libertadores, de voltar a disputá-la 28 anos depois. Mas, por que não chegamos lá?

Primeiro, pela campanha de altos e baixos, tendo o baixo ficado por mais tempo que o alto. E nesse baixo, perdemos 2 pontos em casa contra o concorrente direto, Atlético MG, e as três últimas partidas, com apenas um ponto, incluindo aí o nosso segundo pior resultado, derrota por 1×0 para a Chapecoense em nossos domínios. Só aí, foram-se embora 5 pontos.

A chapecoense viria a terminar em nossa frente, assim como o Atlético MG. Com 55 pontos, seríamos o 8º, e estaríamos na Libertadores, não na fase de grupos, mas lá, ou, ainda, em um cenário ainda melhor, com mais 8 pontos, incluindo o triunfo “certo” contra o Sport em casa, e terminaríamos com 58 pontos, em 5º, e direto na fase de grupos.

Erivagno Oliveira, é colaborador do Torcidabahia.com. O conteúdo desse post expressa a opinião do autor, que é plenamente responsável pelo mesmo.
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